Nos últimos dias deram-se vários acontecimentos que, por uma razão ou outra, não pude abordar mais cedo, pelo que me debruço agora sobre eles.
O primeiro dos quais, e que muita celeuma causou na blogosfera benfiquista, diz respeito ao pedido de 2500 bilhetes, pela direcção, para o jogo do Dragão. Ao contrário de muitos dos meus correligionários, não vejo esta questão como negativa, de acordo com a maneira como uma fonte encarnada a colocou logo depois à imprensa. Na verdade, compreendo perfeitamente a explicação. A direcção do Benfica adoptou a decisão de pedir aos adeptos para não comparecerem nos jogos fora para as equipas perceberem que têm de nos apoiar na luta pela verdade desportiva, que a batalha do Benfica contra a corrupção no futebol não pode ser travada apenas por nós, com eles todos a apoiar os criminosos que pululam no nosso futebol. Obviamente que este pedido não faz qualquer tipo de sentido no Estádio do Dragão, pelo que é perfeitamente compreensível que o veto aos jogos fora não se aplique nessa saída.
Depois, houve a registar a morte de Malcolm Allison, um senhor do futebol, que em Portugal treinou Sporting, Vitória de Setúbal e Farense. Um homem que teve uma vida recheada de excessos, mas que deixa muitas saudades aos verdadeiros amantes deste desporto.
Ontem, deparei-me com estas declarações de Carlos Móia, presidente da Fundação Benfica, e dei por mim a pensar "Porque será que os nossos dirigentes não podem falar sempre assim? Isto é que são provas de benfiquismo e de que no nosso clube temos pessoas de bem". Oxalá todas o fossem.
Finalmente, hoje tivemos a confirmação por parte de Nuno Gomes de que no final da época o nosso capitão terminará a sua carreira como futebolista na Luz (ainda que possa continuar mais um ano noutro clube). Compreende-se a decisão (já esperada) de um jogador que tanto deu ao Benfica e ao futebol português, e que como tantos outros sempre foi visto com desconfiança pelos adeptos encarnados, que têm essa irritante tendência de menosprezar os seus símbolos, idolatrando outros que muitas vezes não chegam a dar nada de relevante ao clube. Nuno Gomes deu muito ao Benfica, foi o máximo goleador da equipa em várias ocasiões, ganhou dois campeonatos, uma Taça de Portugal, uma Supertaça e 2 Taças da Liga de águia ao peito e, além de ter capitaneado a equipa nos últimos 4 anos, é dos melhores goleadores da nossa história e também da selecção nacional. Apesar do apagamento nestas últimas 2/3 épocas (normal devido à idade e à concorrência), será um jogador que vai ficar para sempre como um símbolo do Benfica. E merecidamente. Só lhe posso desejar o melhor para o resto da sua carreira e para a sua vida e que esta época consiga juntar mais troféus à sua colecção (diria 4, mas acho que já era pedir de mais eheheh). Um muito obrigado ao capitão Nuno Gomes!
A dança das cadeiras
Há 16 horas


