terça-feira, 23 de novembro de 2010

Taça da Liga - Sorteio

Ocorreu esta tarde o sorteio da 3ª fase da Taça da Liga, competição onde o Benfica é bi-campeão em título. Por essa razão, e ainda para mais depois do campeonato já não ser mais que uma mera miragem, creio que se torna imperativo afirmar que teremos de lutar novamente pela vitória na competição, tal como deverá acontecer com a Taça de Portugal.


Do sorteio propriamente dito, não se pode dizer que tenha sido desfavorável. Iremos receber o Marítimo e o Olhanense, com o único jogo fora a ser disputado no terreno da equipa mais fraca, o Aves, precisamente a única do grupo da Liga Orangina. E temos essa benesse que é o facto de irmos jogar a meia-final, caso nos qualifiquemos, na Luz, o que significa que muito provavelmente iremos novamente jogar com o Sporting nas meias-finais da prova e com o Porto na final, tal como aconteceu na temporada passada. Aí, não demos hipótese. Resta esperar para ver o que irá acontecer este ano. Certo é que temos tudo para levantar a 3ª Taça da Liga do nosso historial, um troféu que nenhum dos nossos adversários directos ainda levantou. O que é um orgulho.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Só pequenas considerações

Não tenho postado nada porque, sinceramente, não tem havido nada de mais para comentar. Sem o Benfica a jogar e, felizmente, sem grandes polémicas extra-futebol ao longo desta semana que passou, não houve grandes assuntos sobre os quais falar, apesar do triunfo da selecção sobre a Espanha - que não comentei no próprio dia porque se deu apenas num amigável. O que não lhe retira o brilho e mantém em mim a certeza de que esta selecção com Paulo Bento ao leme pode vir mesmo a chegar longe. Que vontade de mandar Carlos Queiroz para o sítio onde mandou o senhor do ADOP...

No Magalhães SAD encontrei estas duas entrevistas, uma a um ex-jogador do Benfica, outra a um que ainda pertence aos nossos quadros. Achei ambas muito curiosas. Que me dizem sobre os 2?

Da Taça, não vou comentar grande coisa porque o Benfica ainda não jogou. Fiquei triste pela eliminação do Portimonense, feliz pelo Olhanense e constatei que, mais uma vez, o Porto leva de vencida um jogo de forma irregular. Perto do intervalo, um golo foi mal anulado ao Moreirense. Alguns portistas dizem que não faz mal, porque antes tinha ficado um penalty por assinalar sobre Hulk. Admitindo que pudesse ser marcado, tenho de dizer que não concordo: para mim não há falta. Mas pronto, o Porto passou, o Sporting passou e espero que o Benfica passe para poder batê-los mais tarde. A Taça tem de ser para conquistar.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

JVP


Benfica-Naval

1 - Castigo pesado para uma Naval que foi exemplo de coragem

Num jogo agradável de seguir, especialmente na primeira parte, muito aberto e de parada e resposta, a vitória foi justa, mas os números pesados. Ambas as equipas tiveram atitudes muito positivas perante o jogo, especialmente a da Naval. Na Luz, jogou o jogo pelo jogo e rematou várias vezes, o que demonstra coragem. Pecou na eficácia, por isso tem a lamentar o resultado. Por aquilo que aconteceu na primeira parte, o empate seria justo ao intervalo. Mas insisto no elogio à atitude da Naval: o último classificado, na Luz, costuma jogar para não perder, pelo pontinho, não sendo nada habitual que atire bolas ao poste ou obrigue o guarda-redes encarnado a brilhar.
A Naval conseguiu dividir a partida, porque o Benfica o permitiu. Até ao primeiro golo, os navalistas estavam por cima, mais ofensivos, e tinham mais remates. Isto porque a equipa da casa deu espaços, não pressionou e mostrou-se vulnerável à dinâmica do adversário, que tem avançados possantes e rápidos como Fábio Júnior e Carlitos.

2 - Entrada do Benfica não foi a de quem tinha levado cinco

O Benfica entrou no jogo de uma forma muito estranha. Depois da pesada derrota no Dragão e da semana complicada que se lhe seguiu, culminada com a pressão exercida pelos adeptos, o que seria de esperar era uma entrada em campo mais forte, a atacar desde o início. Podia até nem fazer uma entrada de qualidade, mas exigia-se que tivesse outra agressividade e outra entrega. Mas mesmo depois do primeiro golo, em pouco tempo a Naval conseguiu recuperar o ânimo e voltar a dividir o jogo. E as mudanças no onze do Benfica não servem de desculpa, porque não foram ditadas por opção. Os que ficaram de fora, foi por castigo ou lesão, a equipa que jogou era a que se previa que jogasse.

3 - Guarda-redes, Salvio e Aimar em destaque

Num jogo em que é justo elogiar os dois guarda-redes - Salin teve azar no último golo, mas fez uma boa exibição, tal como Roberto -, o resultado não traduz as dificuldades que o Benfica sentiu. O jogo podia ter-se complicado para os da casa na primeira parte, mas o segundo golo, logo a abrir a segunda parte, foi o momento do jogo. A Naval não conseguiu ser a mesma equipa, e o Benfica controlou, impôs mais velocidade, aumentou a dinâmica colectiva e não se desequilibrou.
Para além dos guarda-redes, gostei de Salvio e Aimar, este com bons entendimentos com Saviola. Embora, Gaitán tenha marcado dois golos, Salvio e Aimar foram os que mexeram na dinâmica da equipa.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Benfica 4 - 0 Naval - 11ª Jornada 2010/11

Lá regressámos às vitórias, com o resultado a ser muito melhor do que a exibição (especialmente na primeira parte, onde podíamos ter sofrido uns dois golos). Neste caso, o que conta foi mesmo a conquista dos 3 pontos e os golos conseguidos, quase todos de excelente execução (como havia acontecido no jogo que postei antes, de há 3 épocas). Com o quarto golo, o de Nuno Gomes, colocámo-nos à frente do Vitória de Guimarães na diferença de golos, pelo que recuperámos o 2º lugar. Neste momento, tem de ser esse o nosso principal objectivo: assegurar o lugar que nos permita estar na Liga dos Campeões da próxima temporada. E tentar ganhar as 2 taças nacionais.


Na entrada no jogo percebeu-se a tremideira de quem vem de uma derrota como a que o Benfica sofreu no Dragão. Ainda por cima com 4 trocas forçadas, 3 por castigo e uma por lesão (se bem que o facto do Sidnei ter de jogar de inicio é já de si um castigo...). Os encarnados permitiram que a Naval, montada com tracção à frente, disputasse o jogo por igual e tivesse mesmo várias oportunidades para marcar, a grande maioria motivadas por remates de longe - dois deles foram ao poste. Pode dizer-se que a nossa sorte na primeira parte foi mesmo ter marcado o golo tão cedo. Uma boa finalização de Kardec, à ponta-de-lança.


Uma demonstração de futebol a sério, só na segunda parte. Nalgumas ocasiões, parecia que estava a ver o Benfica da época passada (ainda que com algumas nuances, bem entendido). A cereja em cima do bolo foram os dois golões de Gaitán. O argentino vai mostrando, de vez em quando, que tem grandes qualidades técnicas. O problema dele é correr. Quando tem predisposição para isso, mostra que pode vir a ser muito bom. Quando a situação não é essa... digamos que é mau para o Benfica.


A terminar, lá entrou o capitão para jogar 4 minutos com o resultado já feito e, ironia das ironias, marcou um golo digno dos melhores avançados, daqueles que têm o verdadeiro faro pelo golo, que acreditam que o guarda-redes adversário pode sempre falhar a bola. E ele marcou, e chorou, lembrando o pai, falecido recentemente. E a equipa exultou com ele.


Na Naval, que caminha a passos largos para a descida de divisão, o melhorzinho foi mesmo o melhor jogador da equipa, o avançado brasileiro Fábio Júnior. É claramente bom demais para jogar num plantel tão fraco.

E assim lá voltámos a vencer, num fim-de-semana em que o Braga perdeu mais uma vez - já é 10º... Sem forçar muito, o Benfica acabou por merecer totalmente os 3 pontos conquistados. Agora só voltamos a jogar daqui a uma semana, devido ao jogo da selecção e ao facto do nosso com o Braga para a Taça ter sido adiado para Dezembro. Jorge Jesus terá assim todo o tempo para preparar da melhor forma a visita a Israel, que nos poderá colocar muito perto da próxima fase da Liga dos Campeões. Assim o queiram os jogadores. É isso que todos esperamos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Benfica no campeonato - Benfica 3 - 0 Naval 2007/08

A partir desta jornada - por nenhuma razão em especial; basicamente, porque me apetece - irei relembrar, antes de cada jogo, o melhor duelo de sempre entre o Benfica e a equipa que iremos defrontar nesse fim-de-semana. Como no Domingo receberemos a Naval, resolvi ir aos arquivos e ver qual o jogo mais memorável de sempre entre o Benfica e os figueirenses. Fiquei na dúvida entre 2: o 4-2 da época passada, na Figueira da Foz, cuja reviravolta nos catapultou definitivamente para o título (estávamos a perder por 2-0 aos 16 minutos); ou o 3-0 de 2007/08, um jogo que valeu pelos grandes golos de Cristian Rodríguez e Rui Costa (principalmente este), numa altura em que a equipa de Camacho ainda prometia muito. Acabei por me decidir por este último, não só pelo brilhantismo dos golos desse jogo, como também pela possibilidade de rever mais uma vez o Maestro com a camisola encarnada vestida e também porque o 4-2 ainda foi há relativamente pouco tempo, ainda está mais fresco na nossa memória.

Curiosamente, do 11 que defrontou a Naval nesse dia, à 4ª jornada do campeonato, só restam no plantel actual Luís Filipe, Maxi (que então jogava a médio-direito) e Nuno Gomes. No banco estavam Fábio Coentrão (entrou aos 84 minutos) e Cardozo, que nem jogou. Luisão, Moreira, David Luiz e Mantorras estavam lesionados, pelo que não fizeram parte das escolhas de Camacho. Que este resultado se repita no Domingo, e se não for pedir muito, que possamos assistir a golos igualmente brilhantes (claro que o de Rui Costa, por exemplo, é impossível de ser revisto, mas pronto...).

O resumo do jogo:

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

RAP


Parabéns ao Porto pela vitória de amanhã

Manda o desportivismo felicitar o adversário quando ganha, e eu aproveito para me antecipar. No jogo de amanhã, tudo está a favor do Porto. O Benfica vai, provavelmente, apresentar a sua segunda equipa. Creio que a inteligente estratégia inaugurada pelo Leiria pode ter feito escola, e não me surpreenderia que todos os clubes passassem a jogar no Dragão com as reservas. Dizem que poupar jogadores no Dragão é duplamente saudável: refresca os titulares que descansam, e também revigora os clubes. Quando se sabe gerir o esforço é outra coisa. Além disso, o árbitro será Pedro Proença, que é benfiquista (como Vale e Azevedo), e é o célebre inventor do penalty inexistente de Yebda sobre Lisandro López, há dois anos.

Talvez Proença e Vilas Boas possam, no fim do jogo, trocar algumas impressões acerca da actividade de detectar penalties que mais ninguém vê, da qual são ambos orgulhosos praticantes. De acordo com o jornal Semanário Privado de 26 de Agosto de 2009 (que só li para não ser excluído da discussão pública), Pedro Proença é também referido na escuta de uma conversa entre Pinto da Costa e Pinto de Sousa. Pinto da Costa pergunta ao amigo quem vai ser o árbitro de determinado jogo do Porto, e Pinto de Sousa responde, referindo-se a Pedro Proença: «É o que a gente combinou». O futebol português pode ter muitos defeitos, mas do ponto de vista da organização é irrepreensível: quase tudo está combinado. Mais: o Benfica tornou a preparar-se de forma deficiente para o jogo. Como se viu em Coimbra, bola na mão na área do Porto é bola na mão; bola na mão na área do adversário é penalty, o que constitui urna vantagem inestimável para os portistas. A ártica maneira de contrariar esta vantagem do Porto é reforçar o plantel com jogadores manetas, e o Benfica teima em não o fazer. Por outro lado, a equipa volta a apresentar-se no Dragk) apenas com os onze jogadores, e não com onze jogadores e onze caddies. É indigno que tenham de ser os próprios futebolistas a apanhar as bolas de golfe.

ACADÉMICA e Porto encontraram-se na semana passada para jogar urna modalidade desconhecida, e o resultado final foi a vitória do Porto. Surpreendentemente, os três pontos obtidos contaram para o campeonato de futebol. Foram várias as pessoas que dis seram que o jogo não se deveria ter realizado, mas compreende-se a decisão de não adiar. Se o jogo tivesse sido adiado, o Porto chegaria ao encontro com o Benfica com apenas quatro pontos de avanço. Se se realizasse na data prevista, poderia chegar com sete. Valia a pena arriscar.

MIGUF.I. SOUSA TAVARES insiste que «a Declaração de Independência dos Estados Unidos é parte integrante da Constituição americana, escrita oito anos depois» . Lamento, mas é falso. A Declaração de Independência não é repito, não é — parte integrante da Constituição americana, que por sua vez não foi — repito, não foi — escrita oito anos depois, mas mais de dez anos depois. Não é bem uma questão de opinião, é um facto que pode ser comprovado por qualquer leitor, por exemplo no sitio da biblioteca do Congresso. Os leitores interessados podem ain da consultar Os Lusíada o Pantagruel e o Kama Sutra e verificar a curiosa coincidência de todas essas obras terem em comum com a Constituição americana o facto de a Declaração de Independência não ser — repito, não ser parte integrante delas. Creio que, após ter confundido a Constituição com a Declaração de Independência, MST confunde agora a Declaração de Independência com a Declaração dos Direitos dos Cidadãos (a chamada Bill of Rights), que contém as primeiras dez emendas à Constituição. Começam a faltar documentos históricos importantes para MST confundir com a Declaração de Independência, pelo que tomo a liberdade de sugerir, para confusões futuras, os seguintes: a Magna Carta, o Tratado de Tordesilhas e os Estatutos do Clube Desportivo Arrifanense. Resumindo: como tenho vindo a dizer, a frase que MST citou como sendo da Constituição é da Declaração de Independência — e atribuí-la à Constituição é, aliás, um erro comum. Mas não é grave. É sem dúvida menos grave do que a incapacidade de admitir erros. MST gaba-se de ter sido, juntamente com Cavaco Silva, «o único de todos os convidados a recusar o convite» para ir ao Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Lamento, mas é falso Confesso que desconheço como é que MST, sem recurso a poderes mediúnicos, julga saber quem é que foi ou não convidado por nós, mas esta nova mistificação tem um objectivo claro: sugerir que os textos de MST são de tal modo excelentes que a mais pequena crítica que lhes seja feita só pode ser produto de tuna mesquinha vingança. No entanto, ao contrário do que MST pretende, recusaram ir ao programa Cavaco Silva, Jorge Sampaio, Pinto Monteiro, Manuel Pinho, Maria José Morgado, Belmiro de Azevedo, José Mourinho, Cristiana Ronaldo, Azeredo lopes, Maria dei urdes Rodrigues, Alberto João Jardim, Manuel Alegre, Pacheco Pereira, José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes, Medina Carreira e Miguel Sousa Tavares. Faça-se justiça: NIST, não tendo sido o único a recusar, foi, sim, o único a pedir 24 horas para pensar. Todos os outros decidiram mais depressa. Quanto a nós, nem retaliamos contra quem recusa nem premiamos quem aceita. Basta lembrar que Rui Moreira aceitou participar num programa nosso e leva o mesmo tratamento. Mas, tal como MST, também eu me tenho lembrado, por estes dias, do Gato Fedorento Esmiúça os Sufrágios. Era um programa cuja estratégia humorística principal consistia em apresentar declarações de determinado político a defender urna dada posição, seguidas de outras declarações do mesmo político a defender a posição oposta. A incoerência, quando é assim flagrante, tem graça. E, como vivemos em democracia, apontar as incoerências dos mais altos (e também de alguns dos menos altos) dignitários da nação é legítimo. Fazer o mesmo com as doutas opiniões de comentadores desportivos é que parece ser intolerável.

Ricardo Araújo Pereira, 6 de Novembro 2010 in jornal A Bola

PS: Esta foi a última crónica de Ricardo Araújo Pereira no referido jornal, dado que o humorista se solidarizou com o colega Zé Diogo Quintela, a quem foi censurada uma parte de uma das suas crónicas em que respondia ao noj... a Miguel Sousa Tavares. Ambos deixaram de escrever para A Bola.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Desculpem-me os sportinguistas a sério, mas tem de ser

Normalmente não faço posts sobre os resultados dos outros clubes (quando muito, comento-os nos posts sobre o Benfica), mas desta vez tenho de abrir uma excepção para abordar o desfecho do Sporting-Vitória de Guimarães. E tudo por causa de uma figura abjecta que o clube leonino tem a infelicidade de ter como presidente da sua Assembleia Geral, um monte de esterco que dá pelo nome de Rogério Alves. Disse o monte de esterco na manhã de ontem que estava radiante de felicidade com a goleada do Porto ao Benfica. "O fanfarrão levou um banho de humildade", foi o seu comentário sobre a nossa derrota.

...

Penso que, depois de vermos o que aconteceu à noite, não preciso de dizer mais nada.

PS: Perdoem-me os sportinguistas como o Cantinho e outros amigos meus, que muito prezo e que não merecem ser gozados por uma derrota, causada pela estúpida expulsão de um ex-jogador. Mas por vermes como esse Rogério Alves, não tenho problemas nenhuns em "desfrutar" da vossa derrota. E peço desculpa por isso.