quinta-feira, 4 de março de 2010

Belo post de um belo blog glorioso

Leiam este post do Red Pass que é sublime. Eu já conhecia as declarações do Fernando Gomes, mas os novos dados sobre os castigos ao Hulk e Sapunaru ainda não. O Red Pass tem lá tudo.

Pedro Ribeiro

quarta-feira, 3 de março de 2010

O nosso plantel X - Roderick Miranda

E eis que, depois de já termos analisado Quim, Moreira, Júlio César, Maxi Pereira, Luís Filipe, Luisão, David Luiz, Sidnei e Miguel Vítor, chega a vez do jovem Roderick Miranda.


Roderick é o joker deste plantel. Apesar de ser ainda júnior (tem apenas 18 anos), o jovem central foi chamado por Jorge Jesus a fazer a pré-época com o plantel principal. E, beneficiando de lesões e de férias prolongadas dos habituais titulares, Roderick até foi titular em muitos dos jogos iniciais da pré-temporada, fazendo dupla com Miguel Vítor. Com o regresso dos mais conceituados, o miúdo acabou por perder, como é normal, o lugar, mas as suas exibições deixaram água na boca para o futuro.


E a verdade é que a aposta em Roderick por parte de JJ não se ficou pela pré-temporada. O central, produto das nossas escolas, continua a jogar pelos juniores ao fim-de-semana, mas os treinos, esses fá-los com a equipa principal, num claro sinal de que terá futuro ao lado dos principais jogadores do universo benfiquista. Não contente com pô-lo apenas a treinar com os grandes, Jorge Jesus entendeu por bem começar a chamá-lo para alguns jogos. Resultado final: Roderick já se estreou na Liga Europa (em casa, contra o AEK), e na Taça da Liga (em Guimarães). Nos 2 jogos foi titular, nos 2 jogos jogou os 90 minutos, e nos 2 jogos foi imperial, apesar da inexperiência (que nem parece existir quando o vemos a jogar) e juventude. E só não se estreou para o campeonato porque JJ teve medo de o colocar em campo mais cedo e, quando o ia fazer, nos descontos do jogo em Vila do Conde, o árbitro deu por terminada a partida. Ainda assim, acredito que o miúdo terá a sua oportunidade de ser campeão até ao final desta temporada. JJ saberá premiá-lo condignamente (e, se tudo correr bem, juntará esse aos troféus da Taça da Liga e da... Liga Europa).


Eu gosto muito de ver jogar Roderick, digo-o já sem rodeios. Já tinha visto vídeos de jogos seus nos juniores na época passada, e fiquei fascinado com o que vi dele na pré-época. Um jogador seguro, tranquilo, autoritário no centro da defesa (ao lado de Miguel Vítor, parecia Roderick o patrão), a aparentar muita calma e experiência, fazia mesmo lembrar, como tanta gente afirmou, o grande Mozer. Depois seguiu o percurso natural e voltou a jogar nos juniores, e num desses jogos eu fui um dos presentes no Seixal: o Benfica-Sporting. E, apesar de termos sofrido 2 golos, a minha opinião sobre Roderick não mudou. É um verdadeiro craque e está claramente acima de todos os outros miúdos da sua idade. Mesmo de Nélson Oliveira. Pelo meio, um jogo menos conseguido, nos Açores, frente ao Santa Clara. Aí vi um Roderick sobranceiro, arrogante e displicente, que chegou a perder bolas para os avançados do Santa Clara quando era o último defesa. Não gostei minimamente dessa exibição. No entanto, penso que nem o próprio terá gostado, e muito menos o JJ. Depois, já jogou, como referido acima, contra o AEK e o Vitória de Guimarães, e muito bem. Vê-se claramente que pode ter um grande, grande futuro nesta equipa. Assim tenha oportunidades. Provavelmente, ou na próxima época ou na posterior, vai ser emprestado, para não estagnar, mas é um verdadeiro diamante que nós temos aqui. E quem melhor para o lapidar do que o génio de Jorge Jesus?

Têm a palavra os leitores.

Como a memória deles é tão curta...



Estranha falha de memória

Ricardo Costa, o presidente da comissão disciplinar(CD) da Liga, tem estado permanentemente debaixo de fogo e pior ficou com o famigerado caso do "Túnel da Luz".
A onda de contestação tem chegado, sobretudo, do Dragão e de fazedores de opinião mais próximos do FC Porto.
Entre outras criticas imputadas a Ricardo Costa no processo de Hulk e Sapunaru por agressões a um Steward(quatro e seis meses de respetivamente), reclama-se do tempo que correu entre os factos e a decisão. Esse Benfica-Porto jogou-se a 20 de Dezembro, o presidente da CD comunicou a 19 de Fevereiro. Passaram praticamente dois meses.
Ora, num Estrela da Amadora-FC Porto realizado a 28 de Fevereiro de 1997, Fernando Mendes agrediu um bombeiro de serviço no Estádio José Gomes.
A agressão do defesa dos dragões ficou provada e a Liga puniu o jogador com três meses de suspensão e 310 mil escudos de multa ao abrigo da mesma norma pela qual este ano foram sancionados Hulk e Sapunaru(art. 115º do Regulamento Disciplinar).
A questão é que, no caso de Fernando Mendes, a CD decidiu a...3 de Abril de 1998: 13 meses depois. A recuperação deste episódio será, por si só, o maior elogio que é possível fazer ao desempenho de Ricardo Costa.
Mais: um processo que demorou 13 meses a concluir resultou, então, num acórdão com sete páginas, contra as cento e vinte e duas no caso mais recente, tratado-relembre-se-em menos de dois meses e com férias natalícias no meio.
Por fim: o bombeiro da Amadora (Joaquim Grilo) foi considerado "interveniente do jogo com direito a acesso e permanência no recinto desportivo" e o tal artigo-115.º-que serviu para castigar Fernando Mendes nasceu num tempo em que o presidente da comissão Executiva da Liga era o José Guilherme de Aguiar.
E como pode agora um Steward (que, por força da lei, passou a ser obrigatório nos estádios) ser visto de forma diferente?

Por Nuno Farinha, in Record

terça-feira, 2 de março de 2010

Apenas mais um...

... caso de corrupção para os lados do Douro. Deixo este link para o post do Indefectível, onde é explicado, em traços gerais, este caso.

Bela crónica


Cantem à vontade!

Cantem, cantem, a gente gosta!

Esta enorme dor de corno, espalhada por muitos mais clubes, será uma motivação extra para a rapaziada que apoia o Benfica

O que há de comum nas bancadas dos estádios do Sporting de Braga, Sporting Clube de Portugal e Futebol Clube do Porto? Há que, nas bancadas dos mesmos, é possível ouvir cânticos anti-Benfica em todo e qualquer jogo que se dispute nos seus relvados.

O Braga pode estar a jogar contra o Belenenses, mas aquilo que os adeptos cantam várias vezes durante os noventa minutos é a versão ressabiada e hardcore 1º escalão do "glorioso SLB", onde a palavra "glorioso" é substituída por um adjectivo muito pouco abonatório para as mamãs dos benfiquistas. Esta enorme dor de corno, espalhada por muito mais clubes do que aqueles acima referidos, será uma motivação extra para a rapaziada que apoia o Benfica, reafirmando inequivocamente aquilo que todos nós já sabemos: que o Glorioso é grande como nenhum outro será neste país.

A situação está longe de ser pacífica e quando este estranho fenómeno acontece fico chateado e feliz a um tempo. Chateado porque obviamente não gosto que chamem nomes à minha querida mãe, e feliz porque não posso deixar de me regozijar com a tacanhez medíocre de muitos daqueles que mais que apoiar outros emblemas, odeiam o benfas. Já os benfiquistas são um pouco diferentes e no dia em que nas bancadas do Estádio da Luz se passar uma quantidade absurda de tempo a difamar uma equipa que nem sequer por ali anda vai ser o dia em que não há corrupção na política, por exemplo.

Claro que as claques terão algumas palavras para os adversários, mas quer-me parecer que a malta guarda isso para as ocasiões em que com eles se confronta. A verdade disto tudo é que nós somos muitos e indefectíveis no amor que dedicamos ao nosso clube, maior do que quaisquer ódios de estimação que possamos ter.

No último jogo, para a Liga Europa, tivemos mais de trinta mil na Luz, numa terça às cinco da tarde. Muitos há que, mesmo que escancarassem as portas sem cobrar entradas, nem um terço deste número alcançariam em tal dia. Por isso, cantem à vontade.

Por Pacman in Correio da Manhã

segunda-feira, 1 de março de 2010

RAP


Deus os livre dos castigos, que do ridículo é mais difícil

Indignado com certas falcatruas, Rui Moreira deu o braço a Fernando Madureira, dos Super-Dragões, e foi manifestar-se para a sede da Liga de Clubes com o intuito de moralizar o futebol português. Os dois adeptos do clube cujo presidente cumpre neste momento uma pena de suspensão de dois anos por tentativa de corrupção estão compreensivelmente preocupados com determinadas injustiças. Sabemos todos que os sócios do clube que pagou uma viagem ao Brasil a Carlos José Amorim Calheiros são particularmente sensíveis aos atentados à verdade desportiva. Não admira: os adeptos do clube cujos dirigentes foram escutados a providenciar o fornecimento de rebuçadinhos, café com leite e fruta para dormir a certas equipas de arbitragem sempre foram extremamente exigentes no que toca à lisura e à honradez. Por isso, Rui Moreira não podia ter deixado de fazer ouvir a sua voz em uníssono com a de Fernando Madureira, protagonista do livro O Líder, obra na qual relata alguns episódios curiosos ocorridos com a claque que dirige. Sobre o modo como os Super Dragões adquiriram ingressos para um Braga-Porto de 1995, por exemplo, diz Madureira, e cito: «Pelo que se comentava, muito do pessoal tinha notas falsas para comprar os bilhetes e ainda trazer troco.» A propósito de uma paragem dos Super Dragões na auto-estrada, a caminho de um Setúbal-Porto de 2002, Madureira revela: «Foi o caos! Entraram cem gajos pela área de serviço e roubaram tudo o que lhes apareceu à frente.» Foi esta mesma claque que se manifestou na companhia de Rui Moreira, e que afixou nas bancadas, no dia do Porto-Braga, uma faixa com os dizeres: «Contra… falsidade e roubalheira». Ou seja, a claque que, segundo o seu líder, pagava com notas falsas e roubava tudo o que lhe aparecia à frente, está agora precisamente contra a falsidade e a roubalheira. Enfim, toda a gente tem o direito de mudar de opinião.

No jogo contra o Braga, o Porto beneficiou da exclusão de Vandinho pela Comissão Disciplinar da Liga, e também da exclusão de Meyong por Domingos Paciência, e obteve um resultado bastante desnivelado. Na véspera, o plantel do Porto reuniu-se em torno do seu líder, o terceiro guarda-redes, para o ouvir expressar, e cito, «a indignação de que somos vítimas». O orador foi bem escolhido, na medida em que não há ninguém que compreenda melhor a situação de Hulk do que Nuno: ele também fica sempre fora dos convocados. Este é o ano em que todos os azares batem à porta da equipa portista: primeiro, Hulk e Sapunaru foram suspensos só porque espancaram quem, segundo ficou provado, não os insultou nem agrediu; agora, os portistas são, creio que em estreia mundial, «vítimas de indignação». A dura realidade é esta: sem Hulk, a equipa do Porto vê-se condenada a alinhar apenas com jogadores que trocam mesmo a bola uns com os outros, o que prejudica qualquer sistema táctico. Não são só os portistas que reclamam o regresso de Hulk. Eu, como adepto do Benfica, também. Recordo com saudade a última exibição de Hulk antes do castigo, no estádio da Luz, em que o único remate à baliza que fez saiu pela linha lateral.

Entretanto, os jogadores do Benfica, que até hoje não apareceram envolvidos em agressões em quaisquer imagens de quaisquer túneis, continuam empenhados em levar a cabo uma actividade que parece ter caído em desuso: jogar futebol. Mas, nos últimos 30 minutos do jogo contra o Hertha, o Benfica não acrescentou qualquer golo aos quatro que marcou na primeira hora — o que parece indicar que, como dizem os críticos, a equipa está cansada. Às goleadas exuberantes do início da época, sucedem-se agora vitórias tangenciais por magros 4-0. A gestão que Jorge Jesus fez do plantel produziu esta triste equipa exausta que lidera o campeonato isolada com o melhor ataque e a melhor defesa. É triste, este cansaço. Quem me dera estar em terceiro, cheio de força, com o plantel correctamente gerido, a seis pontos do primeiro e a cinco do segundo. Mas não se pode ter tudo.

Por Ricardo Araújo Pereira,27 de Fevereiro in Jornal A Bola