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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Benfica 1 - 2 Schalke 04 - Fase de Grupos Liga dos Campeões 2010/11

Para quem leu a minha crónica no encontro de Tel Aviv, peço-vos: releiam-na e percebam como me sinto depois do jogo de ontem. Na minha opinião, voltámos a assistir ontem a uma das páginas mais negras da história do Benfica na Europa, tal como em Israel. Não pelo resultado, porque não é assim tão vergonhoso perder com uma equipa com tradição na Alemanha, mas sim pela falta de entusiasmo, de vontade, de atitude... em suma, de profissionalismo, da parte dos nossos jogadores. E em relação a esta pasta poderia estar aqui a repetir o que já disse nesse post, mas quem o leu e quem me lê normalmente sabe o que eu disse e o que penso sobre isto, portanto não vou dizer tudo de novo. Só acho inconcebível que uma equipa como a que nós temos (que não dá, obviamente, para ganhar uma Liga dos Campeões, mas que podia perfeitamente chegar aos quartos-de-final) se veja obrigada a esperar pelo apito final de um Lyon-Hapoel Tel Aviv para ver se não vai de vela das competições europeias logo em Dezembro. Isto indigna-me, porque já houve tempos em que uma equipa do Benfica composta por remendos como Jorge Soares, Marinho, Bermúdez, Tahar, Luiz Gustavo, Jamir, Paulão, Pedro Henriques, Mauro Airez e Hadrioui conseguiu chegar aos quartos-de-final de uma prova europeia, onde só cairía perante a Fiorentina (e ganhou 1-0 em Itália, depois de perder 0-2 na Luz). Se até uma equipa com tamanha falta de qualidade chegou tão longe, é inconcebível que a equipa actual (45 mil vezes melhor) não mostre metade da atitude desse conjunto de bons rapazes que por cá andou. Tivemos resultados horríveis nesse período, mas ao menos sabíamos que não se lhes podia exigir mais do que aquilo que davam. Agora não. Agora temos grandes jogadores que se aburguesaram (tal como o treinador), que estão a jogar na Liga dos Campeões como se estivessem a jogar o Torneio do Guadiana. Continuarmos nas competições europeias é um milagre, mas, como já referi anteriormente, a jogar com esta displicência mais valia nem irmos lá ou sermos logo eliminados. Não quero ver novo desastre como o de Vigo.


Do jogo em si, mais do mesmo. Jesus voltou a inventar, colocando um homem em campo que de jogador já tem muito pouco. O César Peixoto não teve uma acção bem sucedida, uma única, em 45 minutos. Para fazer aquilo que ele fez, até eu era jogador do Benfica. Aquelas jogadas em que lhe passam a bola, ele recebe-a e se atira para o chão em busca de falta porque a velocidade com que joga aos 30 anos já é a mesma do Valderrama quando acabou a carreira, aos 40 e tal, não são de jogador de futebol: são de ex-jogador. O Peixoto não tem a mínima qualidade para jogar na Liga dos Campeões. No campeonato, apesar de mau, ainda disfarça, mas nesta competição fica facilmente à vista o desastre que é este rapaz. De resto, a ineficácia habitual e o golpe de mestre dado pelo adversário quando menos se espera. Curiosamente, Raúl e Huntelaar nada fizeram durante todo o jogo. Exceptuando o pequeno pormenor do espanhol servir de bandeja o seu compatriota Jurado (talvez o melhor do Schalke ontem) para o golo. Apenas um pormenor.


Na segunda parte, a mesma coisa. O Benfica atacou mais (pouco, é certo, mas mais) e o Schalke voltou a revelar o seu sentido de oportunidade: na única ocasião que teve, aproveitou a lentidão da defesa do Benfica para aumentar a vantagem, pelo central Howedes. E o Benfica a ver a caravana a passar e as bolas a entrar.


De repente, a equipa pareceu acordar e lá marcou um golinho, que nem foi festejado, tal o conformismo de todos. Curiosamente, o capitão Luisão, o autor do golo, foi um dos que menos entusiasta se mostrou mesmo depois de ter marcado. É caso para perguntar: o que raio se passa naquele balneário...

Termino dizendo o seguinte: leio sempre, depois de cada derrota, em muitos blogues benfiquistas as coisas habituais: uns são mais vieiristas, apoiando cegamente tudo o que o presidente faça e tudo o que acontece no clube; outros mais pessimistas, que preferem criticar o que vai mal para que as coisas melhorem. Normalmente, estes últimos são mal vistos porque, como em tudo na vida, criticam. Mesmo que seja construtivamente, criticam, e quem está no poder e quem gosta de apoiar quem está no poder não admite críticas. Pois eu digo-o claramente para quem quiser ouvir (ler, no caso): sou totalmente dos que criticam quando sentem que têm que criticar. Nunca pensei pelos outros, nunca fui pela conversa do "tens de apoiar porque são os nossos". Se os nossos forem uma porcaria e se fartarem de fazer porcaria, não lhes vou aplaudir. Essa história de que enquanto estão a representar o Benfica são os melhores do mundo para mim não pega. O Benfica sim, é o melhor do mundo. Quem o representa vem e vai. Não me venham com tretas que não se pode criticar os nossos, nem o presidente, nem o treinador, nem os jogadores. Se eu vejo que as coisas estão mal, não tenho medo de me insurgir. Tenho liberdade para o fazer e ninguém é mais benfiquista que eu. Não sou sócio, pois não, mas sou tão benfiquista como qualquer sócio. Ou mais.
E agora que a equipa trate de tentar melhorar a horrenda imagem que deixou na Europa e que elimine o Braga da Taça. É o mínimo que "os nossos" podem fazer.

O resumo do jogo aqui:

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Benfica 5 - 1 Arouca - III eliminatória Taça de Portugal 2010/11

Depois do interregno motivado pela dupla jornada da selecção (que felizmente se revelou vitoriosa), o Benfica voltou a jogar, e novamente o resultado final se traduziu num triunfo. Desta feita robusto, mas também não estávamos a jogar novamente contra o Braga. O adversário, embora respeitável e em claro crescendo na sua existência, está obviamente muitos furos abaixo do Benfica, e caso a História não seja suficiente para se perceber isso, o jogo de ontem comprovou-o por completo.


A entrada no jogo não foi demolidora, como aliás não o foi toda a exibição no seu cômputo geral. O Benfica controlou o encontro como quis e o Arouca nunca deu mostras de ter qualidade para poder sequer discutir o resultado. Percebeu-se desde cedo que estávamos perante um daqueles jogos em que só custa marcar o primeiro; a partir daí, é sempre a abrir. Foi o que aconteceu. Quando Kardec marcou o primeiro, num grande gesto técnico, praticamente acabou com a incerteza que poderia pairar nas cabeças de todos (afinal, já não seria a primeira vez que podia acontecer "Taça", como o post anterior tão bem exemplifica). Realce para o bom passe de Gaitán (o melhor jogador em campo).


O segundo surgiu poucos minutos depois, com Saviola a nem ter de rematar: a bola ressaltou-lhe simplesmente nas pernas, depois de mais um grande cabeceamento de Kardec, e acabou por entrar tranquilamente na baliza arouquense. Começava a odisseia triunfal encarnada das bolas paradas (o golo nasceu de um livre de Aimar). O avançado brasileiro, que se estreou a marcar pelo Benfica em provas nacionais (ainda só havia facturado a nível oficial frente ao Marselha, na Liga Europa da época passada), completou o seu bis na sequência de um canto, e novamente de cabeça (bate Cardozo aos pontos neste item).


Com 3-0 ao intervalo, a dúvida era apenas saber até onde chegaria o Benfica. Acabou por marcar apenas mais 2 golos, devido a ter abrandado bastante o ritmo (talvez já a pensar no jogo de Terça-feira em Lyon, importantíssimo para as contas do apuramento na Liga dos Campeões). As alterações entretanto produzidas na equipa também podem ajudar a explicar o rendimento pouco exuberante na segunda parte: Luís Filipe, apesar de 2 ou 3 bons cruzamentos, voltou a demonstrar não ter nível para jogar de águia ao peito; Weldon nem se viu e Nuno Gomes, ao contrário do primeiro suplente a entrar, voltou a demonstrar que ainda pode ser muito útil, ao fazer uma triangulação perfeita para o grande golo de Gaitán.


Antes, Luisão, na sequência de mais um livre lateral, cabeceou de forma perfeita, fazendo o 4-0.


Com o jogo feito, o Arouca conseguiu o golo de honra, também através de uma bola parada (canto) onde Luís Filipe fica terrivelmente na fotografia (na verdade, fica horrível: é que não se mexe um milímetro para marcar Diogo, jogador do Arouca que concretiza o golo; é exasperante...). No Arouca, o jogador que mais me chamou a atenção foi o médio cabo-verdiano Babanco. Tem potencial para estar numa equipa bastante superior.


Uma vitória tranquila, folgada mas que já foi. Agora, todos os pensamentos da equipa terão de estar voltados para a Liga dos Campeões. O Lyon, apesar da época miserável que tem feito a nível interno, é uma equipa fortíssima (ainda hoje voltei a comprovar isso, ao ver o seu triunfo frente ao Lille), tem jogadores de grande nível e é primeiro do grupo apenas com vitórias. Além disso, o Schalke vai certamente vencer em Israel, o que significa que ficará com 6 pontos. Teremos de, no mínimo, conseguir trazer um empate de França. Caso contrário, a nossa vida na prova não ficará nada fácil. Como disse o Jorge Jesus no fim do jogo de ontem, conseguir seis ou quatro pontos nesta dupla jornada com o Lyon colocar-nos-á muito perto do apuramento. Se perdermos, as contas já ficarão muito difíceis. Mas quero acreditar que somos perfeitamente capazes de trazer pelo menos um ponto de França. Quanto à Taça, resta esperar pelo sorteio para saber quem nos vai calhar, sabendo que de Porto, Sporting e Braga, um deles poderá ser o próximo obstáculo a ultrapassar. Por mim, tudo bem: se queremos ganhar a Taça (e queremos), temos de ser capazes de ganhar a qualquer um (e somos). Portanto, vamos em frente, rumo à 25ª!

Os golos do jogo aqui:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Benfica 2 - 0 Hapoel Tel Aviv - Fase de Grupos Liga dos Campeões 2010/11

Começámos ontem a participação na Liga dos Campeões, e começámo-la da melhor maneira: a vencer. Estes 3 pontos eram importantíssimos não só para que pudéssemos entrar na competição da melhor forma possível, vencendo o 1º jogo em casa, mas também devido à fase que a equipa atravessa - ainda para mais na véspera de um Benfica-Sporting. A exibição ainda não foi brilhante, mas chegou para vencer, e neste caso era isso o que mais importava. Com a vitória caseira do Lyon sobre o Schalke 04 (1-0), que iremos defrontar na próxima jornada (e na Alemanha), estamos neste momento em primeiro do grupo, o que, não querendo dizer nada, obviamente, pode funcionar como alento extra para a equipa. Pelas minhas contas, 10 pontos serão mais que suficientes para passar à fase seguinte, pelo que já só precisamos de mais 7: duas vitórias e um empate. Ora, se conseguirmos pelo menos empatar na Alemanha, ficaremos à distância de 2 triunfos em 4 jogos. Não me parece difícil. Francamente, penso que estamos bem lançados para superar a fase de grupos sem problemas de maior. Mas um passo de cada vez.


A entrada no encontro não foi má. Este Benfica não é o mesmo do ano passado (isso já todos sabemos), mas notou-se a vontade da equipa em deitar para trás o mau momento e entrar a ganhar na Champions. Ainda assim, e apesar das tentativas de Aimar, Carlos Martins e Fábio Coentrão, a verdade é que o Hapoel poderia ter marcado primeiro. O árbitro fez vista grossa, mas Luisão comete efectivamente falta sobre o avançado Shechter (um mergulhador nato, diga-se, como se viu no resto do encontro). Um lance em que ficou bem patente a dificuldade do brasileiro em acompanhar avançados rápidos e muito móveis. Luisão haveria de se redimir desse erro infantil pouco depois, conseguindo um golo espectacular e provando ser o homem dos golos decisivos: já assim havia sido com o Sporting em 04/05, com o Liverpool no ano seguinte e com o Braga na época passada, num jogo também ele decisivo para o título.


A partir daqui, o jogo aparentou ficar controlado, mas os israelitas não baixaram os braços e mostraram que estavam mesmo na Luz para pontuar. Felizmente, Roberto estava num dia inspirado e conseguiu sempre travar as investidas adversárias, nomeadamente o fantástico remate de trivela do lateral-direito Bondarv (para mim o melhor em campo dos israelitas). Não sei se foi só impressão minha, mas o espanhol pareceu-me bem mais tranquilo neste jogo. Pode ser que o problema na baliza esteja perto de ser resolvido. Era muito bom para nós.


Na segunda parte, o Benfica entrou outra vez mais forte e pressionante, destacando-se a grande exibição de Aimar, aqui bem secundado por Saviola, que finalmente apareceu. No entanto, o encerrar do jogo viria com a entrada de Maxi Pereira (parece que o banco lhe fez bem, assim como a titularidade a Ruben Amorim, ele que vinha a jogar muito mal). O entendimento entre os 2, que viria a culminar no segundo golo do Benfica, foi belíssimo. O golo foi à ponta-de-lança, como a grande maioria dos que Cardozo marca. Sobre o gesto do paraguaio, sinceramente acho isso um fait-diver. E até compreendo perfeitamente a atitude, diga-se. Ninguém gosta que no nosso local de trabalho nos estejam a assobiar e a criticar de cada vez que fazemos algo mal, e estava a tornar-se ridículo assobiarem-no (apesar de estar a ser o pior em campo, de longe) de cada vez que tocava na bola. O gesto foi irreflectido mas expressou o que o jogador estava a sentir naquele momento, o sentimento de "Tomem lá" por o terem "tratado tão mal", ele que é o mesmo jogador que o ano passado apontou 38 golos. Pois bem, Cardozo marcou, fez o gesto (o mesmo que Quim fez o ano passado, e teve igualmente a sua razão, pois os adeptos incompreensivelmente só viam o Moreira à frente, mesmo com ele a demonstrar que era o melhor - e acabou por ser totalista no campeonato...), pediu desculpa e isso é que importa. A hora é de união entre todos os benfiquistas e não de estar a criticar jogadores indiscutíveis no 11. Que se assobie o César Peixoto, é para o lado que durmo melhor. Agora o Cardozo, isso é incompreensível.

E assim levámos a melhor no primeiro jogo na Champions. Não foi fácil, mas também não foi preciso forçar assim tanto. A deslocação à Alemanha não vai ser pêra nada doce, não só pela qualidade do Schalke (apesar de ter 5 derrotas em 5 jogos este ano) como também pela nossa tradição em solo germânico, onde nunca vencemos uma partida. Ainda assim, eu acredito que as estatísticas são para ser quebradas e que é completamente possível trazer um bom resultado. Se não der para ganhar, pelo menos o empate. Um ponto já será muito positivo, pois ficarão a faltar apenas mais 6, ou seja, 2 vitórias. E isso está perfeitamente ao nosso alcance. Rumo a um sonho que se verá se é possível ou não de concretizar!

O resumo do jogo aqui:

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Benfica 3 - 0 Vitória de Setúbal - 3ª Jornada 2010/11

À 3ª jornada, finalmente um motivo de alegria. O Benfica conseguiu a primeira vitória da época, frente a um adversário que na jornada anterior havia travado o Braga (mas que se exibiu a um nível muito baixo na Luz) mas, acima de tudo, mostrou alguns sinais de poder estar a caminho da bitola patenteada no ano passado: marcou muito cedo, começando o jogo praticamente a ganhar; dominou o encontro do início ao fim, mesmo estando 70 minutos a jogar com menos um jogador; e, mais importante, mostrou a garra, a humildade e a vontade de vencer que não se via desde Maio. Isso sim, é o essencial a reter deste jogo. A lamentar apenas a expulsão de Júlio César. A inclusão do brasileiro na equipa inicial tinha tudo para se tornar numa das mais importantes decisões de Jorge Jesus desde que está no comando da equipa, mas o erro monumental de Maxi Pereira fez com que o brasileiro fosse para o banho (muito) mais cedo e que Roberto tivesse de entrar no jogo. Aí, aconteceu algo que muitas vezes sucede no futebol: um guarda-redes entrar a frio no jogo e defender um penalty não é propriamente nada de novo. Aliás, se recuarmos 3 épocas é possível encontrar um acontecimento semelhante... no Estádio da Luz. Em 07/08, num Benfica-Marítimo, Quim foi expulso e fez penalty. Butt, entrado para o seu lugar, defendeu o remate de Makukula. E o alemão, depois desse jogo, nunca mais actuou com a camisola do Benfica. Justa ou injustamente, não é isso que está em causa. O que interessa de facto é perceber que não é por se defender um penalty que se passa a ser bom guarda-redes. Para já, lamento que Júlio César não vá estar na baliza do Benfica em Guimarães (e provavelmente já lá não volta no resto da época para o campeonato). No entanto, obviamente que desejo que Roberto não sofra nenhum golo, nem nesse jogo nem no resto da época.


Como já disse acima, a entrada de rompante da equipa no jogo (uma das nossas grandes armas na temporada passada) permitiu retomar o caminho dos triunfos e assinalou a estreia de Cardozo a marcar nesta temporada. O rei dos marcadores em 09/10 começou assim nova caminhada para continuar a ocupar esse trono. Realce para o excelente cruzamento, com conta, peso e medida, de Gaitán. O argentino finalmente realizou uma exibição a confirmar as qualidades que se lhe apontavam.


Num jogo com um enredo digno de filme, e já depois da defesa de Roberto que impediu o Vitória de Setúbal de empatar o jogo, o golo de Luisão em cima do intervalo deu a tranquilidade que o Benfica precisava para perceber que a vitória (e os primeiros 3 pontos do campeonato) já não iria fugir.


O golo de Aimar (precedido de um grande entendimento entre Gaitán e Fábio Coentrão - que toque delicioso de calcanhar de Coentrão na devolução ao argentino) colocou um ponto final na história do encontro. Sem fazer uma exibição de encher o olho, El Mago garantiu os 3 pontos ao Benfica, repetindo o golo apontado na época passada ao mesmo adversário - embora esse tenha sido bem mais exuberante do ponto de vista "artístico".


No Vitória, o destaque vai para Zeca. E penso que isto diz tudo sobre a paupérrima exibição da equipa de Manuel Fernandes. O atacante vindo do Casa Pia foi apenas o menos mau. E foi ele que arrancou o penalty a Júlio César.

E assim o Benfica conseguiu os seus primeiros pontos desta época. À 3ª jornada, 3 pontos é pouco para um campeão nacional, mas acredito que a equipa vá melhorar a partir de agora. Jorge Jesus, que tanto se tem queixado do pouco tempo para trabalhar com os jogadores que vieram do Mundial, tem agora 2 semanas para preparar a visita a Guimarães, um campo sempre muito complicado, numa equipa orientada por um dos seus odiozinhos de estimação, Manuel Machado. Depois desse jogo há a estreia para a Liga dos Campeões, em casa, frente ao Hapoel, a que se seguirá a recepção ao Sporting. Por isso, é urgente vencer em Guimarães, até porque nessa mesma jornada há um Braga-Porto, o que significa que poderemos reduzir distâncias para um (ou mesmo os 2) adversários directos. Não pode haver maior motivação do que isto. Rumo ao 33º, força Benfica!

Aqui os golos do jogo:



PS: Portugal voltou a sagrar-se campeão da Europa de Futebol de Praia. Depois da derrota na final do Mundialito, frente ao Brasil, mostramos novamente que a nível europeu é muito complicado travarem-nos. Contra os canarinhos é que tudo é mais complicado... No entanto, desta feita estamos de parabéns.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Porto 3 - 1 Benfica - 29ª Jornada 09/10

Foi um jogo atípico para o Benfica desta época, típico para os lados onde aconteceu. O jogo que todos vimos hoje no Dragão começou a ser preparado muito antes do apito inicial do árbitro. Durante a semana, todos fomos assistindo ao que se estava a preparar para este encontro nos blogs e fóruns portistas, nomeadamente aqueles afectos à sua claque oficial. Não me vou deter sobre este assunto, contudo, porque acho que o Benfica perdeu, acima de tudo, onde este ano tem ganho (quase) sempre: no campo. E por culpa própria. No entanto, não posso deixar de condenar e lamentar todo o circo montado à volta do jogo, nomeadamente do lado portista. Que as claques se queiram matar umas às outras, é lá com elas e eu não me meto nisso nem quero saber. Agora, que se chegue ao ponto de apedrejar o autocarro da equipa adversária e de ferir dois jogadores, já para não falar dos objectos atirados durante todo o jogo aos jogadores e treinadores adversários... bem, acho que ultrapassámos tudo o que é razoável. Arrisco-me a dizer: ainda bem que o Benfica perdeu hoje e não foi campeão no Dragão. Nem quero imaginar o que poderia acontecer naquele estádio e naquela cidade se isso tivesse acontecido.


Já falei do que a mim menos me interessa e agora vou falar do jogo em si. Não gostei da exibição do Benfica e penso que perdemos totalmente por culpa própria. Não sou dos que desculpam sempre as derrotas com os árbitros (se bem que às vezes mereçam críticas, claro). Olegário Benquerença hoje fez uma arbitragem miserável, mas errou para ambos os lados. Ele é apenas fraquinho e pronto, não há mais nada a fazer. Podia enumerar aqui todos os seus erros, um por um, e chegaríamos à conclusão que não era por aí que o vencedor hoje seria outro. Hoje o Benfica, na minha opinião, deixou-se atemorizar pelo ambiente criado à volta deste jogo. Pareceu-me claramente que os jogadores não entraram no campo preparados para o que teriam de enfrentar. O Porto, pelo contrário, esteve muito personalizado, a jogar em casa, perante o seu público, galvanizado e com a vontade de deixar a pele em campo para não deixar o Benfica ser campeão. E por isso foi melhor durante grande parte do jogo. O golo de Bruno Alves em cima do intervalo só veio provar isso (a propósito, que marcação foi aquela, Luisão?).


Na 2ª parte, mais do mesmo. O Porto nunca foi muito superior, mas esteve em cima. O Benfica conseguiu o empate, por intermédio de Luisão, mas logo a seguir um golo de Farías (que a mim me parece claramente em fora-de-jogo) recoloca os dragões em vantagem. Apesar do golo me parecer irregular, a vantagem era merecida pelo que ambas as equipas vinham a demonstrar.


E que continuaram a demonstrar depois disso. O Benfica mexeu, fez as trocas que tinha a fazer, mas hoje não adiantava. Os jogadores estavam demasiado nervosos e ansiosos para responder positivamente às exigências deste jogo, e isso notou-se claramente. Tempo ainda para um golo do outro mundo de Belluschi (para mim, o melhor em campo do Porto). Um golo monumental mas onde Quim, ainda assim, poderia ter feito um pouco melhor, caso não estivesse tão adiantado. Mas é um grande golo.


E o Benfica perdeu a oportunidade de fazer a festa na penúltima jornada. Com a vitória do Braga em Paços de Ferreira (com um dos maiores frangos de sempre que já vi um guarda-redes dar e ainda por cima com Meyong fora-de-jogo), estamos obrigados a pontuar em casa com o Rio Ave, na última jornada (se bem que já estávamos sempre - o Benfica tem a obrigação de jogar para ganhar em todo o lado e muito mais em casa). Espero e desejo sinceramente (e tenho essa convicção, obviamente) que a equipa não se deixe abater por este revés, que não se deixe abater pelas 3 ausências forçadas (Airton substituirá Javi, Peixoto estará no lugar de Coentrão e... quem jogará a médio-esquerdo? Ramires, com Amorim à direita? Ou Carlos Martins? Não sei...) e que não trema com as consecutivas vitórias do Braga, que tem feito uma campanha assombrosa (chegou hoje aos 70!!! pontos). Afinal de contas, continuamos a ser o melhor ataque, somos a melhor defesa (empatados com o Braga), estamos em primeiro, jogamos o melhor futebol e temos apenas 2 derrotas em 29 jogos! Só perdemos uma vez em cada volta. Penso que isso revela claramente quem é a melhor equipa do campeonato. Só peço aos jogadores para não tremerem e jogarem o que sabem na última jornada. A sorte protege os audazes. Lembrem-se disto. Um lamento final: Júlio César, Moreira, Roderick, Jorge Ribeiro e Mantorras já não serão campeões, com muita pena minha. A precisar urgentemente da vitória, não acredito que Jorge Jesus coloque algum deles em campo no último jogo do campeonato. Mas é pena. Confesso que sinto sempre alguma amargura quando vejo jogadores que estiveram a época inteira a treinar com os colegas e não poderem inscrever o seu nome nos títulos. Fica para a próxima, rapazes.

O resumo do jogo aqui:



PS: Esta semana morreu Morais, o autor do célebre golo de canto directo que deu a Taça das Taças ao Sporting em 63/64. Pelo que sei, além de grande jogador (chegou a ser considerado dos melhores laterais direitos da Europa) era também um grande homem. Que descanse em paz.


PS2: Ainda não foi desta que conquistámos o título no voleibol. Aliás, deixámos mesmo o Espinho empatar a final e agora teremos de discutir o jogo do título em Espinho. Vai ser muito difícil, mas enquanto há vida há esperança e obviamente que ainda acredito que seremos capazes de vencer e ser campeões. Se não acontecer, paciência. Já muito fizeram pelo clube ao chegar à final e vencer os 2 primeiros jogos, tarefa hercúlea contra o Espinho. Mas se der para ser campeão, melhor. Força.


PS3: O Sporting está na final da Taça Challenge, o equivalente no andebol à Liga Europa do futebol. Infelizmente, ninguém liga nenhuma às modalidades neste país (tenho vários amigos sportinguistas que nem faziam ideia da boa figura que o Sporting estava a fazer nesta competição este ano), mas o que o Sporting está a fazer nesta competição este ano é algo de grandioso. E como não me custa nada torcer pelas vitórias portuguesas na Europa (pelo contrário, até me sabe muito bem), espero que o Sporting consiga vencer na final os polacos do MMTS Kwidzyn e trazer a taça para Lisboa.

domingo, 28 de março de 2010

Benfica 1 - 0 Braga - 24ª Jornada 09/10

Ganhámos mais uma (talvez a mais difícil) das finais que tínhamos pela frente. O Braga era, por todas as razões e mais algumas, o adversário mais duro que teríamos de enfrentar. Este jogo era aquele que tinha mesmo de ser ganho. Podia ter sido por 2 golos de diferença, para ficarmos em vantagem no confronto directo, mas esse objectivo não alcançámos. Ainda assim, ficámos com 6 pontos de avanço sobre os bracarenses e agora já só precisamos de fazer 13 pontos (4 vitórias e um empate, portanto) para sermos campeões. Se o Braga por acaso deslizar entretanto e nós não, até podemos já chegar ao Dragão com o título. A luta continua e está longe de estar ganha. Hoje demos apenas mais um passo para a concretização do grande objectivo.


Foi um jogo muito complicado, como já se previa. Apesar disso, a 1ª parte foi dominada por completo pelo Benfica, com o Braga a remeter-se à sua defesa e a apostar apenas no contra-ataque. De qualquer forma, e fruto dos muitos cuidados defensivos dos bracarenses, acabou por haver muito poucas oportunidades de golo nos 45 minutos iniciais. Ainda assim, as únicas iniciativas atacantes foram do Benfica. A melhor oportunidade acabou por ser a oferta de Filipe Oliveira a Saviola, que o argentino desperdiçou incrivelmente. Depois de um mês de Janeiro em cheio, Saviola tem vindo a cair a pique. Parece estar completamente estafado. Espero que Jorge Jesus coloque El Conejo a fazer exercícios específicos de recuperação, para que consiga voltar à forma a que nos habituou. Apesar disso, a sua mobilidade lá na frente é completamente essencial para o bom funcionamento das jogadas da equipa em frente às balizas contrárias. Já nos descontos, chegou o golo do Benfica, marcado pelo homem das grandes decisões: Luisão. Já havia sido assim em 2005, voltou a ser em 2010.


A segunda parte trouxe outro Braga (como seria de esperar, de resto, pois era a equipa em desvantagem no marcador), principalmente depois das entradas de Matheus e Luís Aguiar. O Benfica jogou mais na expectativa, nunca descurando o contra-ataque, embora com uma postura bem mais atacante que a do Braga na 1ª parte. As jogadas de perigo aumentaram de número, devido ao maior cansaço dos jogadores e consequentemente ao aumento do espaço para jogar. A melhor oportunidade nesta fase foi do Braga, num cabeceamento de Moisés que não levou a melhor direcção mas que podia perfeitamente ter dado golo, no que seria um frango monumental de Quim - continuamos a não ter um bom guarda-redes em bolas aéreas. Por muito que muita gente diga que estamos fantasticamente servidos de guarda-redes, continuo a achar que nos falta um "Schmeichel" na baliza, um guarda-redes de classe mundial para a equipa de classe mundial que já temos. De resto, destaque para a quantidade enorme (mais uma vez) de oportunidades desperdiçadas pelo Cardozo, que anda, estranhamente, com pouca confiança em si próprio. JJ, trabalha-me esse Tacuara a nível psicológico, que isso anda fraquinho! Do lado do Braga, o melhor em campo foi, para mim, o capitão Moisés. É um dos melhores defesas-centrais do campeonato. Já o colega Rodríguez (pretendido, supostamente, por Sporting e Porto)... bem, digamos que faz jus à sua alcunha no Perú: El Mono...

E assim continuamos na nossa senda de vitórias, direitinhos ao objectivo maior da nossa caminhada. Um último reparo, não à arbitragem, que hoje me pareceu, fora um outro erro naturais no futebol, muito boa; mas sobre as declarações do Mossoró. A minha opinião sobre o Mossoró é a de que é um bom jogador, muito tecnicista, veloz e por vezes decisivo para o Braga. Só que o considero também um jogador a que designo, na gíria, um "palhacinho". Ou seja, um jogador que reclama muito com os árbitros e que simula muitas faltas ou, no limite, que sofre um encosto e cai logo. No entanto, admito que as suas palavras sobre o Di María são legítimas e que ele tem razão. O Di María, infelizmente, também entra nessa minha definição de "palhacinho", não por ser um jogador duro, faltoso ou que proteste veementemente com os árbitros, mas sim por ser um apaixonado por simulações, que é algo que detesto ver um jogador fazer. Fico irritadíssimo quando isso acontece, admito. E quando é um jogador da minha equipa a fazê-lo, ainda mais irritado fico (basicamente, mando-o levantar-se e jogar à bola, e acho que todos os adeptos deviam ser assim, pedir para ver futebol e não simulações, mas é só a minha opinião). Esta é a parte das declarações do Mossoró com a qual concordo. As outras, que dizem que toda a equipa do Benfica faz isso, essas repudio-as, pois não me parecem minimamente verdadeiras. Além do que já disse do Di María, não vi mais nenhum jogador do Benfica a provocar nenhum adversário, a simular faltas, a semear confusão. Mas quando se perde obviamente há mais falatório em redor de tudo e mais alguma coisa, já sabemos que é assim. Quanto ao seu infortúnio, num lance obviamente completamente casual com o Carlos Martins, só posso desejar que não seja nada de grave. Tirando este aparte, o que interessa é que o Benfica ganhou bem, com justiça e que está cada vez mais perto de chegar ao título. Na próxima jornada jogaremos no terreno da Naval, mais um jogo complicado, mas para vencer, claramente. No entanto, o próximo compromisso é já 5ª feira: a recepção ao Liverpool, e é nesse jogo que todos os esforços têm agora de estar concentrados. Vamos mostrar que podemos repetir 2006. Rumo ao 32º (e à 1ª Liga Europa), eu acredito!

O resumo do jogo, aqui:

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Sporting 1 - 4 Benfica - Meias-finais Taça da Liga 09/10

Confesso que não esperava este desfecho. Achava que o Sporting iria dar tudo para não perder, e estava até um pouco preocupado com esse facto, admito. Mas a verdade é que só a vontade não chega, e este Sporting mostrou que tem pouco mais que isso. Além de Pedro Mendes, Liedson e, a espaços, João Pereira, Miguel Veloso e Izmailov, este Sporting é uma equipa banal. E é com pena que o digo, pois desde sempre vi o Sporting como um rival, mas um rival leal, não um rival como o Porto, com um crescimento sustentado no que todos sabemos. Não, o Sporting não era assim. Era o rival do Benfica dentro das 4 linhas, no bom futebol praticado. Não sei onde anda agora esse Sporting. O Benfica actuou com um ataque constituído por 2 jogadores sem ritmo, com pouquíssimos minutos nas pernas e ainda sem rotinas com os companheiros, e mesmo alguns dos outros utilizados não estão a 100% fisicamente (César Peixoto, David Luiz, Javi García, Ramires). Mas a verdade é que esse Benfica a meio gás chegou e bastou para um Sporting na máxima força (que é pouco mais que mínima), como já havia chegado frente ao Porto. Convém não o esquecer.


O momento do jogo deu-se aos 5 minutos. João Pereira, acometido de um acesso de loucura, resolveu ceifar, desde logo, as aspirações do seu clube, num belo golpe de karaté sobre Ramires. Resultado? Expulso, obviamente. Para cúmulo total, além de ter deixado a equipa em inferioridade numérica e em ainda maiores dificuldades, da marcação do livre resultou o primeiro golo do Benfica, marcado por David Luiz. Começava a derrocada em Alvalade (mais uma).


E o segundo golo foi mais do mesmo. Passividade enorme da defesa do Sporting, que nunca conseguiu travar Di María (absolutamente genial neste jogo), e Ramires a aparecer em zona de finalização, como há muito não acontecia (mais propriamente desde a 6ª jornada, na recepção ao Leixões), tendo sido acompanhado, até à boca da baliza, por... Izmailov. Onde andavam os defesas do Sporting? É a interrogação que fica.


A pouco mais de 8 minutos do fim da primeira parte, Liedson resolveu imitar Falcao e Júlio César fez de Rui Patrício. O resultado foi o golo do Sporting, perfeitamente evitável mas que se aceita apenas pelo facto de que Júlio César tem jogado muito pouco e está sem rotinas. O que não é bom para os jogos da Liga Europa, onde certamente vai continuar a ser o eleito de Jorge Jesus. Espero que não seja por ele que tenhamos problemas com o Hertha. Quanto a Liedson, é apenas e só o melhor jogador do Sporting e um dos melhores do nosso campeonato desde que cá chegou, em 2003/04. Não há mais nada a dizer. O Sporting já nem é ele e mais 10, é... apenas ele, com a ajuda de algum colega, a espaços.


Na segunda parte, mais do mesmo. O Sporting sem qualquer tipo de alma, sem se esforçar muito, também, diga-se, e o Benfica apenas preocupado em gerir a vitória. Ainda assim, é preciso referir o lance em que Sinama-Pongolle se isolava em frente a Júlio César e lhe foi assinalado, de forma errada, fora-de-jogo. Podia não dar golo, mas também podia ter sido o 2-2. Ainda assim, pelo resto que se viu do jogo, acredito perfeitamente que o Benfica, mesmo se tivesse sofrido esse golo, marcaria mais um ou 2 e vencia à mesma. E mais: era capaz de apostar que Pongolle, mesmo isolado como estava, não marcava aquele golo. Ou atirava ao lado, ou Júlio César defendia. Não posso ter a certeza disto, obviamente, mas acredito plenamente no que estou a dizer. É notória a falta de confiança do francês, e diga-se, há muito tempo que não mostra o nível que apresentou em 2001, com 17 anos, e que fez dele um dos mais cobiçados avançados da Europa. Aliás, Pongolle não marca um golo há mais de um ano. É obra.
E pouco depois, apareceu o que já se esperava há alguns minutos, mesmo sem o Benfica fazer muito por isso. Luisão fez o terceiro golo do Benfica (grande cabeceamento sobre o desamparado Carriço, que foi totalmente incapaz de travar o central benfiquista) e arrumou definitivamente a questão.


Já nos descontos, aconteceu o momento da noite. Cardozo, que tem andado arredado dos golos, e depois do que se deu em Setúbal, apontou o golo da noite, num tiro monumental de fora da área, com o seu fabuloso pé esquerdo, provando assim que continua com a pontaria afinada. Foi a sua estreia a marcar na taça da Liga, onde não havia marcado qualquer golo nos dois anos anteriores.

E, com esta vitória, assegurámos a presença na final de uma competição que vencemos a época passada. Sempre defendi que, sendo uma competição oficial, e ainda por cima sendo nós os cammpeões em título, é para lutar pela vitória, e Jesus concordou comigo. Nunca descurou chegar o mais longe possível nesta competição e ainda bem. Sem forçar muito os jogadores, fazendo a rotação que achou necessária nos 4 jogos, estamos na final, onde, muito provavelmente, vamos defrontar o Porto, numa final que acontecerá em Março e que será a antecâmara do que vai ser a penúltima jornada do campeonato, quando formos jogar ao Dragão (a não ser que nessa altura já sejamos campeões). Apenas com uma diferença: no Algarve, a grande maioria do estádio vai ser composta com adeptos do Benfica. É uma final para ganhar, claramente. Além do prestígio que dá vencer qualquer competição oficial, saberá ainda melhor se for contra o clube da fruta. Se for com a Académica, paciência para os estudantes. Para o ano há mais.

O resumo do jogo de hoje aqui:

sábado, 30 de janeiro de 2010

Sondagem 4 - Resultado

Terminada a quarta sondagem do Gloriosa Chama Imensa, podemos constatar que a opinião dos leitores é unânime: à pergunta Qual vai ser a próxima transferência milionária do Benfica, votaram 10 leitores... e os 10 votaram em Di María. Parece-me óbvio constatar que afinal, as cobras e lagartos que se dizem da imprensa por vezes são infundadas, já que Di María é o elemento do Benfica mais constantemente alvo de notícias sobre possíveis interesses de clubes poderosos a nível mundial, e afinal os leitores são da mesma opinião.


A minha opinião é exactamente a mesma. Di María será, no final da época, um dos jogadores a ser vendido, pois, além de estar a realizar uma grande temporada, que o tem valorizado imenso, estará no Mundial e quem sabe como se sairá, o que aguçará ainda mais a cobiça dos tubarões europeus. Se sair por 40 milhões de euros, é uma venda fantástica. No entanto, penso que não será o único. Como podemos ver, o Benfica está a contratar avançados em barda (na próxima época, para já, teremos Saviola, Cardozo, Kardec, Éder Luís, Jara, Nuno Gomes, Weldon + Mantorras, e ainda os emprestados Marcel, Makukula e Nélson Oliveira para recolocar, já para não falar do Keirrison, que veio emprestado por dois anos) e isso leva-me a crer que Cardozo também estará na montra para ser vendido. A ver vamos.
Saia quem sair, o que interessa é que o Benfica faça um grande encaixe financeiro e se reforce ainda com um jogador melhor do que o(s) que sair(em).

domingo, 17 de janeiro de 2010

Marítimo 0 - 5 Benfica - 16ª Jornada 09/10

E voltámos às goleadas. Depois de 4 (apenas 4) jornadas decorridas desde a última (4-0, em casa, à Académica), o Benfica voltou a fazer uma exibição a meio gás, continuando longe do fulgor demonstrado nas primeiras jornadas. No entanto, essa atitude fulgurante dá agora lugar a um calculismo moderado, que tem dado para somar os 3 pontos, bem à imagem do futebol apresentado da última vez que fomos campeões. À Trapattoni. Num jogo sem casos, tal o acerto de todas as decisões do árbitro, só foi pena Olberdam ter estragado o jogo, pois a sua atitude irreflectida amputou a sua equipa da luta pela vitória. Paciência.


O jogo tem claramente um antes e um pós-expulsão de Olberdam. Antes, o Marítimo foi melhor, mas o Benfica, à primeira oportunidade de golo, marcou. Numa jogada de insistência, mérito para Cardozo, que nunca desistiu e ainda fez uma assistência belíssima para Saviola (quem mais?) abrir o marcador. Depois veio a expulsão absolutamente infantil de Olberdam e o jogo acabou aí, pelo menos no que à sua emotividade diz respeito.


O Benfica chegaria ao segundo pouco depois, numa jogada magistral de Di María, que ofereceu o golo a Maxi Pereira.


O terceiro golo voltou a nascer de uma jogada de Di María, que assistiu Cardozo. O paraguaio falhou na recepção, mas acabou por atirar bem colocado para a defesa de... Robson. Exacto, Robson é central e defendeu com o braço esquerdo. Resultado? Foi muito bem expulso e penalty indiscutível, que o mesmo Cardozo se encarregou de converter em golo, fazendo o seu 15º no campeonato.


Na segunda parte, mais do mesmo. Uma equipa destroçada, a jogar com 9, pouco mais podia fazer a não ser tentar alguns tímidos contra-ataques (sempre pelos ex-benfiquistas - e muito bons jogadores - Paulo Jorge e Manu). O Benfica manteve o ritmo pasteloso mas eficaz, parecendo claro que bastava acelerar um pouco para o Marítimo fraquejar. E foi o que aconteceu no 4º golo, fruto de uma jogada à linha, com cruzamento atrasado e Roberto Sousa a fazer auto-golo.
O jogo não acabaria sem o Benfica chegar ao 5º, por intermédio de Luisão. Como se pode ver perfeitamente nas imagens, não há qualquer falta, pois o brasileiro nem toca em Peçanha, que saiu totalmente em falso da baliza.


Do lado do Marítimo, o menos mau foi Manu (ex-benfiquista), com algumas boas arrancadas a colocar a defesa do Benfica em sentido, mas sem qualquer expressão na hora de finalizar.

Um jogo que era, à partida, muito difícil, mas que a expulsão estúpida de Olberdam transformou num jogo sem história. O Benfica venceu bem, sem margem para dúvidas nem reclamações, ainda que os responsáveis do Marítimo protestem, ninguém sabe bem do quê. E para todos os anti que estúpida e falsamente afirmam que o Marítimo foi roubadíssimo e mais não sei o quê, desafio-os a virem aqui dizer-me claramente onde é que o Benfica foi beneficiado neste jogo. Como não quero ser mal-educado no meu blog, digo apenas: façam-se minhas as palavras de Maradona...



E que o façam devagarinho, bem devagarinho, para durar mais e saber melhor.

O resumo do jogo aqui:

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O nosso plantel VI - Luisão

Hoje, depois dos guarda-redes e dos laterais-direitos, temos o primeiro dos defesas centrais da equipa, e logo o patrão da defesa encarnada: Luisão.



Luisão chegou ao Benfica já com a época 2003/04 a decorrer. Curiosamente, marcou um golo logo na estreia, no empate a 3 bolas com o Belenenses. Os seus concorrentes à titularidade eram de peso: os portugueses Hélder (capitão de equipa) e Ricardo Rocha, mais o internacional brasileiro Argel, muito querido pelos adeptos devido à garra com que se empenhava a cada lance. Ainda teve de lutar pelo lugar no 11 e no coração dos adeptos, que o olhavam com desconfiança pela pouca capacidade técnica e alguns erros cometidos, próprios da inexperiência fora do Brasil (e já agora, também da idade com que cá chegou: apenas 22 anos). Acabou a primeira época com 15 jogos e 3 golos na Liga e uma taça de Portugal ganha.



Na época seguinte, Luisão ganhou de vez a titularidade. Com a saída de Hélder e o declinar de Argel, o Girafa ganhou lugar no 11 ao lado de Ricardo Rocha. Os outros concorrentes ao lugar (Alcides e Amoreirinha) eram muito jovens e inexperientes e nunca constituíram verdadeira ameaça na luta pela titularidade, o mesmo se aplicando a André Luiz, reforço de Inverno que fez apenas um jogo. Luisão foi uma das pedras-chave na conquista do campeonato, marcando inclusive o golo designado por muitos como golo do título, na penúltima jornada, a Ricardo, do Sporting. Luisão terminou a época com 29 jogos e 2 golos marcados no campeonato.



Nova época, mesmo patrão da defesa. As saídas de Amoreirinha, Argel e André Luiz foram colmatadas por outro internacional brasileiro, Anderson, mas nem assim Luisão perdeu o lugar, entretanto já cimentado pela boa relação com os adeptos encarnados, que o viam como um elemento essencial na coesão do balneário. A época não foi famosa a nível interno, pois o Benfica, campeão em título, ganhou apenas a supertaça, mas fez boa figura na Liga dos Campeões, chegando aos quartos-de-final, onde foi batido pelo que viria a ser o campeão europeu, o Barcelona, depois de ter eliminado o Liverpool, então campeão europeu, em dois jogos épicos. À vitória por 1-0 na Luz, conseguida com golo de... Luisão, os encarnados juntaram novo triunfo, dessa feita por 2-0, em Liverpool. No final da época, os números de Luisão foram ainda melhores que na época anterior: 31 jogos e 1 golo.



Nova época, novo treinador, defesa... na mesma. Os centrais mantiveram-se para esta época, sempre com Luisão a comandar, até que Ricardo Rocha saiu em Janeiro. A sua venda foi colmatada pela aquisição de David Luiz, que haveria de se estrear a titular precisamente devido a lesão de Luisão, que o colocou de fora dos relvados alguns meses. O internacional brasileiro acabou, por isso, por fazer apenas 17 jogos em toda a temporada, marcando 2 golos. Ainda assim, foi ganhando estatuto no plantel e entrou pela primeira vez na hierarquia dos capitães, atrás de Simão, Nuno Gomes e Petit.



2007/08: época conturbadíssima, com entradas e saídas em barda, também no centro da defesa. Alcides e Anderson abandonaram o clube, chegando para os seus lugares Edcarlos e Zoro (sendo que Miguel Vítor ainda actuou em alguns jogos logo no início da época, devido a lesões de Luisão e David Luiz). Luisão, como já foi referido, começou a época lesionado e realizou apenas mais dois jogos que na temporada anterior, tendo marcado mais um golo, numa época em que fez duplas com Edcarlos, David Luiz e ainda Zoro, mas onde esteve francamente desinspirado. Talvez a sua época menos conseguida desde que está na Luz (e a do Benfica também).



Com a chegada de Quique, chegou também novo central brasileiro, Sidnei, e sairam Edcarlos e Zoro, tendo ainda Miguel Vítor subido à principal equipa. Luisão, apesar de continuar a ser fustigado por lesões, conseguiu regressar paulatinamente às exibições de anteriormente e voltou a assumir o comando da defesa encarnada, nos 21 jogos em que participou. Apontou ainda dois golos, vencendo a taça da Liga.



Para esta época, nova mudança de treinador, mas os mesmos centrais, o que pode ajudar a compreender as melhorias que se verificam no Benfica actual, também ao nível da defesa. Luisão tem feito uma dupla quase intransponível com David Luiz, tendo falhado apenas um jogo no campeonato, na deslocação ao terreno do Sporting. Apontou ainda um golo, na goleada ao Vitória de Setúbal. Apesar de ser oficialmente o sub-capitão do plantel, acaba por desempenhar esse papel na maior parte dos jogos, devido à perda de titularidade do titular desse estatuto, Nuno Gomes.



Não tenho uma opinião definitiva formada acerca de Luisão. Ou talvez até tenha. Confesso que nunca fui muito adepto do futebol do central brasileiro. Não via nele um líder, um patrão da defesa, alguém que fosse capaz de pôr ordem na casa, ou seja, não via nele qualidade suficiente para ser o mandão da defesa nem do balneário (muito menos capitão). Esta época tem-me feito ver as coisas de outra forma. Luisão parece-me agora mais maduro, mais líder, mais de confiança. Em rigor, parece-me mais jogador. O que é bom sinal. Se me conseguiu convencer, é porque melhorou mesmo em relação ao passado. Assim espero que continue toda a época, que seja campeão com o Benfica e ganhe a Liga Europa e que faça um brilharete no Mundial. Seria sinal que um jogador do Benfica seria titular do Brasil no Mundial, o que é excelente. Estou a torcer por ele em todos os parâmetros.

E os leitores?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Sondagem 4

E a quarta sondagem do Gloriosa Chama Imensa finalmente chega. Desta feita, a pergunta é a seguinte: Qual vai ser a próxima transferência milionária no Glorioso? Os jogadores em escolha são os 8 mais utilizados por Jorge Jesus esta época (David Luiz, Javi García, Luisão, Di María, Saviola, Ramires, Cardozo e Aimar) e ainda Fábio Coentrão, o mais recente internacional A português.



David Luiz é o intocável da equipa. O defesa central foi utilizado em todos os minutos de todos os jogos esta época. Como central ou como lateral-esquerdo, Jorge Jesus não dispensa a sua presença, pela raça e pela garra que demonstra em qualquer ocasião.



Javi García é, para mim, o melhor jogador da equipa. É de uma regularidade impressionante, tem um sentido posicional e uma qualidade táctica excelente, o que lhe permite não fazer muitas faltas, compensa as subidas dos colegas da defesa com uma eficácia assinalável e é ainda temível no jogo aéreo, contando já com 3 golos marcados na Liga, todos de cabeça. Se melhorar na meia distância, será um dos melhores do mundo dentro de muito pouco tempo.



Luisão é o líder da equipa em campo. Em teoria é o sub-capitão, mas na prática, visto que Nuno Gomes já começa muito poucos jogos a titular, o central brasileiro é o capitão em quase todas as partidas e a voz de comando da equipa. Está no clube desde 2003, só não joga por lesão ou castigo e é imprescindível.



Di María é o homem que anda nas bocas do mundo, nomeadamente dos ingleses. Cresceu muito esta época, está mais maduro, a jogar para a equipa, é muito menos inconsequente e, assim, muito mais decisivo. Destaca-se pelas assistências efectuadas. Forma com Saviola, Aimar e Cardozo um quarteto mortífero. Se melhorar na finalização, tem potencial para ser dos melhores do mundo.



El Conejo, o renascido. Depois de anos de lado no Barcelona e Real Madrid, Saviola reencontrou-se com os golos e as grandes exibições na Luz. Participou em todos os jogos até agora, embora não complete muitos, pois costuma ser substituído na segunda parte. Leva mais golos em 4 meses que nas últimas 3 épocas.



Ramires é uma das revelações da época. Chegou com muitos minutos nas pernas, com meia época feita no Cruzeiro e uma participação na Taça das Confederações, onde foi o joker de Dunga e venceu a competição. Revela uma capacidade física impressionante, com muita velocidade e resistência, e tanto ajuda a defesa como se incorpora no ataque, já levando 4 golos marcados.



O goleador da equipa. Como se viu na segunda parte de Braga e na recepção ao Naval, o Benfica precisa muito de Cardozo na equipa. Não é um portento de técnica, é lentíssimo, às vezes dá a sensação que nem sabe correr, mas faz o que se lhe exige: golos. Já leva 16, apenas menos um do que em toda a época passada, e corre a passos largos para ser o melhor marcador da Liga e até da Liga Europa.



O génio da equipa. Sem ele, o Benfica não carbura da melhor forma. Não é um goleador, não é veloz, mas é inteligente e tem uma técnica extraordinária. A sua condição física é gerida com pinças, de modo a estar a 100% nos jogos mais importantes, razão pela qual já foi poupado duas vezes na Liga Europa e, ainda em Goodison Park, só entrou aos 61 minutos. Também no jogo de Monsanto ficou de fora.



Fábio Coentrão segue as pisadas de Di María. Muito imaturo na primeira passagem pela Luz, cresceu muito com os empréstimos ao Nacional, Saragoça e Rio Ave. Apareceu esta época muito mais adulto, a jogar para a equipa e com uma média de assistências fantástica. Tal como Di María, se melhorar na finalização, pode tornar-se um grande craque mundial. É o mais recente internacional A português.

Têm a palavra os leitores.