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domingo, 22 de agosto de 2010

Nacional 2 - 1 Benfica - 2ª Jornada 2010/11

A exemplo do que acontecia a meio da época passada, confesso que já me vão faltando palavras para descrever este início de época do Benfica. No entanto, este ano é pelos motivos completamente opostos. A equipa continua a desiludir-me jogo após jogo, o treinador mais ainda, pois é alguém que eu quase idolatro, e hoje percebemos de uma vez por todas que temos realmente um problema na baliza. O Roberto pode ser um excelente rapaz, mas é, a par de Bossio e Moretto, o pior guarda-redes que já vi na baliza do Benfica. Não há explicação para o barrete que nos foi enfiado, com a complacência do Jorge Jesus (que ao que parece foi quem aconselhou pessoalmente a sua contratação) e do nosso "grande" presidente, que continua a desbaratar por completo as finanças do Benfica com contratações a valores que ninguém consegue compreender (o Atlético de Madrid pedia 1,5 milhões de euros ao Saragoça pelo passe do Roberto; como é que o Benfica só o conseguiu trazer por 8,5? Há algo aqui que não bate certo, definitivamente). Na constituição inicial, pelo menos um erro dos outros jogos foi reparado: Peixoto ficou de fora e Coentrão voltou ao lugar que melhor desempenha e onde é dos melhores jogadores do Mundo. No entanto, voltou também a ficar patente que Gaitán não é nem nunca será o substituto de Di María. Precisamos urgentemente de uma alternativa à altura do argentino (e não será Drenthe; só me contentava com Simão ou Reyes). Por último, tenho de referir que, apesar do guarda-redes ser desastroso, a defesa está num plano igualmente deplorável. E afinal as culpas não são só de Sidnei. Gostava mesmo de saber o que se passa com esta equipa do Benfica. Alguém que me explique.


Na primeira parte, curiosamente, o Benfica esteve num nível muito razoável. Dominou, procurou o golo (esteve bem perto no falhanço clamoroso de Gaitán) e pressionou como na época passada. Teve atitude, basicamente. Atitude essa que se evaporou na segunda parte, o que em conjunto com o golo inaugural do Nacional destroçou por completo a equipa. Parabéns ao Luís Alberto (o melhor em campo) pelo golo, mas acho que não haverá muito mais a dizer sobre a saída ridícula do Roberto à bola. Jesus, se queres estar ao nível dos melhores do Mundo, por favor pára com a teimosia (que é normalmente a razão por que os treinadores falham) e coloca o Júlio César na baliza. Pior que o Roberto não vai ser, isso eu posso garantir.


Para piorar ainda mais todos os cenários possíveis e imaginários, o Roberto resolveu fazer algo digno dos maiores anedotários a nível internacional e oferecer um golo ao Orlando Sá, um jogador que ainda por cima é do Porto (e que, na minha modesta opinião, não tem um pingo de qualidade). A sério, já tinha ficado possuído com o primeiro frango, mas o que o Roberto faz no segundo golo é absolutamente ridículo. Mesmo para poupar o rapaz a mais humilhações, por favor coloquem-no no banco. Por favor. É que se aquele é o melhor que temos, e se todos os erros que ele vier a dar nesta época forem desculpados, porque raio temos lá mais dois (um deles trazido pelo mesmo Jesus na época anterior e que tem apenas 23 anos)?


A finalizar veio o nosso golo. Já nem era preciso, diga-se, mas o Carlos Martins merece. É um dos jogadores que mais aprecio (pelo seu imenso talento mas também pelo seu carácter louco, confesso) e mais uma vez, num remate de raiva, mostrou que se pode contar com ele. Muito mais que com Amorim nesta fase da época, não me canso de o dizer (e já agora, que é feito do Saviola e do Cardozo da época passada? Onde andam eles?).

Para finalizar, e porque já disse praticamente tudo acima (e porque cada vez tenho menos vontade de comentar os jogos, pelo simples facto de que a equipa está a jogar ao nível do Benfica do Quique), termino a pedir apenas que frente ao Vitória de Setúbal voltemos a mostrar metade (já só peço metade) do que mostrávamos a época passada e que arranquemos definitivamente para uma temporada consentânea com o valor desta equipa e com o escudo que apresenta no braço. Rumo ao 33º!

Os golos do encontro aqui:



segunda-feira, 15 de março de 2010

Nacional 0 - 1 Benfica - 23ª Jornada 09/10

Ganhámos um dos jogos mais difíceis que tínhamos até ao final da época. Sempre o defendi, e continuo a ter a mesma opinião. Num campo tradicionalmente muito difícil para o Benfica, e no meio de um ciclo terrível para nós, esta vitória significou muito mais do que apenas 3 pontos. Significou a manutenção da liderança, significou a manutenção de 3 pontos sobre o Braga, o que nos deixa em clara vantagem para o encontro de daqui a 2 semanas, e significou um balão de oxigénio moral para os nossos jogadores. Agora não tenho grandes dúvidas: se ganharmos ao Braga, só um cataclismo nos impedirá de ser campeões, embora continuem a estar 18 pontos em disputa e fiquemos apenas com 6 de vantagem. Mas, com a força e o talento desta equipa, não me parece que nos deixemos soçobrar perante as adversidades, embora o calendário continue a ser muito complicado: deslocações à Naval, Coimbra e Porto e recepções a Sporting, Olhanense e Rio Ave. Não é pêra doce. Mas uma das mais amargas já nós comemos hoje.


Não foi um jogo com grande qualidade técnica, com grandes pormenores de classe, com o toque de requinte habitual da nossa equipa. Foi um jogo de guerreiros, à semelhança do encontro em Vila do Conde, e, tal como aí, foi um pormenor a decidir o jogo. A jogada do golo é muito boa, desde a abertura de Saviola à jogada de Ruben Amorim pela direita, culminando com o passe cirúrgico para Cardozo. De mestre.


Na primeira parte, já tinha havido um bom lance de Saviola, que só não deu golo por muito pouco. Depois do golo, pouco há a dizer. A equipa teve a atitude que tinha de ter, defendendo bem à frente da sua área e não concedendo veleidades aos atacantes do Nacional. Na equipa madeirense, embora ninguém se tenha destacado, parece-me que o jogador mais em acção acabou por ser o ponta-de-lança Edgar Silva. Que, curiosamente, tem 10 golos marcados na Liga e que, também curiosa e estranhamente, não era titular há umas 5 jornadas. Coincidências. Quanto ao lance do penalty, obviamente que não o podia deixar passar em claro. Pelo que me é dado a ver pelas imagens, não há qualquer falta. Mas só Deus sabe o quanto eu rezei para o Cardozo falhar aquele penalty. Estou farto de conversas estúpidas dos anti-Benfica sobre andores e colinhos e supostas ajudas ao Benfica, já enjoa. Portanto, ainda bem que Cardozo falhou aquele penalty e que ganhámos de forma absolutamente legal. É só isso que me interessa. Ganhar bem, de forma legal e no campo.

E assim, de forma legal e perfeitamente justa, ganhámos mais uma das finais que faltavam, num ciclo absolutamente terrível que já escalpelizei acima e noutros posts anteriores. O Benfica continua com muita vitalidade, a jogar bem quando é possível e mais em esforço quando tem de ser, e tem ganho muitas vezes, o que é fantástico. Agora, teremos o interregno na Liga, mas muito se vai decidir durante esse interregno. No próximo fim-de-semana, temos uma final, a da Taça da Liga, com o Porto, mas já esta quinta-feira há outra "final", contra o Marselha, e eu ainda acredito que vamos ganhar no Velodrôme. Acreditemos todos e será possível! Para já, é nesse objectivo que todos nos temos de focar. Viva o Benfica! Rumo à 1ª Liga Europa (e ao 32º!).

O golo de Cardozo aqui:

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Benfica 1 - 0 Nacional - 1ª Jornada Taça da Liga 09/10

O Benfica entrou em 2010 como tinha terminado 2009: a vencer. E foi uma vitória normal, num jogo morno e sem grandes motivos de interesse. Sendo a primeira jornada da fase de grupos da Taça da Liga e, ainda por cima, o único jogo em casa (seguem-se visitas muito difíceis a Guimarães e Vila do Conde), os encarnados tinham obrigação de entrar a vencer numa competição onde são os detentores do troféu. E conseguiram-no, através de mais um golo de Saviola, não escapando, ainda assim, a alguns lances de pura estupidez.



O jogo não foi brilhante. O Nacional foi à Luz para jogar em contra-ataque, tentando não sofrer qualquer golo e marcar algum nalgum lance fortuito. O Benfica tinha de vencer mas, na primeira parte, não fez nada para o conseguir. A destacar o lance à Di María (dos dias maus) de Luisão, que, depois de ser agarrado por um jogador do Nacional, o agrediu a pontapé nas barbas do árbitro, que estranhamente nada viu e depois, com a indicação do auxiliar, mostrou amarelo ao capitão do Benfica, que precisamente por ser capitão devia ter muito mais responsabilidade e não cometer atitudes tão estúpidas como essa. No seguimento do lance, Javi García envolveu-se com Amuneke numa disputa de bola e o nigeriano agrediu a soco o médio do Benfica. Punição? Nenhuma. É o nosso futebol no seu melhor.



Na segunda parte, depois de um lance em que muitos entendidos pediram penalty (mais uma vez) de David Luiz, que a mim me parece um corte absolutamente limpinho (e excelente, por sinal), a salvação, na Luz como em Olhão, voltou a vir do banco. Denominador comum: Nuno Gomes. Depois de ter dado um ponto à equipa no Algarve, o avançado português (10000 vezes melhor, mesmo que com 33 anos, que Keirrison na sua melhor forma aos 21) só precisou de 15 segundos em campo para fazer um passe mortal, com um toque sublime, a isolar Saviola para o único golo da noite. E minutos depois voltou a efectuar um passe que rasgou toda a defesa do Nacional, a que Cardozo não conseguiu, fruto da sua tremenda falta de velocidade, dar o melhor seguimento. De notar que o capitão, nos pouco mais de 10 minutos que esteve em campo, jogou na posição 10 (e fez mais e melhor que Carlos Martins nos outros 70 e tal minutos). A mostrar serviço face à chegada de Kardec e Éder Luís e, já agora, piscando o olho a Queiroz.



No Nacional, o melhor jogador em campo acabou por ser Bracalli. Ruben Micael é reconhecidamente o melhor jogador da equipa madeirense, mas neste jogo foi uma sombra de si mesmo. Aliás, notou-se em cada lance a excessiva raiva e impetuosidade com que continua a actuar contra o Benfica, algo que sinceramente não compreendo porque acontece. Talvez se passem coisas de bastidores que não se conhecem cá fora. Como disse acima, Bracalli foi o melhor elemento do Nacional em campo, negando golos a Javi García e Saviola antes de ser batido pelo Conejito, em lance onde nada podia fazer.

E assim o Benfica entrou com o pé direito na única competição que venceu na época passada. Sendo a competição com menos importância e prestígio do nosso futebol, não deixa de ser um troféu oficial e, como tal, o Benfica tem de o querer vencer, pois no Benfica todos os jogos e todos os troféus oficiais são para ganhar, ainda para mais sendo o campeão em título. Espero que a toada de vitórias se mantenha no resto do ano de 2010, não só nesta competição como nas outras duas em que a equipa está envolvida. E que os reforços Kardec, Airton e Éder Luís mostrem ser alternativas válidas aos titularíssimos Javi, Saviola e Cardozo. Veremos.

Podem ver o golo de Saviola aqui:

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Taça da Liga - Sorteio

Foi ontem efectuado o sorteio da 3ª fase da taça da Liga, competição onde o Benfica é campeão em título, tendo portanto a obrigação de lutar pela vitória.



O sorteio é muito desfavorável, mas isso não é desculpa para nada. O Benfica receberá o Nacional e depois tem pela frente deslocações a Guimarães e Vila do Conde. No entanto, caso jogue como tem feito até aqui e honrando o seu passado glorioso, terá (irá) vencer. Rumo à 2ª taça da Liga do historial.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Benfica 6 - 1 Nacional - 8ª Jornada 09/10

Tão polémica quanto justa. A vitória do Benfica, curiosamente, até poderia ter sido mais dilatada, não fosse a falta de qualidade gritante do árbitro da partida. Os madeirenses vieram à Luz para provocar e tentar o pontinho. Aliás, Manuel Machado é um mestre nas duas coisas, como se tem visto tão bem na Liga Europa. O que ele gosta é de tentar ganhar o pontinho. E acaba sempre por se dar mal.

O pequeno grande Saviola voltou a mostrar que está de regresso aos bons velhos tempos, com mais um jogo soberbo. Aliás, novamente bem secundado por Di María e, desta vez, pela surpresa que veio do banco e se chama Coentrão. Não tenho medo de o dizer: aposte Jorge Jesus mais vezes no miúdo a lateral-esquerdo e descobrimos o dono do lugar por muitos anos no Benfica e na selecção nacional. Até o Mundial está mais próximo para o Fabinho.



Cardozo marcou o primeiro, passava pouco do quarto de hora. Uma jogada conduzida por Coentrão, que cruzou rasteiro para o Tacuara fazer o que melhor sabe: golo.

O Nacional empatou (da maneira que se sabe), mas o Benfica continuou a carregar e, com muita naturalidade, chegou ao segundo golo aos 40 minutos, da maneira que só Saviola sabe fazer. Um golo com marca registada.



Na segunda parte só deu Benfica. Aos 49 minutos Aimar cava um penalty e Cardozo bisa na partida, fuzilando Bracalli.



O 4-1 aparece 15 minutos depois, na sequência de um contra-ataque superiormente gizado pelos jogadores do Benfica. Cardozo é o único que falha inicialmente, com uma recepção de bola muito deficiente, mas acaba por emendar a mão e assistir Saviola para o bis do argentino. Pelo meio, já um golo havia sido mal anulado ao argentino.



Neste lance, Ruben Micael fica a pedir falta e que faz desesperar os responsáveis do Nacional pela suposta falta de fair-play do Benfica. O lance está aqui, tirem as vossas conclusões:



Aos 86 minutos, David Luiz marca um livre directo (uma novidade), Bracalli defende para a frente e Nuno Gomes aproveita para facturar. O capitão a dizer presente.



Para finalizar, mais uma traulitada em Ramires, mais um penalty, e mais um golo de Cardozo, o seu 11º da competição. Se tivesse marcado os penaltys que falhou com o Marítimo e em Guimarães, já lá iam 13. Não marcou, paciência. Eles chegarão, mais cedo ou mais tarde.



No Nacional, apesar do golo de Edgar Costa, Ruben Micael foi o jogador que mais se destacou. Pela positiva e pela negativa. Foi o único que mostrou pormenores de classe, que marcam a diferença, fez um passe à Aimar para o golo nacionalista e remou contra a maré.





Pela negativa os seus comentários no fim do jogo. Como posteriormente já vieram dizer o seu treinador, o seu capitão, o seu adjunto, nada de anormal se passou no túnel ao intervalo a não ser umas normais trocas de palavras e um encontrão de Jesus a Cléber. Ora, no fim do jogo viu-se Jesus e Cléber a sair abraçados, portanto tudo ficou sanado. Ruben Micael tentou apenas lançar achas para a fogueira. Não conseguiu. Aliás, o seu treinador e o seu capitão afirmaram já mais que uma vez que a vitória do Benfica nem se põe em causa. Também era o que mais faltava. 6-1 merece alguma discussão? Assim como 5-0 ao Leixões, 8-1 ao Vitória de Setúbal, 4-0 ao Belenenses, 3-1 ao Paços, e mesmo os resultados tangenciais, já para não falar das goleadas na taça de Portugal e Liga Europa. Este Benfica só vai parar em Maio no Marquês de Pombal. E eu vou lá estar!

Vejam os golos aqui: