quarta-feira, 10 de março de 2010

Em prol da verdade desportiva...

... e das pessoas honestas que trabalham com integridade e transparência em busca de objectivos e não os conseguem alcançar por causa de meia dúzia de energúmenos batoteiros e sem espírito cívico, assumo a minha felicidade com a vitória de ontem do Arsenal sobre o clube assumidamente corrupto do Porto.

Estes foram os golos que fizeram a minha noite melhor:

terça-feira, 9 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

JVP


Benfica-Paços de Ferreira

1 Outra demonstração de força

O Benfica deu mais uma demonstração de força e mostrou o porquê de estar na liderança do campeonato. A equipa voltou a entrar muito forte, procurou resolver as coisas logo nos primeiros minutos e não foi por acaso que aos 16' já vencia por 2-0. É certo que beneficiou de alguma desorganização inicial da defesa do Paços de Ferreira, que depois de corrigir os erros jogou na Luz com uma atitude fantástica. Não teve medo de ter a bola, trocou-a, atacou com perigo em lances de velocidade, conseguiu o 2-1 e teve o mérito de fazer tremer o Benfica. Por momentos, a equipa da casa, que estava a impor uma pressão e uma intensidade de jogo muito elevadas, com Dí Maria a criar desequilíbrios constantes, teve de se acautelar. O Paços de Ferreira criou sérios problemas ao Benfica e a entrada de Candeias foi fundamental para a melhoria, uma vez que deu mais velocidade.


2 Paços de Ferreira criou desconfiança nas bancadas

O atrevimento visitante fez com que tivéssemos assistido a um bom jogo, pois é sempre positivo quando uma equipa tida como mais pequena se dispõe a discutir o resultado. E o Paços de Ferreira, mesmo expondo-se e deixando que o jogo se partisse, lutou pelo golo do empate, conseguiu transmitir às bancadas um sentimento de desconfiança que durou até o Benfica fazer o 3-1. Curiosamente, depois de se sentir confortável, a equipa da casa jogou melhor, foi mais organizada, entusiasmou os adeptos, procurou aumentar a vantagem, controlou o jogo à vontade.


3 Benfica tem cultura de vitória

A forma como Benfica tem reagido à pressão dos resultados, à obrigação de não falhar, evidencia que o grupo tem cultura de vitória, é uma equipa entusiasmada, confiante e determinada que não tem vacilado na hora da decisão. Na Liga Europa, mesmo que os responsáveis benfiquistas afirmem não ser uma prioridade, a eliminatória com o Marselha será mais um bom teste às capacidades de um Benfica moralizado, pois vai defrontar um adversário de grande valia, mas tem motivos para estar confiante.


4 O melhor plantel

Ontem, o Benfica mostrou mais uma vez que tem o melhor plantel, o mais equilibrado da Liga, que permite ao treinador geri-lo sem quebras de rendimento. Frente ao Paços de Ferreira faltaram os titularíssimos Javi García, Ramires e Aimar, três num meio-campo de quatro, e a verdade é que não se deu pela falta deles. A equipa vence e empolga os adeptos. Carlos Martins já antes tinha feito grandes jogos no lugar de Aimar e Rúben Amorim é um jogador muito táctico, que faz várias posições e tem aparecido mais atrevido. Por fim, aquela que parecia ser a grande complicação do Benfica, deixou de o ser. Durante parte da época pensou-se que a equipa iria passar por momentos de dificuldade quando não tivesse Javi García, por ser único na posição. Agora, apareceu Airton e fê-lo muito bem, transmitindo os equilíbrios necessários e provando que, pelo menos desde a reabertura de mercado, também para esse lugar há dois jogadores de qualidade.

Benfica 3 - 1 Paços de Ferreira - 22º Jornada 09/10

Uma vitória normal, perante um adversário abnegado e que jogou o jogo pelo jogo, mas só depois de estar a perder por 2-0. Até aí, foi praticando um futebol mole e recorreu algumas vezes ao anti-jogo para refrear o ímpeto inicial do Benfica. Depois disso, sim, acordou e meteu o Benfica em sobressalto. Com a ensaboadela que levaram ao intervalo, os jogadores encarnados lá entraram como melhor sabem na segunda parte e fizeram o normal. Foi a primeira das oito finais que nos faltam disputar (sim, eu sei que já se fala de finais e de ciclos difíceis há muito tempo, mas no meu entender este sim será o ciclo mais difícil: o mês de Março, cujos jogos são: Paços em casa, Marselha em casa, Nacional fora, Marselha fora, final da Taça da Liga com o Porto, Braga em casa; se passarmos este ciclo incólumes, a época será quase totalmente gloriosa - só falhou a taça de Portugal).


Voltámos a entrar à Benfica, com ataques rápidos, e sempre pela esquerda, através das acções do endiabrado Di María (que primeiros 30 minutos, coitado do Manuel José). Numa dessas iniciativas, o argentino fez a bola pingar na área onde, depois de alguns ressaltos, Cardozo fez a assistência (mais uma) perfeita para o cabeceamento certeiro de Ruben Amorim. 1-0 para o líder.


Quatro minutos volvidos, Saviola regressou aos golos, depois de um Janeiro fulgurante e um Fevereiro sem pólvora. Foi o 11º golo do argentino, que, apesar de não ser mortífero como Cardozo, é o 3º melhor marcador da Liga, só atrás do paraguaio e de Falcao.


Depois foi o desnorte nos encarnados, provocado apenas e só por algo que à partida parecia insignificante, mas não foi: a entrada de Candeias para o lugar de Manuel José, que estava a ser o pior em campo. Com esta alteração, Danielson passou para lateral-direito, travando bem melhor Di María, e recuou Maykon para lateral-esquerdo, ficando, à mesma, com 2 alas bem abertos (Pizzi e Candeias) e Maykon, que é um excelente jogador (o melhor do Paços, quanto a mim; já marcou esta época ao Benfica e ao Porto), a fazer todo o flanco esquerdo. E assim o Paços chegou ao golo, depois de um cruzamento de... Maykon, para um cabeceamento irrepreensível de um dos melhores avançados da nossa Liga: William. Com este golo, o Paços cresceu e pôs várias vezes em sobressalto a nossa defesa. Ao intervalo, os pacences estavam claramente na mó de cima.


Na segunda parte, a atitude era a que se impunha. Jorge Jesus deu a reprimenda que tinha que dar e a equipa entrou com vontade de acabar depressa com o jogo. Assim, acabou por ser sem surpresa que Cardozo, ainda que com sorte no ressalto, bateu Coelho pela 3ª vez, voltando a adiantar-se a Falcao na lista dos melhores marcadores: já leva 18 golos no campeonato.


E assim aconteceu mais uma vitória do Benfica. E assim, pela primeira vez esta época, conseguimos ficar 3 pontos à frente do 2º, no caso o Braga, sendo que já temos 11 pontos de vantagem sobre o Porto e mantemos os 20 sobre o Sporting. Como disse acima, o campeonato ficará decidido neste mês. Se vencermos na Choupana e o Braga em casa, não me parece que deixemos fugir este campeonato. Ainda assim, muita coisa pode ainda acontecer, é certo. É por isso que a equipa não pode facilitar em momento algum. Todos os jogos são para vencer. Até final. Para já, o importante é vencer, na nossa casa, o Marselha, e depois passar pelo grande desafio que é a Choupana. Se passarmos aí, o título fica muito mais perto. Eu acredito. Rumo ao 32º!

Os golos do encontro aqui:

domingo, 7 de março de 2010

RAP


Os calimeros do túnel

Até prova em contrário, nas últimas duas semanas o campo de Matosinhos não cresceu. O relvado, tendo em conta as condições atmosféricas, estava igual ou pior. O público, infelizmente, não foi submetido a sessões de reeducação que lhe tirassem aquela vontade malévola e incompreensível de ver a sua equipa ganhar. A equipa, à medida a que o campeonato se aproxima do fim e ela mesma se aproxima do fim da tabela, estará cada vez mais disposta a fazer a vontade ao público. O árbitro era, como são todos, conhecido pela sua paixão benfiquista. E foi certamente imbuído do mais profundo benfiquismo que invalidou um golo limpo aos visitantes ainda com o resultado em 0-0. Estavam reunidas todas as condições para o Benfica encostar. E encostou. Encostou o Leixões à sua baliza e não saiu de lá enquanto não lhes meteu quatro batatas no bucho. Mas, claro, para o Benfica é fácil. O Porto tem tudo contra si. O clima deseja que o Porto perca. A relva deseja que o Porto perca. O próprio público adepto das equipas adversárias tem a desfaçatez de desejar que o Porto perca. Assim é complicado.

Depois de um pungente comunicado, de uma vigília de protesto e de várias proclamações de união e fervor regionalista, o Porto foi até Lisboa ser goleado. Perder por 3-0 costuma ser doloroso; perder por 3-0 contra este Sporting é especialmente humilhante. O facto mais espantoso da noite, porém, foi outro: José Gomes, adjunto do Porto, foi expulso no intervalo do jogo. Expulso depois do apito, imagine o leitor. Só a custo consegui conter a surpresa. Toda a gente sabe que os elementos da equipa do Porto só reagem mal às derrotas que sofrem em Lisboa se forem fortemente provocados pelos stewards da Luz. Que cabala obscura terá estado na origem da expulsão de mais um anjinho injustiçado? Que agravo ignóbil, que intolerável insulto? Por azar, o caso ocorreu quando ainda se discute o túnel da Luz, e na semana em que se recordou uma agressão antiga, também de um jogador do Porto, e também num estádio da região da Grande Lisboa. Fernando Mendes agrediu, na Amadora, um bombeiro — que a Comissão de Disciplina da Liga e o Conselho de Justiça da Federação consideraram interveniente no jogo. Mas como, se o bombeiro não está sujeito à disciplina desportiva? A questão não se colocou. Mas e se os clubes contratarem bombeiros e os industriarem no sentido de causarem graves danos físicos aos jogadores adversários? Ninguém se lembrou de perguntar. Porquê? Porque o castigo, com a duração dos mesmíssimos três meses aplicados a Hulk, foi decidido 13 meses depois dos acontecimentos, já Fernando Mendes representava o Belenenses. A diferença é que, agora, o castigo foi decidido ao fim de dois meses mas, ao que parece, os portistas vão passar 13 meses a queixar-se.

Receio bem que as constantes referências às toupeiras do túnel remetam para segundo plano os calimeros do túnel, bicharada que merece protagonismo superior. As toupeiras do túnel, pelos vistos, limitaram-se a escavá-lo — o que não constitui grande proeza. Mas a actividade dos calimeros do túnel é bem mais vasta. Os calimeros do túnel carpiram a ausência do Hulk, injustamente castigado só por ter participado num espancamento, fizeram comunicados públicos, e organizaram vigílias que só não foram mais participadas porque manifestantes como Bruno Pidá, por exemplo, tinham outros compromissos. Falta uma greve de fome e uma queixa na ONU, mas acredito que os calimeros do túnel terão o discernimento de diversificar as suas formas de luta pela justa libertação do mártir espancador. Mesmo sendo benfiquista, não posso deixar de apoiar todas estas iniciativas. Eu também não tenho dúvidas de que um dos factores que explicam o terceiro lugar que o Porto ocupa é esse túnel maldito que os privou de dois jogadores: mais precisamente, o túnel do Marselha, por onde costuma entrar em campo Lucho González, e o túnel do Lyon, no qual costuma ser visto Lisandro López. Mais: como benfiquista, eu sei bem o que uma equipa sofre por ficar privada de elementos mais ou menos influentes. Não me esqueço de que, por não poder utilizar Di Maria, Fábio Coentrão e Aimar, o Benfica conseguiu ganhar apenas por magro 1-0 a um Porto na máxima força, com Hulk e tudo. Obter resultados fracos assim custa, bem sei.

Por Ricardo Araújo Pereira, 6 de Março 2010 in Jornal "A Bola"

sábado, 6 de março de 2010

Já joguei no Benfica IV - Karel Poborsky

Retomamos a rubrica "Já Joguei no Benfica" depois de algum tempo e de já terem sido escrutinados três jogadores que vestiram a nossa camisola: Caniggia, Dimas e Valdir. Desta feita, o eleito é nem mais nem menos que um dos melhores e mais empolgantes jogadores das últimas 2 décadas do nosso clube, e que muitas saudades nos deixou: o checo Karel Poborsky.


Poborsky chegou ao Benfica em Dezembro de 1997, juntamente com Kandaurov e Luís Carlos, para reforçar uma equipa que andava nas ruas da amargura e que era há poucas semanas comandada por Graeme Souness, que sucedera a Manuel José. E a verdade é que a medida surtiu efeito, pois o Benfica conseguiu terminar essa época em 2º lugar, apurando-se para a Liga dos Campeões e com uma ponta final de campeonato muito boa, numa época em que goleou Sporting, em Alvalade (4-1), e Porto, na Luz (3-0), sempre com um denominador comum: Poborsky. Eu costumo dizer que só aconteceram 2 coisas boas enquanto Vale e Azevedo esteve aos comandos do clube: o hino "Sou Benfica", dos UHF, e a contratação de Poborsky, um dos jogadores que me deu mais prazer ver jogar no Benfica.


Com 25 anos, o checo trazia um cartão de visita assinalável: vinha do colosso Manchester United. E, como se não bastasse, tinha sido dele o golo que tinha eliminado Portugal nos quartos-de-final do Euro'96, disputado em Inglaterra, num chapéu monumental a Vítor Baía. Era, por isso, com muitas esperanças que os adeptos viam chegar esta estrela checa. E Poborsky não defraudou as expectativas. Detentor de uma qualidade técnica excepcional, de uma capacidade de drible estonteante e de uma velocidade diabólica, pegou de estaca mal chegou (atendendo à sua qualidade indiscutível e também à falta da mesma que se verificava no plantel encarnado...) e, apesar de ter chegado a meio da época 97/98, participou em 19 jogos e marcou 5 golos.


Na época seguinte, o virtuosismo de Poborsky manteve-se, mas a qualidade global da equipa não acompanhou o alto rendimento do checo. Apesar de algumas grandes exibições, tanto no campeonato como na Liga dos Campeões, em ambos os objectivos (já para não falar da taça de Portugal...) o Benfica claudicou: ficou em 3º na Liga e não passou da fase de grupos na Champions, terminando o campeonato com Shéu Han a comandar a equipa nos últimos 3 encontros. Poborsky terminou a época com 27 jogos e 6 golos na Liga.


Em 99/00, chegou novo treinador, o alemão Jupp Heynckes, mas as melhorias foram nulas. O Benfica manteve a mesma classificação final da época anterior e as melhorias a nível futebolístico também não foram minimamente visíveis. Aliás, essa foi a época em que o clube foi cilindrado em Vigo (7-0). Karel Poborsky foi dos poucos a escapar à mediania. Participou em 29 jogos e marcou 5 golos.


Na época seguinte, deu-se o inexplicável ocaso de Poborsky. Heynckes foi despedido à 4ª jornada, veio Mourinho e o checo acabou por perder a titularidade para Carlitos. Foi utilizado mais 9 vezes, sempre a sair do banco, até que uma proposta da Lázio foi considerada irrecusável e Poborsky seguiu para Itália. Tinha então 28 anos e deixou em Lisboa, na Luz, uma legião de fãs que nunca o esquecerão, como foi visível, aliás, no último dia 25 de Janeiro, onde participou, actuando pela equipa do Benfica All Stars, e onde voltou a ouvir o seu nome a ser entoado pelas bancadas da Catedral. Momentos que o próprio também não esquecerá nunca, pois afirma-se, por onde quer que vá, como benfiquista.


Ao todo, Poborsky fez 111 jogos pelo Benfica (88 no campeonato, 16 na Europa - Liga dos Campeões e Taça UEFA - e 7 na Taça de Portugal), e marcou 17 golos, todos no campeonato.


Antes de chegar à Luz, o checo esteve 3 épocas no Ceske Budejovice, onde iniciou a sua carreira, passando depois para o Vitoria Zizkov, onde actuou ano e meio. A meio de 95/96 transferiu-se para o Slavia de Praga e foi aí que chamou a atenção de olheiros de todo o mundo, culminado essa época com a presença na final do Europeu (onde foi derrotado pelo golo-de-ouro de Bierhoff) e com a transferência para o Manchester United. Esteve ano e meio em Old Trafford, de onde se tranferiu para o Benfica. Depois de sair da Luz, passou pela Lázio, onde esteve mais ano e meio, regressando depois à República Checa para actuar durante 3 épocas e meia no Sparta de Praga, o maior clube checo. A meio de 05/06, regressou ao 1º clube da sua carreira, o Ceske, para aí arrumar as botas, época e meia depois, com 35 anos.


É, se não estou em erro, o jogador checo mais internacional de sempre, com 118 jogos efectuados e 8 golos apontados. Participou nos Euros 96 (já referido), 2000 e 2004, onde foi eliminado nas meias-finais pelos gregos de má memória para todos nós, e no Mundial 2006.


Foi assim Poborsky. Um jogador que deixou saudades a todos os amantes de futebol, mas sobretudo aos checos, que o idolatram, e a nós, benfiquistas, que não o esquecemos. Nem aos seus golos, que apesar de não terem sido muitos (não era propriamente um goleador), ficarão na memória de todos nós pela qualidade enorme de execução do checo. Um hino ao futebol.


Os melhores momentos de Poborsky no Benfica (e não só), aqui:





sexta-feira, 5 de março de 2010

Grande crónica


Aldrabice

Há uns anos deu o mote, autor que foi da anedótica «é mais difícil ser portista em Lisboa
do que muçulmano na Bósnia». Miguel Sousa Tavares, de então para cá, prossegue na rotina do disparate, cego na corte ao azul e obstinado na injúria ao vermelho.
O Tavares, numa das suas mais recentes prosas, atirou que no derradeiro ano em que o Benfica garantiu o ceptro nacional, sob o comando de Trapattoni, «nos últimos 10 jogos todos os golos encarnados aconteceram de penálti e livres inventados ou duvidosos à entrada da área». O Tavares disse todos e todos só pode significar todos. Se não estudou o assunto, o Tavares é jornalisticamente desonesto; se estudou o assunto, o Tavares é intelectualmente desonesto. Em qualquer dos casos, o Tavares é sempre desonesto. Desonesto e mentiroso. Ricardo Araújo Pereira, sobre o mesmo assunto, já tratou da (eufemística) amnésia do Tavares. Até lhe recordou, prescindindo mesmo do seu genial humor, que na temporada de 2004/2005 o FC Porto teve uma singular colecção de três treinadores e encaixou, em pleno Dragão, quatro golos sem resposta do Nacional da Madeira, justamente a 10 rondas do final da competição. A partir daí, o Tavares terá ficado mais vesgo. Dos 14 golos que o Benfica apontou, 7 foram obtidos de bola corrida. Todos os 7. E os outros? Três de (indiscutíveis) livres laterais, 1 de (indiscutível) pontapé de canto, 1 de (indiscutível) livre frontal e 2 de (só 1 discutível) penálti. Chega? Já agora, no mesmo período, sob a arbitragem do patético António Costa, o FC Porto venceu o Marítimo, com 1 escandaloso golo de MacCarthy em fora-de-jogo. Só? E o golo do triunfo ao Gil Vicente? E o golo do triunfo ao V. Setúbal? O Tavares, nessa altura, viu o que viu e todos o viram contrair estrabismo futebolístico. O Tavares acha que percebe de tudo. O Tavares pode aparecer a falar da digestão dos suínos, pode aparecer a falar da estética dos saca-rolhas, pode aparecer a falar de subsídios para a compreensão do dedo grande do pé. O Tavares pode falar de tudo e de mais alguma coisa. O Tavares também pode falar de futebol. Não deixa é de ser aldrabão. E com descaramento agravado.

Por João Malheiro in Destak