domingo, 11 de outubro de 2009

RAP



Desta vez Pinto da Costa tem razão.

É muito raro, e portanto trata-se de um facto que merece ser celebrado: Pinto da Costa tem razão. Nos intervalos de receber árbitros em casa para fornecer aconselhamento matrimonial aos seus paizinhos e de atropelar fotógrafos do JN, Pinto da Costa consegue além disso tirar algum tempo a esta vida preenchida para enriquecer o País com declarações. As declarações costumam ser de dois tipos: ou são declarações de José Régio que chegam ao domínio público em segunda mão, habitualmente em cerimónias especiais, através daquilo que Pinto da Costa julga ser declamar (um castigo que nem os versos de Nel Monteiro mereciam, quanto mais os do pobre Régio), ou são declarações da lavra do próprio Pinto da Costa — que são frequentemente mais poéticas. As últimas, pelo menos, soaram-me a poesia.


No aniversário do Futebol Clube de Infesta, o presidente do Porto tomou a palavra para falar, evidentemente, do Benfica. É o tema que vem mais a propósito, até porque, para dizer a verdade, o Benfica vem sempre a propósito. E foi nessa altura que Pinto da Costa proferiu as palavras a que qualquer pessoa de bom senso, não sendo sectária, deve dar razão: «Ao contrário do que alguns dão a entender, o grande adversário do Porto no campeonato é o Braga, e não o Benfica».
Há muito tempo que venho dizendo o mesmo: é com o Braga que o Porto vai ter de discutir o segundo lugar do campeonato. Com cuidado, porque o Nacional (e até, quem sabe, o Sporting) pode intrometer-se nesse interessante combate, mas sobretudo será uma luta a dois entre o Braga e o Porto. Que isto seja óbvio apenas para mim e para Pinto da Costa é que eu acho estranho. Em abono da verdade, devo dizer que Pinto da Costa percebeu tudo isto primeiro do que eu. Quando, por exemplo, agradeceu Falcao ao Benfica, estava já a planear esta estratégia de confronto com o Braga: recrutar um reforço que estaria bem no banco do Benfica (marca quase tantos golos como o Cardozo!) é o modo ideal de atacar o Braga. Para se superiorizar ao Benfica, teria de contratar um ponta-de-lança que marcasse mais do que o titular do Glorioso, claro.

A aposta de Pinto da Costa no segundo lugar é, portanto, correctíssima, e comprova-se a toda a hora: a notícia segundo a qual o presidente do Porto vendeu mais de 15.000 acções da SAD do Porto indica justamente que o futuro não é tão risonho como nos anos anteriores. É melhor vender tudo enquanto ainda vale alguma coisa e, quem sabe, investir em títulos que valham mais que os do Sporting e Porto juntos. Eu sei de uns que correspondem à descrição, e até tenho alguns. Mas não estou vendedor.

Por Ricardo Araújo Pereira in A Bola, 10 de Outubro 2009

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Já joguei no Benfica III - Valdir

Do sempre apetecível Rio de Janeiro chegou ao Benfica Valdir, o último bigodaças que passou pela Luz. Um jogador que não era muito tecnicista, podendo até dizer-se que era um pouco trapalhão com a bola nos pés, mas mostrou nos poucos meses de águia ao peito que, embora também falhasse os seus golinhos, se podia contar com ele na hora de balançar as redes adversárias.



Valdir fez um total de 13 jogos e 6 golos no Benfica (10/4 no campeonato e 3/2 na taça), sendo que esteve apenas 2 meses na Luz.

Chegou em Abril de 1997, numa fase muito conturbada da vida do clube: a terrível fase final da época de 96/97, em que Manuel José afundava a alta velocidade o barco que Paulo Autuori tinha deixado sem comandante. Tinha 25 anos e vinha rotulado de matador, tendo passado por grandes clubes do Brasil (Vasco da Gama e São Paulo). No final da época, com a desculpa que não havia dinheiro para o manter (desculpa facilmente refutável, pois 2 meses depois chegaram à Luz Nuno Gomes e Paulo Nunes, o que demonstra que afinal havia dinheiro), regressou ao Brasil, onde ainda jogou no Atlético Mineiro (por 2 vezes), Botafogo, Santos e novamente no Vasco, até emigrar para a Arábia, onde encerrou a carreira em 2007/08, com 36 anos (jogou 3 épocas no Al-Naasr do Dubai e por último uma no Al-Nassr da Arábia Saudita).

O momento mais importante da sua estadia no Benfica acabou por ser o golo que marcou ao Porto nas meias-finais da taça, em que o Benfica venceu na Luz por 2-0, chegando assim ao Jamor para jogar a final com o Boavista (o Benfica era o detentor do ceptro). Valdir jogou essa final, mas não foi feliz, assim como a sua equipa, que perdeu por 3-2 e viu a taça ir para o Norte. Esse foi o último jogo de Valdir em Portugal.

Valdir não se tornou um símbolo do Benfica, não merece uma estátua e muito provavelmente até muitos adeptos benfiquistas já nem se lembrarão dele. Mas deixou por cá o perfume do seu futebol algo atrapalhado mas certeiro. No fundo, o que se exige a um goleador.



PS: João Vieira Pinto, há uns meses no Domingo Desportivo, elogiou-o, dizendo que gostou muito de fazer parceria com ele e que se tratava de um excelente avançado. Penso que isto diz tudo da sua qualidade.

Vejam alguns golos de Valdir no Benfica aqui, assim como a entrevista depois do primeiro jogo com a camisola da águia:







terça-feira, 6 de outubro de 2009

Sondagem 3

A terceira sondagem do Gloriosa Chama Imensa refere-se a mais uma das grandes dores de cabeça do técnico benfiquista para esta época: quem deve ser o dono da lateral-esquerda da defesa do Benfica, Shaffer ou César Peixoto?



Shaffer chegou da Argentina como um perfeito desconhecido. Já mostrou credenciais no que a atacar diz respeito (pessoalmente nunca vi ninguém cruzar tão bem) mas continua a denotar algumas falhas a defender. É um jogador mais rápido e incisivo nas suas acções (a tradicional garra sul-americana vê-se nele a léguas).



César Peixoto tem um carácter e uma forma de jogar completamente diferente. Diria quase antagónico. Joga a um ritmo muito mais lento, pauta o jogo de forma muito mais pausada e ainda não está no mesmo andamento do resto da equipa. Curiosamente, os predicados defensivos e atacantes são os mesmos. É bem melhor no ataque (o que é normal, dadas as suas origens atacantes) e não tem tanta consistência a defender.

Diga o leitor de sua justiça. Qual dos galos deve ocupar este poleiro?

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Paços de Ferreira 1 - 3 Benfica - 7ª Jornada 09/10

Uma primeira parte demolidora construiu a vitória esta noite na Mata Real. A segunda parte foi ao ritmo de passeio. O Benfica conseguiu a 6ª vitória consecutiva. Melhor só o Braga. O Sporting está a 8 pontos, o Porto a 3 e, mais importante neste momento, vencemos num terreno onde o rival mais directo já perdeu pontos.



O Benfica entrou de rompante, como em tantos outros jogos esta época, e logo aos 4 minutos chegou ao golo, por intermédio de David Luiz, a corresponder de cabeça a um canto de Carlos Martins. Foi mais um golo de bola parada, a confirmar o grande trabalho que JJ tem feito neste particular na equipa.



A pressão benfiquista continuou e foi com naturalidade que aos 22 minutos um grande remate de Carlos Martins só parou no fundo da baliza de Cássio. Contrariando muitos benfiquistas que não vêem qualidades em Carlos Martins, eu sempre o defendi e sempre soube que é um jogador com uma técnica refinadíssima, que apenas é traído pelas constantes dificuldades físicas (e pelo muito mau feitio). Mas de pés... do melhor.



O terceiro golo, marcado a poucos minutos do intervalo, é uma maravilha da autoria do melhor marcador do campeonato. Já lá vão 8 em 7 jogos.



No Paços, apesar de Maykon ter marcado o golo e de uma ou outra boa iniciativa de Ciel, o melhor jogador continua a ser Cristiano. É muito estranho como não é titular esta época, terá certamente a ver com o episódio da chegada tardia na pré-época. Um jogador com uma qualidade técnica fora de vulgar, sentido de baliza, remate fácil, poderia ainda melhorar a nível físico, mas é sem dúvida o melhor jogador do Paços.



Foi uma vitória mais tranquila do que se pensava inicialmente, até devido às ausências já anunciadas de Di Maria (substituído por um Coentrão hoje um pouco apagado), Aimar (superiormente rendido por Carlos Martins; na 2ª parte notou-se o completo desenquadramento de Menezes com o restante plantel) e Maxi (rendido por Ruben Amorim, que também já fez melhores jogos, mas cumpriu). O Benfica soube tornar o jogo fácil de modo a poder abrandar o ritmo na 2ª parte e gerir o esforço dos jogadores. A 2ª parte foi jogada a ritmo de cruzeiro e o Paços soube aproveitar esse facto para se acercar com mais perigo da baliza de Quim. Marcou um golo, teve mais uma ou outra situação de perigo, mas nunca colocou verdadeiramente em causa a superioridade das águias. E assim continuamos a 2 pontos do líder Braga. Faltam 23 finais, rumo ao 32º! Eu acredito!

Vejam os golos aqui:

domingo, 4 de outubro de 2009

Convocatória da selecção para os jogos decisivos

Finalmente! É só o que posso dizer desta convocatória de Queiroz. Lembrou-se que temos um médio fantástico que pode aguentar aquele meio-campo sem precisarmos de adaptações a trincos, sem precisarmos de 3 médios de contenção, e sem precisarmos de Deco a jogar quando não está actualmente em condições para isso (e quem diz Deco diz Meireles). Já era tempo de Pedro Mendes ser chamado. E quem diz Pedro Mendes diz Nuno Assis. Andaram anos a dormir, a dizer que sem Rui Costa e Deco não havia números 10 em Portugal. Pois bem, eu sempre vi em Nuno Assis qualidades tais que me parecia quase absurdo nunca ser chamado à selecção. Chega aos 31 anos com uma única internacionalização, no curto reinado de Agostinho Oliveira. Actualmente também já desponta Ruben Micael com cada vez mais força. Espero que os responsáveis da selecção acordem de vez e comecem a esquecer Deco que cada vez joga menos nos seus clubes e já não tem lugar nesta selecção.



Pedro Mendes é outro caso igual. Chamado 3 vezes por Scolari, chegou a ser preterido em detrimento de... Luís Loureiro. Não tem explicação. Como é possível desde 2003 ninguém ver o médio que Pedro Mendes é, a carreira fantástica que tem feito no campeonato inglês e agora na Escócia, onde já coleccionou títulos e é o grande patrão do meio-campo dos Rangers? Isto só visto. Finalmente Queiroz se lembrou dos verdadeiros talentos de Portugal.



Se eles jogarem, acredito em vitórias expressivas e no apuramento. O empate da Dinamarca na Albânia foi o tónico que faltava à nossa selecção. Assim os dinamarqueses não podem perder com a Suécia, sob pena de serem relegados aos play-off, e isso é a melhor coisa que Portugal podia pedir. Qualquer resultado que não a vitória da Suécia nos serve, desde que ganhemos os nossos jogos e marquemos muitos golos, principalmente com Malta. Eu acredito. Vamos à África do Sul!

PS: Quim continua a não ser convocado em detrimento do (por vezes) 3º guarda-redes do Porto. Se isto não é bajulação gratuita ao padrinho, é o quê?

sábado, 3 de outubro de 2009

Já joguei no Benfica II - Dimas

Dimas não foi um portento de técnica, não foi dos melhores executantes que já passou pelo Benfica, não foi sequer dos melhores laterais esquerdos do nosso clube. Mas, nos últimos 20 anos, só Léo o superou. Minto atingiu um nível razoável, Fyssas e Dos Santos também, mas Dimas rubricou 2 épocas e meia muito positivas num período terrível da nossa história, acabando por conseguir uma transferência fantástica para a Juventus.



No Benfica Dimas fez um total de 68 jogos e 2 golos no campeonato, 12 jogos na Taça de Portugal (que venceu em 95/96), e 16 jogos e um golo na Europa (na Liga dos Campeões, Taça UEFA, competição onde conseguiu esse golo, em Munique, frente ao Bayern, e na Taça das Taças).



Chegou à Luz para a época de 94/95. Tinha 25 anos. Antes, já tinha passado pela Académica (onde se estreou como profissional, em 87/88, com 18 anos), Estrela da Amadora e Vitória de Guimarães. A meio da época de 96/97, rubricou a transferência da sua vida. Foi jogar para a toda-poderosa Juventus de Turim. Esteve lá 2 épocas e meia e depois saiu para o Fenerbahçe, da Turquia, onde aguentou uma época e meia. Para não perder o comboio do Euro 2000 mudou-se a meio da época 99/00 para a Bélgica. Destino: Standard Liège. No fim do Euro 2000 decidiu, tal como Paulo Bento (aliás, todo o percurso dos 2 é muito similar: ambos jogaram juntos no Estrela da Amadora, Vitória de Guimarães, Benfica e Sporting, sem falar da selecção), regressar a Portugal, onde representou o Sporting. Já não era novo e Rui Jorge era o dono do lugar. Ficou uma época e meia em Alvalade e a meio de 01/02 foi para o Marselha, onde acabou a sua carreira, com 33 anos.

Pela selecção de Portugal jogou 44 vezes, tendo participado nos Euros 96 e 2000, onde era o dono do lugar.



Dimas chegou na época em que tudo se desmoronou, à semelhança do seu antecessor nesta rubrica, Caniggia. Artur Jorge operou uma revolução numa equipa campeã nacional e, derivado a muitas circunstâncias, a mesma não carburou como pretendido. O 3º lugar final (assim como a eliminação nos quartos-de-final da taça às mãos do então defunto Vitória de Setúbal) demonstra as insuficiências de uma equipa que acabou a época devastada e sem confiança em si mesma. O único factor positivo da época foi a chegada aos quartos-de-final da Liga dos Campeões, onde fomos derrotados pelo então campeão europeu AC Milan.



Na época seguinte a revolução foi quase total, mas os resultados foram ainda mais desastrosos e Artur Jorge foi despedido à 3ª jornada. No seu lugar ficou Mário Wilson e a época acabou por ser muito mais aceitável, culminado com um 2º lugar e a taça de Portugal ganha ao arqui-rival Sporting, com uma exibição de luxo de João Pinto.



Nova época, nova revolução. Veio Paulo Autuori para fazer do Benfica de novo uma equipa campeã, trouxe os seus jogadores e os seus métodos e os resultados foram... 0. A meio da época despediu-se com o Benfica em 2º a 2 pontos do Porto. Mário Wilson fez a transição para Manuel José levar a cabo uma das piores épocas de sempre do Benfica. Mesmo assim conseguiu o 3º lugar final e repetir a presença na final da taça, que perdeu contra o Boavista. Dimas saiu a meio desta época para Itália, não participando na pior fase da mesma.



Não foi um portento, não foi um virtuoso, mas podemos dizer que deixou algumas saudades, muito devido (diga-se em abono da verdade) à escassez de laterais esquerdos de qualidade que tem proliferado desde então no Benfica.



Aqui ficam alguns momentos de Dimas com a camisola do Benfica:



sexta-feira, 2 de outubro de 2009

AEK 1 - 0 Benfica - 2ª Jornada Liga Europa 09/10

Um desaire evitável. Pode descrever-se assim o jogo de ontem. O Benfica teve oportunidades de golo suficientes para poder sair de Atenas com mais uma vitória e até goleada, mas não foi feliz na finalização e aconteceram algumas desatenções defensivas que acabaram por dar frutos em cima do intervalo, com o golo do sueco Majstorovic.

Mas essas desatenções não aconteceram por acaso. Foram fruto da falta de atitude e excesso de confiança com que a equipa entrou no jogo. Deu a sensação de que os jogadores pensavam em que mais cedo ou mais tarde, o golo chegaria. Não chegou. Ou melhor, chegou e foi para o lado contrário.

Individualmente, não se pode culpar ninguém. Júlio César denotou muito nervosismo a jogar com os pés e nas saídas aos cruzamentos; Maxi não subiu uma única vez como tanto gosta; Luisão foi imperial em todo o jogo mas, como no melhor pano cai a nódoa, ficou a dormir no golo, bem secundado, diga-se, por David Luiz; César Peixoto continua a demonstrar a mesma qualidade de Jorge Ribeiro (cada um que avalie esta afirmação como bem entender); Javi e Ramires estavam exaustos, se bem que para mim Javi foi ainda assim o melhor em campo (como tem sido quase em todos os jogos); Di Maria voltou aos velhos tempos: inconsequente, não conseguiu desequilibrar, mas ainda assim empurrou a equipa para a frente; Aimar ficou atarantado à meia-hora e não devia sequer ter entrado para a segunda parte; Saviola não existiu e Cardozo só apareceu de livre.

No entanto, parece-me que até se pode culpar alguém individualmente: Jorge Jesus. Se uma equipa tem um estilo de jogo bem definido e comprovado em todos os jogos até agora, se os jogadores sabem perfeitamente o que devem fazer, se as ideias do treinador estão bem incutidas, o problema de falta de atitude e excesso de confiança que se viu tem de ser imputado ao treinador, que não os soube trabalhar mentalmente para o jogo em questão. Não há outra forma de ver as coisas. E pior, o Benfica voltou para a segunda parte com a mesma atitude com que abordou a primeira. Só acordou depois das entradas de Coentrão e Weldon. E atenção: eu considero Jorge Jesus o melhor treinador português, e já não é de agora. Já vem de longe. Mas ontem falhou claramente.



Realce ainda para problemas técnicos que o mesmo Jorge Jesus tem obrigatoriamente de trabalhar o quanto antes: treinar intensamente TODOS os guarda-redes do plantel para as saídas a cruzamentos: o problema não é de hoje e não é só de Júlio César, ou de Quim, ou de Moreira, é de todos eles; colocar outro jogador que não Di Maria a marcar os cantos ou, em alternativa, trabalhar intensamente com este esse aspecto; trabalhar intensamente com Coentrão a finalização (já exaspera a quantidade de boas oportunidades de golo que ele falha); e, mais importante que tudo: voltar a pôr a equipa aos saltinhos nas bolas paradas defensivas. Porque isso foi o que falhou ontem e está intimamente ligado à forma como os jogadores encararam o jogo. sem atitude, sem garra e sem atenção constante. Por isso é que se deu o golo que todos vimos. É urgente pensar nestas questões.

Por último, relembrar que o Everton venceu em Borisov e que estamos neste momento em 2º do grupo com os mesmos 3 pontos do AEK e já a 3 do Everton, pelo que é imperioso vencer o próximo jogo, em casa, exactamente contra os ingleses, para podermos pensar novamente no primeiro lugar do grupo e consequente qualificação para a fase seguinte.

Vamos ganhar em Paços 2ª, rumo ao 32º! É esta a minha convicção.

Vejam os melhores momentos do jogo aqui: