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sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Everton 0 - 2 Benfica - 4ª Jornada Liga Europa 2009/10



Também se ganham jogos assim. Eu pessoalmente não gosto de ver, mas o que interessa é que o JJ aos 61 minutos percebeu que bastava mesmo forçar apenas um bocadinho para ganhar o jogo e tirou o coelho da cartola. Até lá, o que vimos foi uma reedição do Benfica de Quique Flores: o mesmo esquema do Everton (4-4-2 clássico), sem número 10, com dois alas bem abertos e dois médios-centro, deixando os pobres avançados sozinhos lá na frente, com Saviola a tentar ser um 10 que obviamente não sabe ser.

De realçar os 2 recordes que o Benfica bateu: há 2 anos que não ganhava fora de casa (desde o 2-1 ao Shakthar, em 2007/08, com bis de Cardozo) e este, ainda mais importante: nunca nenhuma equipa havia ganho nos terrenos das duas equipas mais importantes de Liverpool (Everton e Liverpool) nas competições europeias. O Benfica foi o primeiro a consegui-lo. Depois dos 2-0 no Anfield Road, em 2005/06, com grandes golos de Simão e Miccoli, ontem foram Saviola e Cardozo a garantir o recorde. Histórico. E também destacar a recepção a Eusébio, o maior de sempre, ovacionado de pé por todo o estádio. Estrondoso.



Como já disse, era fácil de perceber que o Everton, embora melhor apetrechado que na primeira mão (com a dupla de centrais titular, Yobo e Distin, e com os laterais utilizados habitualmente), não dava muito mais do que o que se via: pontapé para a frente, algumas tentativas (muito poucas) de Fellaini e Bilyaletdinov pegarem no jogo e um Yakubu a lutar sozinho na frente, pois Cahill mal se viu. Gostei de Rodwell, é um miúdo que pode vir a dar que falar. É o trinco da equipa, mas o que fez em campo assemelhou-se mais a um box-to-box. Tivessem todos a mesma vontade e o desfecho do jogo poderia ter sido diferente.



E assim foi. Depois de uma primeira parte sem história (à excepção de um cabeceamento de Ramires ao poste e da lesão do mesmo, minutos depois) e 19 minutos da 2ª iguais, o Benfica acordou, Cardozo desmarcou Di María de forma magistral e o argentino fez o que melhor se lhe conhece: falhou na finalização. Com as melhorias que tem vindo a demonstrar esta época, treine mais este aspecto e teremos um grande jogador. No entanto, mal entrou Aimar, todo o cariz do jogo mudou. Com um nº 10, ainda por cima da categoria do argentino, o jogo torna-se mais fluído, as marcações dos centrais do Everton já falham, os espaços aparecem com muito mais facilidade e com eles os golos. Numa jogada algo atabalhoada até entre Di María e Saviola, El Conejo atirou e a bola só parou no fundo das redes de Howard, que até fez uma boa exibição. Estavam abertas as hostes no Goodison Park.



Com o marcador aberto e o Everton a ter de correr atrás do prejuízo, ao Benfica bastou aproveitar os espaços concedidos e Cardozo fez o 2-0 num lance de fora-de-jogo milimétrico. Em Portugal, ao ataque do Benfica era claramente anulado. Mas a execução é muito boa, de primeira e sem deixar a bola cair no chão.



Com esta vitória, o Benfica somou 9 pontos, instalou-se, agora isolado, no primeiro lugar do grupo, e viu os outros 2 adversários, AEK e BATE Borisov, empatarem e somarem 4 pontos. O que significa que basta empatar um dos 2 jogos que faltam para nos qualificarmos. Por mim, era ganhar já na Bielorrússia e carimbar a passagem á fase seguinte, para depois, tranquilamente, receber e bater o AEK com as segundas linhas. Continuo a acreditar que é possível estar presente em Hamburgo e trazer o caneco!

Vejam os golos aqui:

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Benfica 5 - 0 Everton - 3ª Jornada Liga Europa 09/10

Mais uma noite histórica na Luz. O Benfica goleou o Everton e bateu recordes que duravam há muitos anos: desde 70/71 que uma equipa inglesa não sofria 5 golos na Europa; desde 98/99 que o Benfica não marcava mais de 4 golos numa competição europeia; e esta foi a maior derrota europeia de sempre dos toffees. Como se vê, o Benfica continua a pulverizar recordes esta época, quase jogo após jogo.



O jogo começou numa toada mais morna, com o Benfica a assumir as despesas do jogo e o Everton a tentar sair em contra-ataques rápidos. No entanto, aos 14 minutos o festival Saviola começou. O avançado argentino foi o melhor em campo (mais uma vez) e continua a espalhar o seu brilho nos relvados portugueses, particularmente na Luz. Neste jogo, foi muito bem secundado por Di María, ambos com exibições magníficas. O primeiro golo é prova disso mesmo.



O início da segunda parte foi absolutamente demolidor. O Benfica marcou 3 golos em 6 minutos e acabou logo aí com o jogo. Os 2 de Cardozo foram resultado de jogadas magníficas, mais uma vez, de Saviola e de Di María. O de Luisão foi algo caricato, num canto superiormente apontado por Aimar.



A finalizar, mais uma obra-prima de Di María e Saviola, com o último a bisar e a igualar Cardozo no número de golos na Liga Europa (4 cada).



No Everton, não houve um jogador que fizesse uma exibição positiva. Esperava muito mais de Fellaini, de Cahill, e mesmo dos avançados Jô e Yakubu. O melhor acabou mesmo por ser o (surpreendentemente) suplente Saha, que entrou e mexeu com o ataque toffee, enviando mesmo uma bola ao poste, num lance à ponta-de-lança, ele que já havia marcado por 2 vezes ao Benfica, nos tempos do United.



Foi um jogo à Benfica de Jorge Jesus, e já vão faltando as palavras para caracterizar o futebol desta equipa. Este ano, tem sido um regalo ver os jogadores do Benfica em campo e o seu treinador no banco. Eu acredito em muitas vitórias esta época. As 4 competições oficiais podem perfeitamente ser ganhas. Vamos todos acreditar!

PS: No outro jogo do grupo, o BATE bateu mesmo o AEK e assim subimos ao primeiro lugar do grupo, com os mesmos pontos do Everton, enquanto os outros 2, depois de um duelo fratricida, ficaram nos últimos lugares, com 3 pontos cada. Se o Benfica vencer daqui a 2 semanas em Liverpool, a qualificação fica quase garantida.

Vejam os golos aqui:

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AEK 1 - 0 Benfica - 2ª Jornada Liga Europa 09/10

Um desaire evitável. Pode descrever-se assim o jogo de ontem. O Benfica teve oportunidades de golo suficientes para poder sair de Atenas com mais uma vitória e até goleada, mas não foi feliz na finalização e aconteceram algumas desatenções defensivas que acabaram por dar frutos em cima do intervalo, com o golo do sueco Majstorovic.

Mas essas desatenções não aconteceram por acaso. Foram fruto da falta de atitude e excesso de confiança com que a equipa entrou no jogo. Deu a sensação de que os jogadores pensavam em que mais cedo ou mais tarde, o golo chegaria. Não chegou. Ou melhor, chegou e foi para o lado contrário.

Individualmente, não se pode culpar ninguém. Júlio César denotou muito nervosismo a jogar com os pés e nas saídas aos cruzamentos; Maxi não subiu uma única vez como tanto gosta; Luisão foi imperial em todo o jogo mas, como no melhor pano cai a nódoa, ficou a dormir no golo, bem secundado, diga-se, por David Luiz; César Peixoto continua a demonstrar a mesma qualidade de Jorge Ribeiro (cada um que avalie esta afirmação como bem entender); Javi e Ramires estavam exaustos, se bem que para mim Javi foi ainda assim o melhor em campo (como tem sido quase em todos os jogos); Di Maria voltou aos velhos tempos: inconsequente, não conseguiu desequilibrar, mas ainda assim empurrou a equipa para a frente; Aimar ficou atarantado à meia-hora e não devia sequer ter entrado para a segunda parte; Saviola não existiu e Cardozo só apareceu de livre.

No entanto, parece-me que até se pode culpar alguém individualmente: Jorge Jesus. Se uma equipa tem um estilo de jogo bem definido e comprovado em todos os jogos até agora, se os jogadores sabem perfeitamente o que devem fazer, se as ideias do treinador estão bem incutidas, o problema de falta de atitude e excesso de confiança que se viu tem de ser imputado ao treinador, que não os soube trabalhar mentalmente para o jogo em questão. Não há outra forma de ver as coisas. E pior, o Benfica voltou para a segunda parte com a mesma atitude com que abordou a primeira. Só acordou depois das entradas de Coentrão e Weldon. E atenção: eu considero Jorge Jesus o melhor treinador português, e já não é de agora. Já vem de longe. Mas ontem falhou claramente.



Realce ainda para problemas técnicos que o mesmo Jorge Jesus tem obrigatoriamente de trabalhar o quanto antes: treinar intensamente TODOS os guarda-redes do plantel para as saídas a cruzamentos: o problema não é de hoje e não é só de Júlio César, ou de Quim, ou de Moreira, é de todos eles; colocar outro jogador que não Di Maria a marcar os cantos ou, em alternativa, trabalhar intensamente com este esse aspecto; trabalhar intensamente com Coentrão a finalização (já exaspera a quantidade de boas oportunidades de golo que ele falha); e, mais importante que tudo: voltar a pôr a equipa aos saltinhos nas bolas paradas defensivas. Porque isso foi o que falhou ontem e está intimamente ligado à forma como os jogadores encararam o jogo. sem atitude, sem garra e sem atenção constante. Por isso é que se deu o golo que todos vimos. É urgente pensar nestas questões.

Por último, relembrar que o Everton venceu em Borisov e que estamos neste momento em 2º do grupo com os mesmos 3 pontos do AEK e já a 3 do Everton, pelo que é imperioso vencer o próximo jogo, em casa, exactamente contra os ingleses, para podermos pensar novamente no primeiro lugar do grupo e consequente qualificação para a fase seguinte.

Vamos ganhar em Paços 2ª, rumo ao 32º! É esta a minha convicção.

Vejam os melhores momentos do jogo aqui:

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Benfica 2 - 0 BATE Borisov - 1ª Jornada Liga Europa 09/10

Uma vitória normal. É assim que se pode resumir o jogo de hoje referente à primeira jornada da fase de grupos da Liga Europa, em que o Benfica controlou a seu bel-prazer as operações, marcou 2 golos entre os 35 e 45 minutos e na 2ª parte fez uma clara gestão do esforço, certamente já a pensar no jogo de Domingo em Leiria. Ainda assim, aconteceram algumas falhas defensivas que merecem uma revisão por parte de Jorge Jesus, nomeadamente nos últimos 20 minutos. A rever.



O Benfica entrou pressionante como sempre. Com Júlio César e Felipe Menezes como maiores novidades no 11, a equipa tentou resolver cedo a questão, como havia pedido o técnico em conferência de imprensa, mas notou-se claramente a falta do El Mago Aimar. Felipe Menezes mostrou bons pormenores técnicos mas revela alguma lentidão e ainda muita (natural) inadaptação ao futebol europeu. Terá certamente tempo para melhorar esses aspectos.

No entanto, acabou por ser com naturalidade que o Benfica chegou ao golo, através do capitão Nuno Gomes, que demonstrou mais uma vez que continua a ser uma opção muito válida para o ataque das águias. Foi um golo merecido por tudo o que se tem dito sobre este símbolo do futebol do Benfica.

5 minutos depois, o mesmo Nuno Gomes (com uma grande exibição no que respeita ao entendimento colectivo da equipa, através das suas já famosas tabelinhas e da abertura de espaços que permitem a outros jogadores ter caminhos abertos para a baliza) fez um passe em profundidade para Cardozo, que dominou em grande estilo e rematou sem hipóteses de defesa para o guarda-redes do BATE. Estava feito o resultado do jogo.



A segunda parte não teve grande história. O Benfica teve mais algumas situações de golo, mas o BATE também as teve em razoável número. Acabaram sempre por sair goradas mas ficou o aviso: para o futuro não se devem repetir tamanhas veleidades aos adversários. Jorge Jesus tem a palavra nos próximos capítulos.



A finalizar, referir que o Everton venceu em casa o AEK por 4-0, pelo que neste momento estamos em 2º lugar do grupo, em igualdade pontual com os ingleses. A próxima jornada reserva-nos uma viagem muito complicada à Grécia, enquanto que o Everton se desloca à Bielorrússia. Para já, o primeiro passo está dado, rumo ao objectivo final: a conquista da Liga Europa.

Vejam os golos aqui:

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Convocatória para bater o BATE



Jorge Jesus já fez a convocatória para o jogo de amanhã, referente à 1ª jornada da fase de grupos da Liga Europa, em que o Benfica recebe na Luz o BATE Borisov, equipa bielorrussa que a época passada na Liga dos Campeões bateu o pé aos grandes Real Madrid, Juventus (empatou os 2 jogos com os italianos) e Zenit.

Salientam-se as ausências de Aimar e Quim, num jogo em que é fundamental vencer para começar com o pé direito esta fase de grupos e atendendo a que é absolutamente obrigatório vencer os 3 jogos em casa e conseguir os melhores resultados possíveis fora (obviamente que gostaria de vencer todos).

Eu colocaria em campo a seguinte equipa: Júlio César; Maxi Pereira, Luisão, David Luiz e Shaffer; Javi Garcia, Amorim, Di Maria e Felipe Menezes; Saviola e Cardozo.

Optava por Júlio César na baliza porque, como já disse várias vezes, considero que a médio e talvez até curto prazo será o guarda-redes titular do Benfica. Portanto, precisa de ganhar confiança com os adeptos e contactar com o ambiente da Luz.

Na defesa regressariam Maxi e Shaffer, o uruguaio porque já mostra estar recuperado da lesão e o argentino porque para mim é a melhor opção para lateral esquerdo. Se for bem aproveitado vai-se tornar num grande jogador.

No meio-campo fazia descansar o Ramires, pondo o Amorim na sua posição original, e o Felipe Menezes estreava-se como 10. Peixoto teve a sua oportunidade nessa posição em Poltava e não a aproveitou.

Na frente fica tudo na mesma porque precisamos de golos.

Com um banco com Moreira, Sidnei, Ramires, Coentrão, Peixoto, Keirrison e Nuno Gomes nada temos a recear.