sábado, 28 de agosto de 2010

Sorteio da Liga dos Campeões


Para o regresso do Benfica à Liga dos Campeões, podemos dizer que o sorteio não nos foi desfavorável. Do pote 1, calhou-nos a equipa mais fraca. No entanto, isso não quer dizer que irá ser fácil bater o Lyon. Nada disso. É uma equipa que, como todos sabem, há bem pouco tempo foi 8 vezes seguidas campeão de França, está muito habituada a jogar na Liga dos Campeões (ainda na época passada chegou às meias-finais pela primeira vez na sua história) e continua a ter um plantel muito forte: Lloris é o actual titular da baliza da selecção francesa, Cris, Réveillère e Cissokho são muito bons jogadores (embora me pareça que a defesa é o sector mais fraco desta equipa) e a partir daqui é um luxo: Kallstrom, Pjanic, Michel Bastos, Toulalan e a mais recente contratação, Gourcuff, fazem deste um meio-campo de sonho. E depois há Lisandro, Gomis, Briand e César Delgado para o ataque. Repito: era a equipa mais fraca do Pote 1, mas isso não significa facilidades para nós. No entanto, devemos ter em mente o nosso historial com equipas francesas (muito bom) e acreditar que será possível voltar a bater mais uma.

Em relação ao Pote 3, aqui o caso já muda de figura. O Schalke 04 era das equipas mais fortes que nos podiam ter calhado. Apesar de não ser um habitué da prova, esta equipa é fortíssima (acabou de ficar em 2º na Bundesliga) e este ano ainda se reforçou melhor (e há um par de anos eliminou o Porto nos oitavos-de-final da competição). Na baliza está Neuer, o titular da selecção alemã; a defesa talvez seja, à semelhança do que acontece com o Lyon, o sector mais fraco da equipa: o nome mais sonante é Metzelder, ex-jogador do Real Madrid; no meio-campo há Rakitic, Jermaine Jones e Baumjohann (estes dois não são muito conhecidos, mas são excelentes jogadores); e o ataque perdeu Kuraniy, mas ganhou Raúl para o seu lugar (e não se pode esquecer Farfán). Ainda assim, um Benfica ao nível daquilo que vimos o ano passado tem potencial para vencer esta equipa (e é de pensar que, apesar de nunca termos ganho um jogo na Alemanha, costumamos passar frente às equipas alemãs).

Do Pote 4 sairia sempre a equipa mais fraca do grupo. Acabou por nos calhar o Hapoel Tel Aviv, de Israel. Não é uma equipa sonante, obviamente, e as suas principais estrelas são o guarda-redes Enyeama, titular da Nigéria, e o avançado Ben Sahar, ex-jogador do Chelsea. Ainda assim, uma equipa perfeitamente ao nosso alcance.

Por tudo isto, acredito sinceramente que consigamos o apuramento. O grupo não é fácil, longe disso, mas um Benfica a sério, à Jesus, conseguirá a passagem aos oitavos-de-final. Um Benfica como o que temos visto esta época... lutará pelo 3º lugar para ir para a Liga Europa. Esperemos que se verifique o primeiro cenário.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Reforços 2010/11 - Salvio

Fábio Faria, Jara, Gaitán, Roberto e Rodrigo. Estes foram os reforços do Benfica já apresentados no Gloriosa Chama Imensa. Agora chega a vez do avançado argentino Salvio.


Salvio estreou-se na primeira divisão argentina com apenas 18 anos, ao serviço do Lanús - onde pontificava o ex-benfiquista Bossio e Valeri, que actuou a época passada (sem grande sucesso) no Porto. No Apertura 2008, que o Lanús terminou em 4º, Salvio realizou 14 jogos, apontando 4 golos. No Clausura 2009, a sua equipa ficou em 3º e o avançado melhorou um pouco em cada item: fez mais um jogo e marcou mais um golo que no semestre anterior. Fez ainda 2 jogos na Libertadores, prova onde o Lanús acabou por ser eliminado ainda na fase de grupos.


No Apertura 2009, o Lanús ficou apenas em 9º, tendo o avançado actuado em 10 jogos e marcado 2 golos. Números suficientes para levar o Atlético de Madrid a avançar para a sua contratação por 10 milhões de euros em Janeiro deste ano, quando Salvio tinha apenas 19 anos. O jogador argentino estreou-se pelos colchoneros na Liga Europa - competição que a equipa viria a vencer -, na recepção ao Galatasaray. Acabaria a temporada com 13 jogos e 2 golos (ambos ao Tenerife) pelo Atlético no campeonato, 1 jogo na Taça do Rei e 7 na Liga Europa (incluindo uma presença na final). No entanto, a competição pelo seu lugar era fortíssima (todos conhecemos a qualidade do plantel do Atlético de Madrid, e particularmente o seu ataque): Salvio "só" tinha de disputar o lugar com Forlán e Aguero e ainda com Reyes e Simão, pois apesar de ser avançado pode actuar descaído para qualquer uma das alas como se de um extremo se tratasse. Como o cenário não se alterou minimamente para esta temporada (ainda se agravou com a chegada de Fran Mérida), e dado o excesso de jogadores extra-comunitários no plantel colchonero, a saída acabou por se revelar a única opção.


De referir que Salvio é um jogador muito apreciado pelos técnicos das camadas jovens das selecções argentinas, tendo actuado variadas vezes na selecção de sub-17 e depois nos sub-20, onde actuou por 9 vezes (e marcou 4 golos). A 20 de Maio de 2009, sete dias depois de fazer 19 anos, o jovem avançado estreou-se pela selecção A argentina num particular com o Panamá. Salvio havia ainda de actuar mais uma vez pela equipa das pampas, chegando assim à Luz com dois jogos pela Argentina.


Salvio é um bom jogador, disso ninguém duvida, mas a verdade é que já me vão faltando palavras para descrever os jogadores que vão chegando ao Benfica, e por uma simples razão: parecem vir todos para a mesma posição e terem todos características muito similares. A verdade é que o que tenho para dizer de Salvio poderia ser um decalque do que já disse para Jara e Rodrigo: é que as suas características futebolísticas (a posição onde actuam, a forma como tratam a bola, a idade, o grau de experiência que têm) é em tudo semelhante - embora Rodrigo e Salvio não sejam tão brigões e cheios de garra como Jara; nisso, o ex-Arsenal de Sarandí é insuperável. De resto, é um pouco complicado definir o que Salvio pode dar ao Benfica. É um avançado tecnicista, móvel, não propriamente um goleador, o que por si só o deixa no mesmo barco de Saviola, Weldon, Nuno Gomes, Jara, Rodrigo e Mantorras. Pode descair para as alas (talvez actuando como falso extremo) e daí há a possibilidade de poder vir a ser adaptado por Jesus para as funções que pertenciam a Di María ou Ramires, mas sinceramente não me parece que venha a jogar tão recuado no terreno. Posto isto, resta-me apenas referir que o negócio não me parece muito mau (embora tenhamos pago mais 2 milhões de euros ao Atlético de Madrid, que ainda nos deve 2 jogadores, e desta feita apenas por um empréstimo...), dado que, se por acaso o jogador não agradar/não se adaptar convenientemente, pelo menos não fica amarrado ao clube por muitos anos e a troco de vários milhões de euros repartidos por transferência e salários. Com muito trabalho, pode vir a tornar-se um caso sério desta época no Benfica e acabar por ficar no final da época ou voltar pela porta grande ao Atlético.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

JVP


Nacional-Benfica

1 - Muita coisa estranha neste Benfica

Terceira derrota em três jogos oficiais é uma situação muito estranha para o Benfica, que tem sido uma sombra da equipa que há poucos meses se sagrou campeã nacional. A forma física e anímica demoram a chegar, os novos tardam em mostrar a qualidade que se espera que tenham e a equipa apresenta-se em campo transfigurada, ansiosa, nervosa, sem capacidade para discernir. E é bem diferente liderar ou andar a correr atrás do prejuízo. Até nas bolas se nota uma diferença abismal. Na época passada percebia-se que esses lances eram bem treinados e bem executados, tanto em termos defensivos como ofensivos. Este ano, para além de não fazer golos, o Benfica sofre-os. E a culpa não é só do guarda-redes, apesar de ontem ter tido responsabilidades na derrota.

2 - Primeira parte encarnada

A primeira parte foi aberta, de parada e resposta, com o Benfica a ser a equipa mais organizada, mais sólida, não se desequilibrando defensivamente, como acontecia com o Nacional, que por vezes permitiu igualdade numérica de jogadores na defesa. A equipa da casa estava a sentir-se bem com a toada da partida, mas entusiasmava-se em demasia e desequilibrava-se. Passou por um período complicado, mas foi rectificando e acabou por se pôr à aventura. Porque o Nacional é uma equipa recheada de jogadores de qualidade, que não se inibe com os grandes, mas por vezes o entusiasmo é mau conselheiro. Ontem não foi porque o Benfica não soube aproveitar.
Tendo mais bola, o Benfica conseguiu as melhores oportunidades e refiro as perdidas de Cardozo (por cima) e de Saviola (grande defesa de Bracali) como exemplo do que poderia ter acontecido, porque embora não seja a equipa poderosa do ano passado, era a mais perigosa em campo.

3 - Depois da ansiedade, quebra física e anímica ou só anímica

O Benfica era desde o início uma equipa ansiosa à procura de uma vitória e, como acontece na maior parte dos casos, a ansiedade tira discernimento, tanto na finalização como no último passe. Curiosamente, a condição física benfiquista pareceu-me melhor do que em jogos anteriores, mas na segunda parte houve uma quebra acentuada, não sei se anímica e física ou se só anímica.
Nesta questão da quebra excluo o Coentrão, porque é um jogador à parte, o único que provoca os desequilíbrios, mas sozinho não consegue fazer tudo. Gaitán tem hábitos de jogo diferentes, joga mais para dentro e ainda não está identificado com a equipa, além de que não aguenta a velocidade imposta por Coentrão.

4 - Nacional aproveita

A segunda parte começou praticamente com o primeiro golo do Nacional. E o Benfica, se até então era uma equipa ansiosa, tornou-se ansiosa e nervosa, incapaz de pegar no jogo e de o pensar (excepção para Coentrão). Os jogadores utilizam mais o coração do que a cabeça, mas sem soluções para chegarem com perigo à baliza de Bracali.
O Nacional manteve a postura de coragem e atrevimento, mas melhorou a organização, sendo capaz de aproveitar o nervosismo do Benfica, construindo lances de perigo face a um adversário desorganizado, por vezes desesperado.

5 - Tudo acontece a Roberto

O segundo golo, ainda por cima caricato, entregou de vez o jogo ao Nacional. A incapacidade do Benfica para dar a volta à situação explica-se pelo facto de ter jogadores muito abaixo do desempenho do ano passado. Cardozo é daqueles a quem se nota mais a falta de forma, mas não é o único. Os novos entraram numa equipa que ainda não está bem em termos físicos e anímicos, o que lhe dificulta a integração. E há ainda o caso do guarda-redes. Tudo lhe acontece e desta vez foi decisivo para que o Benfica perdesse. A titularidade começa a tornar-se mais complicada, pois se já antes havia controvérsia, por haver muita gente a dizer que talvez não seja tão bom quanto se dizia, agora a situação piora.

6 - Fantasmas de Ramires e Di María vão perdurar

O jogo de ontem deixou claro que os fantasmas de Ramires e Di María vão continuar a pairar sobre os benfiquistas por mais algum tempo. A equipa não está a conseguir substituí-los e se é verdade que os novos não estão a dar a melhor resposta, também é verdade que a instabilidade dos resultados lhes dificulta a adaptação. Está provado é que Ramires e Di María eram demasiado importantes para saírem ao mesmo tempo.

domingo, 22 de agosto de 2010

RAP


Uma Semana Humilhante

A derrota do Benfica em casa, frente à Académica, não pode deixar de ser considerada humilhante. Humilhante para o Porto, bem entendido: em tão pouco tempo e com um plantel muito semelhante, Jorge Costa já está a fazer melhor do que André Villas-Boas. Quem assistiu, no ano passado, à derrota da Académica de Villas-Boas no Estádio da Luz por 4-0 constata sem dificuldades que a Académica de Jorge Costa está muito mais bem orientada.

Como se a vergonha do fim-de-semana não bastasse, o Porto viria a ser reincidente na desonra dias depois, perdendo Salvio para o Benfica. Ciente da dimensão do enxovalho, André Villas-Boas tentou fingir que o que toda a gente sabia era mentira numa conferência de imprensa em que, por incrível que pareça, não usou uma vez que fosse a palavra «exacerbação». Disse o treinador do Porto que, se o seu clube estivesse interessado em Salvio, o jogador estaria no plantel - uma vez que os portistas se antecipam ao Benfica nas contratações sempre que o desejam. Sem querer exacerbar, todos sabemos que tal não é verdade. Se o Porto conseguisse roubar ao Benfica todos os profissionais que interessam a ambos os clubes, a esta hora Villas-Boas ainda seria treinador da Académica.

PAULO SÉRGIO prepara-se para, no espaço de cerca de três meses, colocar duas equipas fora da Liga Europa. Julgo que estamos perante um especialista. Primeiro foi o Guimarães, afastado das competições europeias no último jogo do campeonato pelo Marítimo, e agora é o Sporting, que está prestes a ser eliminado pelo poderoso Brondby. Na mesma semana, o treinador do Sporting disse que tinha a melhor equipa do Mundo e perdeu em Paços de Ferreira, e depois disse que o Sporting era favorito em todos os jogos e perdeu em Alvalade. Não me surpreende que a melhor equipa do Mundo perca em Paços de Ferreira. O que acho verdadeiramente estranho é que Anderson Polga consiga ser titular na melhor equipa do Mundo.

OUÇO dizer que os jornalistas do Expresso captaram boas declarações de Pinto da Costa. Não li a entrevista, mas custa-me a crer que sejam melhores que as declarações que a Judiciária captou e ainda pontificam no YouTube. Sem querer beliscar o brio profissional dos jornalistas que, ao longo dos anos, têm entrevistado Pinto da Costa, é apenas justo referir que meia dúzia de polícias fizeram melhor jornalismo – e sem precisarem de colocar uma única pergunta. Quando se tem talento…

É impressionante o modo como Carlos Queiroz, um treinador cujas equipas praticam um futebol tão pouco emocionante, consegue despertar tantas emoções fora do relvado. Dificilmente se chegará a um consenso a propósito deste intrincado caso disciplinar. Quem tem razão? Queiroz? A brigada antidoping? As amostras de urina? É difícil dizer, sobretudo quando ainda ninguém concorda sobre a prestação de Portugal no Campeonato do Mundo. Foi boa ou má? É verdade que a Selecção só foi eliminada pela equipa campeã do Mundo, mas não é menos verdade que Portugal não consegui marcar um único golo a quartetos defensivos que não fossem formados por Ji Yun-nam, Ri Kwang-chon, Ri Jun-li e Pak Chol-jin. Todos os defesas que neste momento não se encontram em campos de trabalhos forçados revelaram-se intransponíveis para a estratégia ofensiva portuguesa. Sim, mas seria realista esperar que Portugal conseguisse a proeza sobre-humana de bater a Espanha? Bom, a Suíça conseguiu. Digamos que não era propriamente impossível. Creio que o grande problema da Selecção é que Carlos Queiroz só joga ao ataque nas entrevistas ao Expresso. No entanto, não sou daqueles que dizem que o futuro é negro. Se a federação conseguir arranjar maneira de suspender Queiroz até Agosto de 2012, julgo que Portugal tem boas hipóteses de se sagrar campeão da Europa.

Por Ricardo Araújo Pereira, 21 de Agosto in jornal A Bola

Nacional 2 - 1 Benfica - 2ª Jornada 2010/11

A exemplo do que acontecia a meio da época passada, confesso que já me vão faltando palavras para descrever este início de época do Benfica. No entanto, este ano é pelos motivos completamente opostos. A equipa continua a desiludir-me jogo após jogo, o treinador mais ainda, pois é alguém que eu quase idolatro, e hoje percebemos de uma vez por todas que temos realmente um problema na baliza. O Roberto pode ser um excelente rapaz, mas é, a par de Bossio e Moretto, o pior guarda-redes que já vi na baliza do Benfica. Não há explicação para o barrete que nos foi enfiado, com a complacência do Jorge Jesus (que ao que parece foi quem aconselhou pessoalmente a sua contratação) e do nosso "grande" presidente, que continua a desbaratar por completo as finanças do Benfica com contratações a valores que ninguém consegue compreender (o Atlético de Madrid pedia 1,5 milhões de euros ao Saragoça pelo passe do Roberto; como é que o Benfica só o conseguiu trazer por 8,5? Há algo aqui que não bate certo, definitivamente). Na constituição inicial, pelo menos um erro dos outros jogos foi reparado: Peixoto ficou de fora e Coentrão voltou ao lugar que melhor desempenha e onde é dos melhores jogadores do Mundo. No entanto, voltou também a ficar patente que Gaitán não é nem nunca será o substituto de Di María. Precisamos urgentemente de uma alternativa à altura do argentino (e não será Drenthe; só me contentava com Simão ou Reyes). Por último, tenho de referir que, apesar do guarda-redes ser desastroso, a defesa está num plano igualmente deplorável. E afinal as culpas não são só de Sidnei. Gostava mesmo de saber o que se passa com esta equipa do Benfica. Alguém que me explique.


Na primeira parte, curiosamente, o Benfica esteve num nível muito razoável. Dominou, procurou o golo (esteve bem perto no falhanço clamoroso de Gaitán) e pressionou como na época passada. Teve atitude, basicamente. Atitude essa que se evaporou na segunda parte, o que em conjunto com o golo inaugural do Nacional destroçou por completo a equipa. Parabéns ao Luís Alberto (o melhor em campo) pelo golo, mas acho que não haverá muito mais a dizer sobre a saída ridícula do Roberto à bola. Jesus, se queres estar ao nível dos melhores do Mundo, por favor pára com a teimosia (que é normalmente a razão por que os treinadores falham) e coloca o Júlio César na baliza. Pior que o Roberto não vai ser, isso eu posso garantir.


Para piorar ainda mais todos os cenários possíveis e imaginários, o Roberto resolveu fazer algo digno dos maiores anedotários a nível internacional e oferecer um golo ao Orlando Sá, um jogador que ainda por cima é do Porto (e que, na minha modesta opinião, não tem um pingo de qualidade). A sério, já tinha ficado possuído com o primeiro frango, mas o que o Roberto faz no segundo golo é absolutamente ridículo. Mesmo para poupar o rapaz a mais humilhações, por favor coloquem-no no banco. Por favor. É que se aquele é o melhor que temos, e se todos os erros que ele vier a dar nesta época forem desculpados, porque raio temos lá mais dois (um deles trazido pelo mesmo Jesus na época anterior e que tem apenas 23 anos)?


A finalizar veio o nosso golo. Já nem era preciso, diga-se, mas o Carlos Martins merece. É um dos jogadores que mais aprecio (pelo seu imenso talento mas também pelo seu carácter louco, confesso) e mais uma vez, num remate de raiva, mostrou que se pode contar com ele. Muito mais que com Amorim nesta fase da época, não me canso de o dizer (e já agora, que é feito do Saviola e do Cardozo da época passada? Onde andam eles?).

Para finalizar, e porque já disse praticamente tudo acima (e porque cada vez tenho menos vontade de comentar os jogos, pelo simples facto de que a equipa está a jogar ao nível do Benfica do Quique), termino a pedir apenas que frente ao Vitória de Setúbal voltemos a mostrar metade (já só peço metade) do que mostrávamos a época passada e que arranquemos definitivamente para uma temporada consentânea com o valor desta equipa e com o escudo que apresenta no braço. Rumo ao 33º!

Os golos do encontro aqui:



sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Isto sim são declarações

Espero que se concretizem. Eu e todos os benfiquistas.

"Sabemos o valor que temos, vamos ser novamente campeões. No futebol não há garantias mas é aquilo que eu penso. Começámos o campeonato de forma diferente, não pela forma da equipa mas por outras situações. As minhas equipas normalmente nunca começam bem, mas temos a convicção do nosso valor. O ano passado a equipa também não estava tão bem. Mas a história vai repetir-se e o Benfica vai ser novamente campeão"

Jorge Jesus à BenficaTV

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Reforços 2010/11 - Rodrigo

Depois dos já apresentados Fábio Faria, Jara, Gaitán e Roberto, hoje é a vez de fazer o BI futebolístico da até agora última contratação do Benfica: o avançado hispano-brasileiro Rodrigo.


Nascido no Brasil, Rodrigo viajou para Espanha muito jovem (é sobrinho do antigo internacional brasileiro Mazinho, campeão do Mundo em 1994 e que jogou alguns anos em Espanha). Com apenas 17 anos estreou-se pela equipa B do Celta de Vigo em 08/09, na II Divisão B espanhola. A equipa acabou o campeonato em 5º lugar e o jogador deu de tal modo nas vistas que foi contratado pelo Real Madrid, com o intuito inicial de rodar na equipa júnior merengue.


O talento, contudo, não passava despercebido a ninguém, e depressa o jovem avançado ascendeu de patamar. Primeiro passou para o Real Madrid C, que compete na III Divisão espanhola, e logo depois estreou-se pela equipa B dos merengues, denominada Castilla, novamente na II B. Segundo a Wikipédia, o jogador realizou 4 jogos (e 1 golo) na equipa C e 18 jogos e 6 golos na B.


Rodrigo é presença assídua nas selecções jovens de Espanha. Esteve, inclusive, no último Europeu de sub-19, que a Roja perdeu apenas na final frente à França (jogo onde o avançado marcou um dos 2 golos que apontou no torneio). Foi, aliás, por ter estado presente nesse torneio que Rodrigo não realizou a pré-temporada com a principal equipa do Real Madrid, como era desejo de José Mourinho, que nele via muitas qualidades. Ao todo, o avançado tem 10 jogos e 6 golos na selecção espanhola de sub-19.


Rodrigo é um avançado muito móvel, podendo actuar como 2º ponta-de-lança ou até mais descaído sobre as alas. Uma espécie de Weldon, Jara ou mesmo Saviola. É um jogador com excelente técnica, veloz e com apurada veia goleadora (atenção ao seu pé esquerdo). Ainda assim, e dadas as demais opções que temos para a mesma posição (em contraste com a escassez de pontas-de-lança propriamente ditos - apenas Cardozo e Kardec), confesso que me custa um pouco a perceber a opção de dar 6 milhões de euros por um miúdo de 19 anos que terá forçosamente de passar por um período de adaptação ao clube e a uma nova realidade. Tem a seu favor o mesmo que todos os jovens têm (tempo para progredir e se adaptar), além da enorme qualidade que tem, mas para uma equipa que tem a ambição de ir longe na Liga dos Campeões, tanta predilecção por contratar jogadores acabados de sair "do berço" de clubes estrangeiros pode acabar por ser prejudicial ao Benfica. Em princípio não, claro está. Veremos se esta nova política de contratações dá os seus frutos. A começar por Jara, Rodrigo e outros que se possam seguir.