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sábado, 30 de outubro de 2010

Benfica 2 - 0 Paços de Ferreira - 9ª Jornada 2010/11

Quinta vitória seguida na Liga, quinto jogo consecutivo sem sofrer golos.. Não tendo feito uma exibição fantástica (no período entre o intervalo e o segundo golo fomos encostados pelo Paços), o Benfica somou mais 3 pontos que lhe permitem manter-se seguro no segundo lugar e pressionar o Porto, à condição com apenas quatro pontos de vantagem (seguramente irá vencer na Académica, mas temos de ter esperança). Nota positiva mais uma vez para Roberto (um grande guarda-redes, que já me fez engolir - e com juros - o que disse dele no início desta época) e neste caso para a aposta de Jesus, que, do grupo dos amarelados, só prescindiu de Carlos Martins e conseguiu que nenhum dos outros 3 visse o malfadado cartão que os afastaria do Dragão.


O Paços de Ferreira é uma boa equipa, orientada por um bom treinador. Nunca perdeu o sentido da baliza encarnada, teve mais cantos e o mesmo número de remates que o Benfica (na sua grande maioria muito perigosos e quase sempre por Nuno Santos, o melhor em campo do Paços) e demonstrou ser equipa para outros vôos, com alguns retoques no plantel em Janeiro. Mas a boa atitude pacense acabou por não significar grande coisa quando tem lugar um acontecimento como o que todos vimos aos 14 minutos. Não sei se para dar uma prenda ao seu ídolo, que completa meio século de vida este Sábado (falarei sobre isso mais detalhadamente noutro post), ou se apenas para mostrar que continua a saber fazer o que sempre fez de melhor nos palcos do futebol mundial, El Mago Aimar desenhou uma autêntica obra de arte, só ao alcance dos melhores. A resistência do Paços estava quebrada num lance de pura magia. Para ver e rever.



Depois do magnífico golo do argentino, o Benfica continuou a procurar o golo, com o Paços a nunca desistir do jogo. Desperdiçaram-se várias ocasiões até ao intervalo e os pacenses entraram a todo o gás na segunda parte, como já acima foi referido. O lance do penalty acabou por mudar novamente o rumo do jogo. Não fica totalmente claro se é lance para grande penalidade ou não. No meu entender, Cohene toca realmente primeiro em Coentrão e só depois na bola, e a ser assim há motivos para o assinalar da falta. Penso que o árbitro decidiu bem. Na cobrança, Kardec não falhou, alcançando o seu primeiro golo na Liga Sagres e fechando assim um jogo que não foi nada fácil para a equipa encarnada.


Sem forçar muito, o Benfica acabou por merecer totalmente os 3 pontos conquistados. Agora é recarregar baterias e apontar todos os canhões para a recepção ao Lyon, um jogo que irá decidir o nosso futuro na Liga dos Campeões. Se ganharmos, mantemos em aberto as possibilidades de passar aos oitavos-de-final. Se perdermos ou empatarmos, e partindo do princípio que o Schalke vencerá em Israel, resta-nos manter o 3º lugar para seguir para a Liga Europa. Mas eu acredito que com trabalho, dedicação e muita humildade, temos potencial e qualidade suficiente para ganhar em casa ao Lyon e manter acesas as esperanças da qualificação. A equipa francesa não é nenhum bicho papão e está ao nosso alcance. Se vencermos depois os 2 jogos seguintes (algo também perfeitamente exequível), ainda podemos vir a ser felizes na Champions este ano. Eu acredito!

O resumo do jogo aqui:

segunda-feira, 8 de março de 2010

Benfica 3 - 1 Paços de Ferreira - 22º Jornada 09/10

Uma vitória normal, perante um adversário abnegado e que jogou o jogo pelo jogo, mas só depois de estar a perder por 2-0. Até aí, foi praticando um futebol mole e recorreu algumas vezes ao anti-jogo para refrear o ímpeto inicial do Benfica. Depois disso, sim, acordou e meteu o Benfica em sobressalto. Com a ensaboadela que levaram ao intervalo, os jogadores encarnados lá entraram como melhor sabem na segunda parte e fizeram o normal. Foi a primeira das oito finais que nos faltam disputar (sim, eu sei que já se fala de finais e de ciclos difíceis há muito tempo, mas no meu entender este sim será o ciclo mais difícil: o mês de Março, cujos jogos são: Paços em casa, Marselha em casa, Nacional fora, Marselha fora, final da Taça da Liga com o Porto, Braga em casa; se passarmos este ciclo incólumes, a época será quase totalmente gloriosa - só falhou a taça de Portugal).


Voltámos a entrar à Benfica, com ataques rápidos, e sempre pela esquerda, através das acções do endiabrado Di María (que primeiros 30 minutos, coitado do Manuel José). Numa dessas iniciativas, o argentino fez a bola pingar na área onde, depois de alguns ressaltos, Cardozo fez a assistência (mais uma) perfeita para o cabeceamento certeiro de Ruben Amorim. 1-0 para o líder.


Quatro minutos volvidos, Saviola regressou aos golos, depois de um Janeiro fulgurante e um Fevereiro sem pólvora. Foi o 11º golo do argentino, que, apesar de não ser mortífero como Cardozo, é o 3º melhor marcador da Liga, só atrás do paraguaio e de Falcao.


Depois foi o desnorte nos encarnados, provocado apenas e só por algo que à partida parecia insignificante, mas não foi: a entrada de Candeias para o lugar de Manuel José, que estava a ser o pior em campo. Com esta alteração, Danielson passou para lateral-direito, travando bem melhor Di María, e recuou Maykon para lateral-esquerdo, ficando, à mesma, com 2 alas bem abertos (Pizzi e Candeias) e Maykon, que é um excelente jogador (o melhor do Paços, quanto a mim; já marcou esta época ao Benfica e ao Porto), a fazer todo o flanco esquerdo. E assim o Paços chegou ao golo, depois de um cruzamento de... Maykon, para um cabeceamento irrepreensível de um dos melhores avançados da nossa Liga: William. Com este golo, o Paços cresceu e pôs várias vezes em sobressalto a nossa defesa. Ao intervalo, os pacences estavam claramente na mó de cima.


Na segunda parte, a atitude era a que se impunha. Jorge Jesus deu a reprimenda que tinha que dar e a equipa entrou com vontade de acabar depressa com o jogo. Assim, acabou por ser sem surpresa que Cardozo, ainda que com sorte no ressalto, bateu Coelho pela 3ª vez, voltando a adiantar-se a Falcao na lista dos melhores marcadores: já leva 18 golos no campeonato.


E assim aconteceu mais uma vitória do Benfica. E assim, pela primeira vez esta época, conseguimos ficar 3 pontos à frente do 2º, no caso o Braga, sendo que já temos 11 pontos de vantagem sobre o Porto e mantemos os 20 sobre o Sporting. Como disse acima, o campeonato ficará decidido neste mês. Se vencermos na Choupana e o Braga em casa, não me parece que deixemos fugir este campeonato. Ainda assim, muita coisa pode ainda acontecer, é certo. É por isso que a equipa não pode facilitar em momento algum. Todos os jogos são para vencer. Até final. Para já, o importante é vencer, na nossa casa, o Marselha, e depois passar pelo grande desafio que é a Choupana. Se passarmos aí, o título fica muito mais perto. Eu acredito. Rumo ao 32º!

Os golos do encontro aqui:

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Paços de Ferreira 1 - 3 Benfica - 7ª Jornada 09/10

Uma primeira parte demolidora construiu a vitória esta noite na Mata Real. A segunda parte foi ao ritmo de passeio. O Benfica conseguiu a 6ª vitória consecutiva. Melhor só o Braga. O Sporting está a 8 pontos, o Porto a 3 e, mais importante neste momento, vencemos num terreno onde o rival mais directo já perdeu pontos.



O Benfica entrou de rompante, como em tantos outros jogos esta época, e logo aos 4 minutos chegou ao golo, por intermédio de David Luiz, a corresponder de cabeça a um canto de Carlos Martins. Foi mais um golo de bola parada, a confirmar o grande trabalho que JJ tem feito neste particular na equipa.



A pressão benfiquista continuou e foi com naturalidade que aos 22 minutos um grande remate de Carlos Martins só parou no fundo da baliza de Cássio. Contrariando muitos benfiquistas que não vêem qualidades em Carlos Martins, eu sempre o defendi e sempre soube que é um jogador com uma técnica refinadíssima, que apenas é traído pelas constantes dificuldades físicas (e pelo muito mau feitio). Mas de pés... do melhor.



O terceiro golo, marcado a poucos minutos do intervalo, é uma maravilha da autoria do melhor marcador do campeonato. Já lá vão 8 em 7 jogos.



No Paços, apesar de Maykon ter marcado o golo e de uma ou outra boa iniciativa de Ciel, o melhor jogador continua a ser Cristiano. É muito estranho como não é titular esta época, terá certamente a ver com o episódio da chegada tardia na pré-época. Um jogador com uma qualidade técnica fora de vulgar, sentido de baliza, remate fácil, poderia ainda melhorar a nível físico, mas é sem dúvida o melhor jogador do Paços.



Foi uma vitória mais tranquila do que se pensava inicialmente, até devido às ausências já anunciadas de Di Maria (substituído por um Coentrão hoje um pouco apagado), Aimar (superiormente rendido por Carlos Martins; na 2ª parte notou-se o completo desenquadramento de Menezes com o restante plantel) e Maxi (rendido por Ruben Amorim, que também já fez melhores jogos, mas cumpriu). O Benfica soube tornar o jogo fácil de modo a poder abrandar o ritmo na 2ª parte e gerir o esforço dos jogadores. A 2ª parte foi jogada a ritmo de cruzeiro e o Paços soube aproveitar esse facto para se acercar com mais perigo da baliza de Quim. Marcou um golo, teve mais uma ou outra situação de perigo, mas nunca colocou verdadeiramente em causa a superioridade das águias. E assim continuamos a 2 pontos do líder Braga. Faltam 23 finais, rumo ao 32º! Eu acredito!

Vejam os golos aqui: