domingo, 31 de janeiro de 2010

JVP


Benfica-Guimarães

1 - Guimarães teve atitude muito positiva

Jogar depois de saber que os adversários directos venceram é uma pressão acrescida, mas tanto Benfica como Braga têm reagido bem. No entanto, e apesar de o Benfica ter sido o vencedor, gostaria de começar por dar os parabéns ao Guimarães pela sua atitude. Entrou em campo com uma estratégia bem definida: era notória a preocupação em defender bem, com os jogadores bem posicionados e sempre que possível sair em transições rápidas, por Nuno Assis e Targino, mas com vários jogadores a aparecerem na frente. Repito: teve uma atitude muito positiva e por isso vimos um bom jogo.

2 - Jogar na Luz é um inferno mas o Vitória acreditou

O Benfica tinha mais iniciativa mas o Guimarães, apesar de ter acusado o primeiro golo sofrido, não se intimidou. Hoje em dia, com o estádio sempre com muita gente, jogar na Luz é mesmo um inferno, mas os jogadores do Vitória tinham um tónico psicológico: a vitória na Taça. Saber que num passado recente se ganhou naquele estádio dá confiança, faz acreditar em repetir esse êxito. Só que o Benfica acabou por marcar o segundo numa altura boa, o que tranquilizou a equipa; nove minutos depois chegou ao terceiro, mas o Guimarães nunca se deu por vencido, vendendo cara a derrota.

3 - Cardozo perdulário

Saviola e Cardozo não estiveram nos seus melhores dias, mas, desde que o meio-campo funcione, a dinâmica da equipa disfarça, pois os processos de jogo estão assimilados. Além disso, como o Benfica cria muitas oportunidades, os seus avançados podem dar-se ao luxo de desperdiçar, como sucedeu ontem com Cardozo por várias vezes.

4 - Nuno Assis foi o melhor em campo e Martins voltou a corresponder

Nuno Assis foi o melhor em campo: jogou, fez jogar, marcou um golo e dinamizou muito bem o jogo do Guimarães, num ambiente difícil, numa casa que já foi a sua. Nunca é fácil jogar em situações destas, mas ele esteve em quase todas as jogadas de perigo da sua equipa. Quero também sublinhar a importância de Carlos Martins neste Benfica: não é uma primeira escolha mas tem correspondido sempre que é chamado. Já resolveu vários jogos e quase sempre marca.

5 - O porquê da pressão benfiquista

Além de estar a jogar bem, este Benfica tem uma particularidade muito interessante: como impõe um ritmo forte, pressiona e intimida os adversários com o objectivo de recuperar rapidamente a bola, especialmente nos jogos em casa. À excepção de Cardozo, não há jogadores fixos, o que baralha os adversários e obriga-os a recuar e a ter alguém para as dobras. Ora isso faz com que sobre sempre um jogador do Benfica para ganhar as segundas bolas, daí resultando a pressão constante que exerce. Para sobreviver a um futebol assim, é preciso uma equipa com experiência, forte personalidade e que não se deixe intimidar. O Guimarães não conseguiu mas deixou uma imagem positiva.

Benfica 3 - 1 Vitória de Guimarães - 17ª Jornada 09/10

A caminhada triunfal do Benfica continua. Depois de uma semana fértil em falatórios e casos extra-futebol, o Benfica voltou a demonstrar, no campo, que é onde melhor se argumenta no futebol, que tem a melhor equipa do campeonato, que pratica o melhor futebol, que possui um ataque demolidor, mas acima de tudo um conjunto fortíssimo, capaz de aguentar todas as adversidades. A jogar assim, nem com todos os andores do mundo (bem presentes no jogo Nacional-Porto) nos poderão parar, pois é impossível parar o bom futebol.


O jogo começou com um Benfica moderado, a tentar surpreender um Vitória de Guimarães bem montado, como sempre, e a jogar no erro dos encarnados, mas sempre com uma postura ofensiva que é de aplaudir. O Vitória de Paulo Sérgio é a antítese da equipa que joga com o autocarro e isso só beneficia o espectáculo. De forma um pouco surpreendente, pois o jogo estava morno, o Benfica chegou ao primeiro golo, fruto de uma jogada em que Aimar faz um bom trabalho mas, ao tentar passar para Cardozo, quase borra a pintura, pois o paraguaio estava claramente fora-de-jogo. No entanto, como Moreno se encarregou de cortar o lance e "devolver" a bola a Aimar, isolando-o, o argentino ficou na cara de Nilson e, contrariamente ao que costuma fazer (falhar), desta vez teve a calma suficiente para, com muita classe, bater o guarda-redes do Vitória, fazendo o primeiro do jogo (Aimar que, diga-se, voltou hoje a ser o Aimar do início da época, depois de alguns jogos em que foi uma sombra de si mesmo).


Quanto tudo parecia encaminhado, o Vitória cresceu, apoiado no talento enorme (e mais uma vez comprovado) de Nuno Assis, um jogador de grande qualidade e completamente desaproveitado no Benfica (e na selecção). Para mim, foi ele o melhor em campo do Vitória, é o melhor jogador da equipa (de longe) e teria lugar em qualquer equipa do nosso campeonato, incluindo o Benfica, assim como no Mundial pela selecção. Mas tudo isso já eu defendo há muitos anos e muitas vezes aqui no blog (aqui, aqui, aqui e aqui). O lance do golo é muito bom, destacando-se também o excelente passe de João Alves a isolar o Rato Atómico.


Mas a grande diferença (ou uma delas) deste Benfica para o das épocas anteriores é a de que esta equipa não dá a sensação de ir sofrer um golo a cada momento, e quando sofre fica sempre a impressão de que acabará por voltar a marcar e neutralizar o golo sofrido. Eu tenho sentido isso esta época, pela primeira vez na vida. Esta é a verdade. E é o que se verifica no campo. O Benfica foi construindo as suas oportunidades, foi atacando e acabou por chegar ao segundo golo num belo lance desenhado pelo ataque e concluído de forma irrepreensível por Carlos Martins. O mesmo Carlos Martins encarregar-se-ia, minutos depois, de marcar um golo monumental, de levantar um estádio, mostrando o grande jogador que é (ou que poderia ter sido). Não fosse o caos que é aquela cabecinha. Cabecinha essa que lhe voltou a falhar momentos depois, ao ver o segundo amarelo infantilmente, falhando assim o próximo jogo, numa altura em que vinha marcando o seu lugar na equipa, ora a 10, ora a interior direito. Até ao fim do jogo, destaque para o golo falhado de forma incrível por Cardozo (onde anda o goleador da primeira volta?) e para o grande remate de Éder Luís, desviado por Nilson para a trave. Acho que temos jogador.

E assim, com mais uma vitória absolutamente inquestionável, conseguida de forma leal perante um adversário muito bom, o Benfica continua no segundo lugar, com os mesmos pontos do surpreendente Braga, e mantém a distância pontual de 6 pontos para a equipa dirigida por corruptos, que, como se viu no seu jogo na Choupana, continuam activos e a comandar o nosso futebol. O seu azar é que o Benfica, esta época, destrói no campo todos os esquemas que se possam montar. Quanto aos adeptos encarnados que estão com medo do Braga, só posso dizer isto: não tenham. Porque o Braga, daqui a 3 jornadas, vai ao Dragão, e 4 jornadas depois vai à Luz. Como me parece que perderá estes 2 jogos, ficará à 24ª jornada arredado totalmente desta luta. Até porque, ao ver que não conseguirá afastar o Benfica da luta, o Porto vai ter de mexer os cordelinhos para ficar, pelo menos, em 2º, de modo a não perder os milhões da Champions, o que equivale a dizer que será o Braga a pagar as favas. A ver vamos. Já o Benfica receberá, já na próxima quarta-feira, a União de Leiria, em jogo antecipado da 20ª jornada, e espero obviamente que a vitória seja conseguida para, ainda que com um jogo a mais, nos vamos já habituando ao primeiro lugar, que não mais largaremos até ao fim da temporada. Já só faltam 13 jornadas. Rumo ao 32º!

PS: Vermelhusco, a equipa fez o que tinhas pedido aqui.

O resumo do jogo, aqui:

sábado, 30 de janeiro de 2010

Sondagem 4 - Resultado

Terminada a quarta sondagem do Gloriosa Chama Imensa, podemos constatar que a opinião dos leitores é unânime: à pergunta Qual vai ser a próxima transferência milionária do Benfica, votaram 10 leitores... e os 10 votaram em Di María. Parece-me óbvio constatar que afinal, as cobras e lagartos que se dizem da imprensa por vezes são infundadas, já que Di María é o elemento do Benfica mais constantemente alvo de notícias sobre possíveis interesses de clubes poderosos a nível mundial, e afinal os leitores são da mesma opinião.


A minha opinião é exactamente a mesma. Di María será, no final da época, um dos jogadores a ser vendido, pois, além de estar a realizar uma grande temporada, que o tem valorizado imenso, estará no Mundial e quem sabe como se sairá, o que aguçará ainda mais a cobiça dos tubarões europeus. Se sair por 40 milhões de euros, é uma venda fantástica. No entanto, penso que não será o único. Como podemos ver, o Benfica está a contratar avançados em barda (na próxima época, para já, teremos Saviola, Cardozo, Kardec, Éder Luís, Jara, Nuno Gomes, Weldon + Mantorras, e ainda os emprestados Marcel, Makukula e Nélson Oliveira para recolocar, já para não falar do Keirrison, que veio emprestado por dois anos) e isso leva-me a crer que Cardozo também estará na montra para ser vendido. A ver vamos.
Saia quem sair, o que interessa é que o Benfica faça um grande encaixe financeiro e se reforce ainda com um jogador melhor do que o(s) que sair(em).

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Excelente crónica...


... de alguém que, quando escreve por verdadeiras boas razões e não para falar mal do Benfica, até o faz muito bem.

Soube pela imprensa que Pinto da Costa tenciona processar-me.
Anunciou-o numa cerimónia do FCP em que também agraciou Bruno Alves com um prémio.
Portanto, queixa-se por eu lhe pisar os calos, ao mesmo tempo que louva um jogador que tem por hábito pisar rótulas.
Deve ser a isto que chamam a ironia de Pinto da Costa. Segundo os jornais, tem que ver com a minha crónica de há quinze dias, onde ficcionei uma escuta no futuro, entre PC e um árbitro.
Confesso que acho estranho: Pinto da Costa esforçou-se tanto para que as escutas verdadeiras não fossem admitidas em tribunal, mas agora quer que o mesmo tribunal aprecie uma escuta inventada por mim.
Realmente, tinha graça que as escutas verdadeiras fossem nulas em tribunal mas as inventadas fossem aceites. Querem ver que a única pessoa condenada por causa de uma escuta relativa ao Apito Dourado ainda vou ser eu?

Diz Pinto da Costa que faltei ao respeito a um clube centenário. O que nem é muito rigoroso: o FCP é um clube bicentenário, já que festejou um centenário em 1993 e outro em 2006. Parece que o mal é eu ter falado na versão da Carolina Salgado. Portanto, se eu me inspirasse antes na versão oficial de Pinto da Costa e de Augusto Duarte, estaria tudo bem.
Para quem não se lembra, essa versão é a seguinte: dois dias antes de um jogo importante para as aspirações do Porto, Pinto da Costa recebe em casa o árbitro que o vai apitar, Augusto Duarte. Diz que a visita é inesperada. As escutas desmentem-no. Diz que a visita não se cruzou com Carolina Salgado.
A visita desmente-o. Árbitro pede a Pinto da Costa favor relativo a seu pai, uma vez que Pinto da Costa tem influência sobre o presidente do Conselho de Arbitragem, superior hierárquico do pai (membro do Conselho de Arbitragem, entretanto condenado noutro processo de corrupção desportiva).
Dois dias depois, o árbitro erra a favor do Porto, não expulsando um jogador aos 15 minutos de jogo. O Porto acaba por se sagrar campeão na jornada seguinte, podendo descansar jogadores para a meia-final da Champions. A justiça desportiva condena o Porto. O Porto não recorre. De facto, esta versão é insuspeita. Só não se sabe é se Pinto da Costa chegou a fazer o tal favor ao árbitro.

Se o processo avançar, fico então à espera que alguém me avise com antecedência, para eu me pisgar para a Galiza. Parece que é assim que se faz nestes casos. No fim, enviarei a conta dos advogados para o FCP. Pode ser que paguem por engano, como pagaram a viagem ao Brasil de José Amorim e família. Aliás, árbitro Carlos Calheiros e família.

Até agora, só por ter trocado alguns mails com os meus advogados, já gastei serviços jurídicos no valor de 2 árbitros e meio. Em preços actuais, não os da tabela antiga, do Juiz Mortágua. Sobre o que disse nestas crónicas, cá estarei para dar a cara. Como o guarda-redes da União de Leiria.

Por Zé Diogo Quintela, in A Bola

Pedro Ribeiro

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Benfica All Stars 3 - 3 Zidane, Ronaldo e Amigos - Jogo contra a pobreza

Só hoje escrevo sobre o acontecimento de segunda-feira, pela simples razão de que estive lá presente mas queria rever tudo na televisão e só hoje o consegui.

E o que tenho para dizer sobre esse dia é apenas isto: grandioso. Nunca me esquecerei do momento em que pude estar numa conferência de imprensa com Eusébio, Rui Costa, Zidane e Kaká. Nunca me esquecerei de ver as equipas entrar no relvado, com todas aquelas estrelas do presente e do passado. Nunca me esquecerei de ver as suas caras espantadas ao ver a nossa águia a voar no alto do estádio. Nunca me esquecerei que tive o privilégio de ver jogadores de verdadeira classe no relvado do estádio da Luz. Sobre o jogo, dizer apenas que foi uma grande festa e que Nuno Gomes bisou, a passe do jogador mais genial do Benfica dos últimos anos: Miccoli. De resto, Éder Luís marcou o terceiro do Benfica. Para os internacionais, Kaká, Robert Pires e Buthia fizeram os tentos.



Não me esquecerei nunca dos nomes que abrilhantaram esta festa. Estes jogadores ficarão para sempre gravados na minha memória.

São eles: do lado do Benfica All Stars:

Quim (o actual guardião)

Neno (cujas defesas e estilo na baliza bem recordo)

Moreira (apesar de tudo, um bom guarda-redes)

Miguel (com cuja presença no evento não concordo, mas dá-se um desconto por ter sido um dos obreiros do último título)

Abel Xavier (nunca foi um grande jogador, mas desde que se chama Faisal tinha de fazer parte da festa!)

António Veloso (um senhor da nossa história)

Abel Silva (prometeu muito, mostrou muito pouco mas é produto das nossas escolas)

Minervino Pietra (fantástico lateral)

Humberto Coelho (a par do falecido Germano, o melhor central português de sempre do Benfica)

Luisão (o actual (sub)capitão da equipa)

Mozer (dos melhores centrais que vi jogar no clube)

Miguel Vítor (do actual plantel, um jogador com muito potencial)

Hélder (nunca foi um portento, mas era um bom central e sentia a camisola)

Pedro Valido (nunca prometeu muito, e não mostrou rigorosamente nada enquanto sénior, mas é produto das escolas)

Paulo Madeira (não foi craque, é mal-amado pela grande maioria dos adeptos, mas fez muitos anos com a nossa camisola e foi capitão)

Dimas (a seguir a Leo, o melhor lateral esquerdo dos últimos 15 anos do Benfica)

Stefan Schwarz (melhor que Dimas, foi o dono do lugar nos anos imediatamente antes)

Katsouranis (um dos últimos trincos da equipa, deixou saudades, se bem que Javi García tem sido um substituto bem à altura)

Shéu Han (um histórico da equipa, que mostrou ainda estar em forma, pese a idade)

Manuel Fernandes (vide Miguel)

Vítor Paneira (um dos históricos escorraçados por Artur Jorge, tinha futebol para ter jogado toda a carreira na Luz)

Ramires (pode vir a ser um caso sério do futebol mundial)

Karel Poborsky (simplesmente o melhor extremo que vi jogar na Luz, muita saudade deixou)

Karagounis (pessoalmente, deixou-me mais saudades que Katsouranis. Karagounis tinha um futebol diferente de tudo o que já vi, mas que resultava perfeitamente)

Fernando Chalana (já não o vi jogar, apenas em vídeos, e a sua alcunha diz tudo: "O Pequeno Genial")

Rui Costa (o Maestro. Dos melhores nº 10 da história do clube)

Valdo (vem logo a seguir a Rui Costa na hierarquia)

Éder Luís (espero que venha a fazer história no Benfica. Um golo na Luz já marcou...)

Fabrizio Miccoli (o jogador mais genial da última década do Benfica. Ainda dava muito jeito hoje)

Nuno Gomes (actual capitão, continua a ser goleador - quando lhe deixam...)


Saviola
(a par de Miccoli, o melhor avançado que vi no Benfica nos últimos 10 anos)

Óscar Cardozo (goleador por excelência)

Rui Águas (vide Cardozo)

Nené (o jogador que mais jogos fez com a camisola do Benfica e dos que mais golos marcou. Um histórico)

Mats Magnusson (apesar das figuras que fez neste jogo e do actual tamanho da barriga, foi um grande goleador que passou pela Luz)

Treinadores: o passado e o presente, juntos, no que espero ter sido uma espécie de presságio para o resto do consulado de Jorge Jesus no Benfica - dois treinadores vitoriosos e que fazem (e farão) parte da história do nosso Glorioso - Jorge Jesus e Toni

Do lado da equipa Zidane, Ronaldo e amigos:

Fabien Barthez
(um louco, que fazia defesas impossíveis)

Luciano da Silva (não o conhecia, mas mostrou qualidades)

Jens Lehmann (vide Barthez, se bem que nunca foi tão bom quanto o francês)

Daniel Alves
(o melhor lateral direito do mundo actualmente, a par de Maicon)

Lucas Radebe (um histórico da África do Sul e do Leeds United)

Alfredo Esteves (não o conhecia, mas ao que parece é dos melhores de sempre de Timor; chegou a participar na subida do Aves à primeira liga, em 2005/06)

Fernando Couto (apesar de associado a episódios negros da história do Porto, tornou-se um central de classe mundial depois de sair de Portugal)

Rafael Márquez (dos melhores jogadores mexicanos de sempre)

Fernando Hierro (nos cinco melhores jogadores espanhóis da história, e, sendo central, é o segundo melhor marcador da história da selecção, só ultrapassado por Raúl)

Digão (irmão de Kaká, ainda tem margem para progredir no futuro)

Graeme Le Saux (internacional inglês, presente em vários mundiais e europeus, um nome muito respeitado em Inglaterra)

Edgar Davids (dos melhores médios-centro que vi jogar: e continua a ser um grande jogador)

Phillip Cocu (capitão da selecção holandesa em vários mundiais e europeus, fez parte de uma grande equipa do Barcelona)

George Popescu (dos melhores de sempre da história da Roménia)

Anatoly Tymoschuk (um dos melhores médios-centro mundiais)

Jean Sony
(presente por ser haitiano, é internacional do seu país e joga no Leixões)

Kaká
(dos melhores do mundo desde 2004)

Zinedine Zidane (dos melhores de sempre do futebol mundial. Uma palavra apenas: classe)


Michael Laudrup
(vide Zidane, embora nunca tenha tido a devida notoriedade: que jogador. O melhor dinamarquês de sempre)


Figo
(dos melhores portugueses de sempre)

Nedved (não andarei muito longe se disser que foi o melhor jogador checo da história)

Amer (promissor médio dos Emirados Árabes Unidos, pode ter muito futuro)

Baichung Buthia (o melhor de sempre da Índia)

Robert Pires (foi grandíssimo no início dos anos 2000, com exibições de sonho no Arsenal. É benfiquista de coração)


Gheorge Hagi
(o melhor romeno de sempre. Era dos meus ídolos na infância)

Thierry Henry (que jogador. Uma autêntica força da natureza e, ao mesmo tempo, um portento de técnica)


Pauleta
(o melhor marcador de sempre da selecção portuguesa)

Patrick Kluivert (foi, durante uns sete anos, dos melhores pontas-de-lança do mundo)

Ivica Olic (avançado do Bayern de Munique, sempre me pareceu pior do que dizem que é, mas enfim)

Christophe Dugarry (internacional francês, campeão do mundo e da Europa)

Akwá (símbolo de Angola, chegou a jogar pelo Benfica, pelo que até poderia estar do outro lado - fez mais jogos com a nossa camisola que Valido, por exemplo)

Treinadores: o oposto um do outro. Van Gaal é um treinador ganhador - conquistou títulos em quase todos os clubes que já treinou. José Peseiro é o oposto. Benfiquista de coração, só teve sucesso no Nacional. De lá para cá, soma falhanços atrás de falhanços. É pena, porque tem uma bela filosofia de jogo. Falha nas decisões que tem de tomar no decorrer dos jogos.

Dos árbitros que estiveram no encontro, os portugueses não vou comentar, pelas razões que se conhecem. Quanto a Pierluigi Collina, é apenas e só o melhor árbitro de sempre.

PS: Duas notas: além dos indesejados Miguel e Manuel Fernandes, faltaram muitas outras estrelas na equipa do Benfica, claro, mas estas duas ter-me-iam feito exultar de alegria caso tivessem participado. Não estiveram presentes, pois não foram convidados, o que é, de certa forma, uma mancha na festa. Falo de Izaías (que grande jogador) e, obviamente, João Vieira Pinto, o maior símbolo do Benfica dos últimos 20 anos.

PS2: Simão e Peterson também estiveram presentes e, embora não pudessem jogar, merecem distinção. Simão por se ter tornado um símbolo do Benfica, e Peterson porque, a exemplo de Sony, é um jovem haitiano do Braga que está lesionado há vários meses. Os meus desejos de que recupere rapidamente.

PS3: Obviamente, não esqueci o que se comemorou no dia 25. Os meus parabéns ao melhor jogador português de sempre, o grande Eusébio, que tive o prazer de ver bem ao meu lado nesse dia. Não lhe consegui apertar a mão e dar os parabéns, mas chegou-me estar ao seu lado.



Por outro lado, fez seis anos que Miklos Fehér morreu. Teria agora 30 anos. Lembro-me como se fosse ontem desse dia. Um jogador que até nem tinha ainda lugar no coração dos benfiquistas e que poderia ser dispensado no final dessa época. Talvez o destino quisesse mesmo que ele ficasse na nossa história, por uma razão ou por outra. Descansa em paz, Miki.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Taça da Liga - Sorteio



Saiu hoje o sorteio das meias-finais da taça da Liga. Como referi neste post, este era um dos desfechos que preferia, se bem que me fosse até algo indiferente quem iria sair em sorte. A competição é para ganhar, como todas as competições oficiais, já o defendi aqui dezenas de vezes. Só a vencer todos os jogos e todas as competições é que o Benfica voltará a honrar o seu glorioso historial e os históricos pergaminhos da equipa. Eu acredito que eliminaremos o Sporting, mesmo no seu estádio. E na final, cá estaremos para comentar a estrondosa vitória sobre o clube assumidamente corrupto. Rumo à 2ª taça da Liga do historial!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

RAP



Subtilezas do Futebol Português

Há antijogo bom e antijogo mau. Pela segunda jornada consecutiva, um adversário do Porto é expulso por mão na bola sem ter tocado com a mão na bola. Julgo que se trata de uma estratégia para prejudicar o Porto. O tempo que se perde a assinalar uma falta que não existe, a expulsar um jogador que não merece ser expulso e a esperar que ele saia de campo enquanto tenta fazer ver a toda a gente que o que acaba de acontecer é uma vergonha, são minutos preciosos que o Porto não pode aplicar a marcar golos com a mão. É certo que, na primeira parte, o Porto marcou um golo que foi mal invalidado. Falcao, que ironicamente dessa vez até optou por marcar com o pé, estava em jogo. Mas, ainda assim, não tão em jogo como estava o jogador do Paços no último minuto do Paços de Ferreira-Porto da primeira jornada, quando se isolou à frente do guarda-redes.

Há ilegalidades boas e ilegalidades más. As escutas, as nunca desmentidas escutas, foram agora colocadas no YouTube — facto que, como é evidente, vai levantar muitas e importantes questões. A quem interessa que tenham aparecido? Que leis viola a sua publicação? Quem as publicou? Porquê agora? Porquê no YouTube? Porquê cerca das dez da noite? Porquê com legendas brancas sobre fundo negro? Enfim, vai discutir-se tudo sobre as escutas. Tudo menos o que lá é dito, bem entendido. Há sempre quem tenha a caridade de nos explicar que isso é um pormenor que não interessa nada. Pela minha parte, tenho a certeza de que se trata de mais uma urdidura centralista e critico sobretudo o YouTube: um sítio que proíbe a divulgação de pornografia mas não coloca objecções à difusão de obscenidade moral não merece respeito. A outra obscenidade vale muito mais a pena. Se o incidente tiver alguma consequência, que seja nas escolhas literárias de Pinto da Costa. O presidente do Porto declama José Régio sempre que pode. Mas os diálogos que interpreta nas escutas também são muito ricos. Podia passar a declamá-los nas festas, em substituição do Régio. Em vez do Cântico Negro, passa a declamar o Cântico ao Homem Que Veste de Negro. Em vez do verso «Não vou por aí!», o também bonito «Não vá por aí, que a minha casa fica na segunda à direita, depois da rotunda». É tudo tão subtil, tão cheio de subentendidos... Que faz um árbitro que quer ir a casa de um dirigente desportivo pedir-lhe que preste aconselhamento matrimonial ao pai? Primeiro, não pede para ir lá a casa, nunca fala no pai, não diz uma palavra sobre aconselhamento matrimonial, e jamais refere o nome do dirigente. É contactado por um empresário e combinam um encontro com um engenheiro máximo que é gerente de caixa. Que faz um dirigente que é surpreendido pela visita de um árbitro? Combina a visita com um intermediário, com alguns dias de antecedência, e fornece indicações sobre o melhor caminho para chegar a sua casa — a mesma em que vai ser surpreendido. Depois da publicação em jornal e na Internet, aguardo a edição destes diálogos em livro. O tribunal não liga nenhuma às escutas, mas o público interessa-se muito por elas.

Há milhões suspeitos e milhões insuspeitos. Quando Benfica e Sporting começaram a fazer contratações de Inverno, Pinto da Costa disse que o seu clube não contrataria ninguém porque no Porto não havia petróleo. Duas semanas depois, o Porto contratou Rúben Micael. Antigamente, era preciso perfurar o solo para encontrar petróleo. Agora, basta empatar em casa com o Paços de Ferreira. Deve ser uma tecnologia nova. Se o Paços quiser fazer o favor de vir empatar ao meu quintal, eu agradeço.

Há violência boa e violência má. Os elementos da equipa do Porto vão para o balneário e agridem seguranças. Os elementos da equipa do Sporting vão para o balneário e agridem-se uns aos outros. Trata-se do tipo de agressão que prefiro. É o lado bonito da violência — e Sá Pinto sempre foi o melhor a mostrá-lo. É um homem que, antes de ser director desportivo do Sporting, fez um curso de direcção desportiva. Chegou dez minutos atrasado à primeira aula, e perdeu aquela parte em que o professor explica: «Bom, isto nem é preciso dizer, mas evitem agredir o melhor jogador da vossa equipa. É a regra básica de um dirigente. Pronto, vamos então começar a dar matéria mais complicada…» Enfim, o destino prega partidas destas. Liedson recuperou de uma lesão em tempo recorde e, nos primeiros 20 minutos que jogou, marcou dois golos. Sá Pinto decidiu premiá-lo com dois bananos nas ventas. Hélder Postiga deve ter suspirado de alívio por não marcar golos desde o Paleolítico Inferior. Apesar de tudo, não concordo que a escolha de Sá Pinto para aquele lugar tenha sido disparatada. Sá Pinto tem perfil para dirigente. Infelizmente, é para dirigente do Porto.

Por Ricardo Araújo Pereira, 23 de Janeiro de 2010 in Jornal A Bola

Rio Ave 1 - 2 Benfica - 3ª Jornada Taça da Liga 09/10

E tudo voltou a ser como dantes. Ou seja, o Benfica voltou a apresentar um futebol mais consentâneo com o que fez durante a primeira fase da época, embora sem ser o rolo compressor que goleava em todos os campos, e a arbitragem voltou a ser prejudicial, mas a equipa foi superior e venceu, com toda a justiça, um jogo difícil, num campo muito complicado por natureza, e ainda mais este ano, em que o Rio Ave se tem exibido a um plano muito bom, como ainda há poucas semanas pudemos ver quando os defrontámos para o campeonato. Aí, só Saviola fez tremer a rede. Desta vez, Carlos Martins e Di María merecem os louros. Mas talvez não sejam os únicos...



A figura do jogo foi Cardozo. O paraguaio, apesar do golo marcado de penalty ao Marítimo, anda arredado dos golos desde a recepção à Académica, em que conseguiu um hat-trick, mas parece ter ganho mais maturidade e inteligência a nível táctico. Em Vila do Conde, num jogo em que a dupla argentina Aimar-Saviola não existiu, foi o paraguaio o armador de jogo da equipa. Depois de uma primeira parte que nada deu de relevante ao jogo, na segunda o Benfica entrou de rompante, à semelhança do que havia acontecido no jogo para o campeonato, com vontade de arrumar as contas do encontro e do grupo. E marcou logo aos 49 minutos, por intermédio de Carlos Martins, a passe de Cardozo. Foi um grande golo do médio português, mais um. Carlos Martins é um belíssimo jogador, que só peca por ser tão inconstante. Tinha potencial para ser dos melhores médios portugueses, mas psicologicamente tem muitas falhas. É pena.



Depois veio o lance que me pôs fora de mim. Eu sei que não foi falta, David Luiz faz um corte limpíssimo, mas a verdade é que só há uma palavra que possa descrever aquela acção naquele momento: burrice. Sabendo da pressão que existe actualmente em cima dos árbitros para os jogos do Benfica, sabendo da pressão que existe sobre ele próprio e a (pseudo) dureza a mais que utiliza nalguns lances, sabendo que há uma campanha a dizer que o Benfica é beneficiadíssimo na taça da Liga, e, já agora, vendo o lance com olhos de ver, era óbvio que nunca poderia entrar daquela maneira àquela bola, não só porque o lance não era de grande perigo (Bruno Gama encaminhava-se para a linha de fundo) mas porque era mais que óbvio que o árbitro ia marcar penalty. Só um jogador que não pensa é que vai cometer uma infantilidade daquelas. Mas, que se há-de fazer? Bruno Gama lá marcou o golo e o Benfica teve de voltar a fazer pela vida. E fez. Em mais um lance magistral de Cardozo (passe fenomenal), Di María fica isolado na cara de Mora e, desta feita, resolve a jogada com muita classe, ele que tantas vezes falha no momento do remate. Aqui não falhou e fez o resultado final do encontro, não sem que antes de terminar, Kardec não tivesse dado um ar da sua graça, com dois remates ao poste na mesma jogada a mostrar que pode ser melhor alternativa a Cardozo que Keirrison. A ver vamos.



No Rio Ave, o melhor elemento foi, de longe, Bruno Gama. Não me parece que seja jogador para um grande (talvez por isso não tenha singrado no Porto, onde, depois de sucessivos empréstimos, foi dispensado), mas, para uma equipa que lute pela Europa, é um belíssimo extremo. Foi o elemento mais esclarecido dos vila-condenses, apesar de Vítor Gomes também ser um excelente jogador.



E assim, sem espinhas, o Benfica garantiu a passagem à fase seguinte da taça da Liga, competição onde é o detentor do troféu. Foi pena não ter conseguido marcar apenas mais um golo, que faria com que fosse o segundo melhor primeiro classificado dos grupos, em vez do Porto, mas a falta de sorte de Kardec e a arbitragem desastrosa não o permitiram. Além do penalty mal assinalado a David Luiz, Cosme Machado não viu uma mão clamorosa de Gaspar na área do Rio Ave nem um derrube a Maxi Pereira, um em cada parte. Mas, apesar disso, o que importa é que o Benfica venceu e continua a convencer, prometendo uma continuação de época muito boa em todas as frentes. Agora, poderá ter de ir aos terrenos de Sporting ou Porto, tendo ainda a hipótese de receber a Académica. Qualquer dos jogos será para vencer, de modo a repetir a presença na final da competição. Confesso que, apesar de por um lado preferir defrontar a Académica na Luz (tarefa mais facilitada), por outro lado teria um gostinho especial em ir a Alvalade ou ao Norte vencer uma dessas duas equipas e apanhar a outra na final. Até podia não ser esse o desfecho, mas quero acreditar que vai ser. Se puder ser no Dragão, melhor ainda. Para os deixar fora da final mais uma vez. Até lá, esperemos o que o sorteio nos reserva. Venha quem vier, o Benfica terá de vencer. A história gloriosa do clube assim o obriga.

O resumo do jogo aqui:

domingo, 24 de janeiro de 2010

Finalmente um post excelente de um sportinguista esclarecido...

... que poderão encontrar aqui.

PS: É bom ver como esse grande clube português continua a elevar bem alto o nome de Portugal pelo mundo fora...

http://www.marca.com/2010/01/22/futbol/futbol_internacional/1264187830.html

sábado, 23 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

JVP



Marítimo-Benfica

1 Jogo equilibrado até ao primeiro golo

Os primeiros 28 minutos, isto é, até ao primeiro golo do Benfica, foram de muito equilíbrio, depois de uma boa entrada em campo do Marítimo, a mostrar que tinha vontade de ganhar o jogo, em que se destacou um remate ao poste de Pitbull. O estado do relvado - apesar de já estar melhor - e a pressão que ambas as equipas exerciam sobre o portador da bola contribuíram para que o encontro se tornasse morno e sem oportunidades, muito táctico e disputado a meio-campo.

2 Cinco minutos que mudaram tudo

A partir do primeiro golo do Benfica, tudo mudou e muito rapidamente. O primeiro golo, por Saviola, deu razão a Jorge Jesus quando diz ter uma equipa muito eficaz. De facto, na primeira oportunidade que teve, o Benfica chegou ao golo! No minuto seguinte, beneficiou da expulsão de Olberdam e viu a sua tarefa facilitada, o que se acentuou poucos minutos depois, com o 0-2. O golo de Maxi Pereira matou o jogo, daí que a minha análise se limite ao período até à primeira expulsão, em que as coisas estavam equilibradas e nenhum jogador estava a destacar-se.

3 Saviola continua a fazer a diferença

Saviola voltou a demonstrar que é o jogador que está melhor no Benfica. O argentino atravessa o momento mais feliz da época e é ele quem resolve a maior parte dos jogos. Cria espaços e marca golos, fazendo a diferença através da inteligência que possui. O golo de ontem é um bom exemplo, pois soube aparecer no espaço vazio na altura certa, beneficiando do facto de a defesa do Marítimo não se ter recolocado, não obstante ter tido tempo para o fazer.

4 Marítimo só queria que o jogo acabasse

Quanto ao Marítimo, e depois do fulgor dos cinco minutos iniciais que atrás referi, a única referência que me merece vai para o sentimento dos nove jogadores que permaneceram em campo: para estes, quanto mais cedo o jogo acabasse, melhor! A verdade é que lutaram, mas nada havia a fazer.

5 Pressão acrescida pela vitória do Braga

Numa luta taco a taco pelo primeiro lugar como têm sido as últimas jornadas do campeonato, para os jogadores do Benfica foi uma pressão acrescida terem sido os últimos a jogar, sabendo de antemão que o Braga tinha ganho, ainda por cima num campo difícil. A Académica está muito melhor do que há uns meses, mostrando muita personalidade. Mas o Braga ganhou de forma justa numa deslocação difícil, colocando pressão sobre o Benfica, que, à partida, também tinha uma saída complicada, como são sempre os jogos na Madeira.

6 Confrontos entre candidatos arriscam-se a ser decisivos

O Braga ganhou aos três grandes na primeira volta e está em igualdade pontual com o Benfica, o que me leva a acreditar que o confronto directo entre os candidatos ao título vai ser muito importante, talvez mesmo decisivo para se decidir o campeão, pois se as coisas continuarem assim as diferenças vão ser mínimas. Aliás, a próxima jornada vai ser muito interessante, uma vez que o Braga vai encontrar um Sporting que está a crescer, mais confiante e que conta novamente com Liedson, ao passo que Nacional e Guimarães também constituirão testes delicados para FC Porto e Benfica, respectivamente.

7 Ainda não é possível avaliar Éder Luís

Um dos reforços de Inverno do Benfica, Éder Luís, já foi utilizado pela segunda vez mas infelizmente ainda não consigo ter uma opinião consistente sobre ele. Preciso de vê-lo jogar mais, pois no primeiro jogo em que participou, em Guimarães, não deu para perceber o que vale por causa do mau estado do relvado. Ontem, apesar de ter entrado com mais de meia hora para jogar, não é possível dizer aquilo que é verdadeiramente pois estava a jogar contra nove.

8 Nuno Gomes: ficar ou sair depende do que pretende para o futuro

Aparentemente, Nuno Gomes encontra-se numa encruzilhada: ficar no Benfica e arriscar-se a continuar a ser muito pouco utilizado ou sair, pensando numa possível presença na sua sexta fase final de uma grande competição, neste caso do Mundial'2010. A decisão depende da perspectiva de vida que ele tem para o futuro. Se aquilo que ele pretende é continuar no Benfica e salvaguardar um lugar, eventualmente de dirigente, aconselho-o a ficar. Se acha que o seu futuro não passa por isso, então o melhor será sair, pois as coisas para ele estão cada vez mais difíceis, tendo em conta a concorrência de Weldon, Cardozo, Saviola, Éder Luís e Kardec.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

RAP

Para desanuviar o clima e porque estou farto de nojices e de falar de criminosos, chegou a hora de rirmos um bocadinho...

Que nojo!

Eu disse no meu último post (este) que não ia falar mais sobre casos extra-futebol, mas isto é grave de mais para deixar passar. Aqui estão algumas das famosas escutas, para quem quiser ouvir (enquanto não forem retiradas do Youtube). Agora digam-me lá se isto não é a maior nojice e não é repugnante!



















Que nojo tinha eu de ser desse clube depois disto!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O último...

... post que farei neste blog sobre coisas extra-futebol. Estou farto e cansado de dar tempo de antena a coisas que me fazem sentir mal. Este é mesmo o último e tem graça por ser humor. Vejam até aos 7 minutos este episódio do Contra-Informação, retirado do blog Céu Encarnado.

http://tv1.rtp.pt/multimedia/index.php?tvprog=1200&arquivo=0

Corrupção, tráfico de influências, compadrio, violência, tudo no seu melhor com esta gente. Vejam e digam-me que sentimentos lhes despertam estas personagens e estas histórias

Depois do post anterior, que exacerba o melhor que há no desporto e no bem que ele pode fazer às pessoas, vi este vídeo, que mais não fez do que me relembrar do mal que tanta gente pode fazer ao desporto. E este documentário não ficou por aqui, tem mais partes, mas que infelizmente não se encontram no Youtube. Assim que conseguir encontrar o resto apresentá-lo-ei aqui sem quaisquer demoras.



Além disto, vão mais três documentos históricos importantíssimos, para que ninguém se esqueça da vergonha e do mal que os dirigentes desse clube têm feito ao futebol e ao desporto em Portugal. Porque sou uma pessoa íntegra e do desporto e dá-me NOJO, REPUGNA-ME que bandidos como esses desvirtuem a verdade desportiva com corrupção, com doping, com tráfico de influências, com crimes, por amor de Deus! Dá-me nojo! Dava tudo para conseguir que essas pessoas fossem presas, mas para sempre, que apodrecessem para sempre na cadeia, que nunca mais pudessem sequer pensar em voltar ao desporto. Nojentos, corruptos, criminosos! Grito-o agora e gritá-lo-ei sempre, todos os dias, até que a voz me doa ou que não possa escrever.

http://gloriosachamaimensa.blogspot.com/2009/11/elucidativo.html

http://vedetadabola.blogspot.com/2008/04/vinte-anos-de-mentira-de-a-z.html

http://otribunaldaluz.blogspot.com/2009/10/fcporto-protegido-pelo-antigo-regime.html

E ainda em relação ao jogo de domingo, para quem ouse contestar a expulsão de Olberdam por protestos, aqui fica um post do Éter, do blog Céu Encarnado, que responde aos vossos grunhidos... perdão, críticas.

"São inúmeras as vozes que já se levantaram, e outras tantas que se irão levantar, para menorizar mais uma goleada do Benfica. Pratos fortes: uma expulsão por palavras dirigidas ao árbitro e a entrada em campo de Di Maria, depois de ter saído lesionado, que dá origem ao lance do penálti e da expulsão de mais um jogador do Marítimo.

Quanto à entrada em campo de Di Maria, é visível que o árbitro lhe dá autorização para entrar do lado esquerdo do ataque do Benfica, enquanto a bola está na posse de um jogador do Marítimo no lado oposto do terreno. Que culpa tem o argentino da imbecilidade do adversário, que decidiu variar de flanco precisamente naquele momento? Quero também recordar que antes deste lance o Benfica já vencia por dois golos de diferença e o adversário tinha um jogador a menos...

Relativamente à expulsão do jogador do Marítimo que defende o tiro de Cardozo, julgo que nem sequer merece comentários, de tal forma o lance é nítido. Quanto a quem acusa Cardozo de ter dito ao árbitro, que se preparava para expulsar Roberto Sousa, que estava enganado e que quem deveria ser expulso era Robson, só podem ser aqueles para quem a verdade no desporto provoca comichão e até alguns vómitos. Para quem vive no meio da fraude, acredito que seja muito difícil ver um jogador do Benfica fazer com que haja verdade dentro do campo.

Para finalizar, vamos à primeira expulsão, em relação à qual muitos se queixam do papel de "virgem ofendida" representado pelo árbitro João Ferreira. Pois bem, recuemos ao dia 23 de Agosto de 2009. No estádio do dragay, o foculporto jogava contra o Nacional, que estava a conseguir anular por completo o ataque corrupto. Eis que, ao minuto 64, o árbitro, de uma assentada, decide expulsar dois jogadores do Nacional: um deles por ter cometido uma grande penalidade muito duvidosa e o outro por protestos resultantes desse mesmo lance.
Sabem quem era esse árbitro? Não, não era o Jorge Sousa... Também não era o Soares Dias... Nem o Rui Costa.
Era mesmo o João Ferreira, o tal que ontem fez de "virgem ofendida". Mas no jogo do dragay já não lhe chamaram isso, pois não? Aí já aplicou muito bem as leis, não foi? E o jogador do Nacional aí já deve ter dito uns palavrões muito feios, não deve?

Por mais que tentem desvirtuar, adulterar ou esconder factos, fiquem sabendo que os benfiquistas não têm memória curta como vocês, bando de labregos!"

Este é o post do Éter que penso que responde às vossas questões.

E agora, como diria um célebre senhor que muito estimo e prezo...



E esta será, de ontem até final da época, a minha mensagem para todos vós que destilam ódio ao Benfica.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Documentário que passou na ESPN (canal desportivo norte-americano) que mostra o que é ser benfiquista

Sei que este documentário já foi divulgado por muitos blogs benfiquistas há um par de meses, mas nessa altura não o consegui postar aqui, por dificuldades técnicas. Agora, via o blog Força Encarnada, finalmente consigo fazê-lo. Aqui está. Isto é ser benfiquista.


Ser Benfiquista _ Parte 1


Ser Benfiquista_Parte 2


Ser Benfiquista_Parte 3


Chorei ao ver este documentário. Confesso que, apesar de ser uma pessoa que se emociona quando tem de ser, raramente choro. E este documentário, que mostra de forma tão genuína, tão real, o que é ser benfiquista, o que se sente por este clube, é inexplicável a sensação que se tem depois de o ver, sozinho em casa, e a vontade com que fico de que este ano volte a haver uma explosão de alegria assim, para que eu possa festejar como há 5 anos. Na altura em Tavira, agora em Lisboa, na altura um adolescente de 16 anos, agora um jornalista com 21 (e já agora, rezo a todos os santos para não estar a trabalhar nesse dia e poder festejar a conquista de mais um campeonato pelo nosso glorioso!), mas sempre com o mesmo fervor, a mesma emoção, a mesma garra, alegria, orgulho, prazer, de ter na alma esta chama imensa, que faz mover montanhas, que põe as pessoas a chorar de emoção, de orgulho numa causa comum, uma causa que nasceu como um clube de bairro, do povo, mas que se transformou num símbolo deste nosso maravilhoso país que é Portugal, país que adoro, como adoro este clube grande e grandioso. Um clube de glória, clube do meu coração, cuja devoção me foi transmitida pelo meu pai e a quem sempre estarei grato, pois entre os valores que sempre me transmitiu, um deles foi este, o de ser uma pessoa humilde, íntegra, lutar pelos meus objectivos com honestidade, com transparência, com trabalho, com sangue, suor e lágrimas, se preciso for, com verdade, e com amor por uma causa, por uma crença. E são todos esses valores em que me revejo e que encontro no Benfica. Em toda a sua história esplendorosa, são estes valores que me fazem gritar bem alto o nome do meu clube, o clube do meu coração, que me faz ficar derrotado, deprimido quando perde, mas que me enche a alma quando ganha. Que me deixa sem palavras ao recordar grandes nomes, ao recordar Eusébio, o Pantera Negra, símbolo maior do desporto em Portugal, ao recordar o fundador deste clube, Cosme Damião. Ao recordar tantos outros nomes que seria injusto em não os poder pôr a todos aqui. Mas todos estão gravados nas nossas memórias, nas memórias daqueles que cresceram a ver e ouvir as suas façanhas aqui e além-fronteiras.

Para todos eles,

Bem hajam! E o meu muito obrigado!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Marítimo 0 - 5 Benfica - 16ª Jornada 09/10

E voltámos às goleadas. Depois de 4 (apenas 4) jornadas decorridas desde a última (4-0, em casa, à Académica), o Benfica voltou a fazer uma exibição a meio gás, continuando longe do fulgor demonstrado nas primeiras jornadas. No entanto, essa atitude fulgurante dá agora lugar a um calculismo moderado, que tem dado para somar os 3 pontos, bem à imagem do futebol apresentado da última vez que fomos campeões. À Trapattoni. Num jogo sem casos, tal o acerto de todas as decisões do árbitro, só foi pena Olberdam ter estragado o jogo, pois a sua atitude irreflectida amputou a sua equipa da luta pela vitória. Paciência.


O jogo tem claramente um antes e um pós-expulsão de Olberdam. Antes, o Marítimo foi melhor, mas o Benfica, à primeira oportunidade de golo, marcou. Numa jogada de insistência, mérito para Cardozo, que nunca desistiu e ainda fez uma assistência belíssima para Saviola (quem mais?) abrir o marcador. Depois veio a expulsão absolutamente infantil de Olberdam e o jogo acabou aí, pelo menos no que à sua emotividade diz respeito.


O Benfica chegaria ao segundo pouco depois, numa jogada magistral de Di María, que ofereceu o golo a Maxi Pereira.


O terceiro golo voltou a nascer de uma jogada de Di María, que assistiu Cardozo. O paraguaio falhou na recepção, mas acabou por atirar bem colocado para a defesa de... Robson. Exacto, Robson é central e defendeu com o braço esquerdo. Resultado? Foi muito bem expulso e penalty indiscutível, que o mesmo Cardozo se encarregou de converter em golo, fazendo o seu 15º no campeonato.


Na segunda parte, mais do mesmo. Uma equipa destroçada, a jogar com 9, pouco mais podia fazer a não ser tentar alguns tímidos contra-ataques (sempre pelos ex-benfiquistas - e muito bons jogadores - Paulo Jorge e Manu). O Benfica manteve o ritmo pasteloso mas eficaz, parecendo claro que bastava acelerar um pouco para o Marítimo fraquejar. E foi o que aconteceu no 4º golo, fruto de uma jogada à linha, com cruzamento atrasado e Roberto Sousa a fazer auto-golo.
O jogo não acabaria sem o Benfica chegar ao 5º, por intermédio de Luisão. Como se pode ver perfeitamente nas imagens, não há qualquer falta, pois o brasileiro nem toca em Peçanha, que saiu totalmente em falso da baliza.


Do lado do Marítimo, o menos mau foi Manu (ex-benfiquista), com algumas boas arrancadas a colocar a defesa do Benfica em sentido, mas sem qualquer expressão na hora de finalizar.

Um jogo que era, à partida, muito difícil, mas que a expulsão estúpida de Olberdam transformou num jogo sem história. O Benfica venceu bem, sem margem para dúvidas nem reclamações, ainda que os responsáveis do Marítimo protestem, ninguém sabe bem do quê. E para todos os anti que estúpida e falsamente afirmam que o Marítimo foi roubadíssimo e mais não sei o quê, desafio-os a virem aqui dizer-me claramente onde é que o Benfica foi beneficiado neste jogo. Como não quero ser mal-educado no meu blog, digo apenas: façam-se minhas as palavras de Maradona...



E que o façam devagarinho, bem devagarinho, para durar mais e saber melhor.

O resumo do jogo aqui:

RAP



Mudam os túneis mas a tanga é a mesma

AINDA ninguém sabe o que mostram as imagens do túnel da Luz, mas os portistas já decretaram que as provocações são «indiscutíveis». Pronto, está decidido. A Liga que tome nota e as imagens que se arranjem lá como quiserem: é bom que mostrem provocações, caso contrário estarão a alinhar no centralismo. Todos sabemos que as imagens de vídeo, quando querem, conseguem ser muito centralistas. Enfim, só quem não se lembra das escutas, das nunca desmentidas escutas, pode estranhar esta insistência portista nas provocações. Como o leitor decerto saberá, esta não é a primeira vez que a equipa do Porto causa tumulto num túnel de Lisboa. Em Junho de 2004, por exemplo, a Comissão Disciplinar da Liga de Clubes deu como provado que, no final de certo Sporting-Porto, que acabou empatado, o treinador do Porto rasgou uma camisola do Sporting e desejou que Rui Jorge tivesse morrido em campo. A história é conhecida: no fim do jogo, Paulinho, roupeiro do Sporting, foi ao balneário do Porto tentar trocar uma camisola do Rui Jorge pela do Vítor Baía. O treinador portista, sem ser provocado por qualquer steward, esfarrapou a camisola e formulou o ternurento desejo. Foi justamente no dia seguinte que a PJ captou esta conversa telefónica entre Pinto da Costa e um administrador da SAD:

Antero Luís (A) - F******! Não dormi um c******! Estou com uma enxaqueca, pá.

Pinto da Costa (PC) - F***** da p****.... [...] Tínhamos morto esta m**** ontem [...]

A - Embora eu ache que o Mourinho, no final, também se exaltou muito!

PC - É, um bocado.

A - É! Aquela história de dizer que o Rui Jorge morreu em campo e...

PC - Ele disse aonde?

A - Ele diz que disse cá em baixo, disse cá em baixo, junto a... quando estava a malta toda ali! Mas eu liguei para a Bola e para o Jogo a desmentir! A dizer que ele estava a dizer que era mentira!

PC - Não, não! Não... não é desmentir! A gente tem é de processar o gajo que diz! [...]

A - É... e em relação à camisola, também tem de se arranjar ali uma tanga, presidente!

PC - Arranjar que ele foi provocar para a porta do balneário!

A - É. E que o Mourinho disse que: 'Esta camisola é indigna de ser trocada. Porque se a tivesse rasgado não a mandava outra vez para o balneário do Sporting.' [...] É! Temos de arranjar aí uma tanga, senão saímos por baixo desta m**** toda.

Como penso ser óbvio, a escuta tem tanto valor literário como substrato informativo. Lá está a estratégia de desmentir factos reais, a intenção de processar quem diz a verdade e a ideia de «arranjar uma tanga» — tanga essa que, pouco surpreendentemente, consiste em alegar a existência de uma provocação. Seis anos depois, mudam os túneis mas a tanga é a mesma. É interessante constatar que o Porto produz mais tangas do que a Triumph. É bem verdade: tocou a reunir no Porto. E a reunião faz-se, uma vez mais, ao redor da tanga.

Segundo a opinião insuspeita e prestigiada de Cruz dos Santos, no Porto-Leiria o guarda-redes dos visitantes foi expulso injustamente, uma vez que, como toda a gente viu, a bola lhe bateu na cabeça, e não na mão. Além disso, segundo o mesmo insuspeito e prestigiado especialista, o penalty falhado por Ronny deveria ter sido repetido, uma vez que Helton se adiantou antes de a bola partir. Helton cometeu, portanto, uma ilegalidade. Como é evidente, foi o herói na noite no Dragão. Tendo em conta que, ao que me dizem, está tudo feito para que o Benfica seja campeão, calculo que as equipas que vão jogar ao Dragão tenham o topete de, à cautela, passar a apresentar-se com guarda-redes desprovidos de cabeça, para ver se aguentam mais tempo em campo. Vale tudo para beneficiar o Glorioso.

No início da época, Domingos Paciência disse que, no ano anterior, o Braga tinha obrigação de ter feito melhor no campeonato, Taça e Taça da Liga. Na UEFA, competição em que o Braga tinha vencido a Taça Intertoto, Domingos não conseguiu passar da pré-eliminatória, frente ao poderoso Elfsborg. Na Taça da Liga, acaba de ser eliminado exactamente na mesma fase em que havia sido eliminado na época anterior. Falta o campeonato e a Taça. Mas, reduzido a duas competições, de facto tem mesmo obrigação de fazer melhor.

Por Ricardo Araújo Pereira, edição 16 de Janeiro 2010 in Jornal A Bola

sábado, 16 de janeiro de 2010

O nosso plantel VII - David Luiz

Depois dos guarda-redes, dos laterais direitos e do patrão da defesa, vem o homem da raça: David Luiz.



O Xerife, como já é chamado dentro do plantel encarnado, chegou ao Benfica em Janeiro de 2007, recomendado a Fernando Santos pelos olheiros que deambulavam por terras de Vera Cruz em busca de jovens com futuro promissor. Repararam num miúdo que jogava a central mas também correspondia como trinco, de apenas 19 anos, que jogava num clube acabado de descer à 3ª divisão brasileira, o Vitória da Baía. E ele veio para a Luz, com a difícil tarefa de vir substituir Ricardo Rocha, que entretanto havia saído para o Tottenham, e Alcides, transferido para o PSV Eindhoven. Haveria de se estrear num jogo de alto risco, na Europa, frente ao Paris Saint-Germain, devido a lesão de Luisão, e a sua exibição, apesar de alguns erros próprios de um jovem de 19 anos a estrear-se numa equipa como o Benfica e logo na Europa, convenceu os mais cépticos, entre os quais o próprio treinador Fernando Santos, que havia mostrado nos jogos anteriores ter medo de colocar o miúdo em campo (no jogo anterior, fora, com o Aves, por exemplo, recuou Katsouranis para central, deixando David Luiz no banco). Devido à lesão de Luisão e a essa exibição bem conseguida, o miúdo fez os últimos 10 jogos da Liga e ainda 4 na Europa, prometendo mais para a época seguinte.



Época essa que começou mal e acabou ainda pior para David Luiz e para o Benfica. O central começou a temporada lesionado, assim como Luisão e Zoro (nos primeiros jogos, e enquanto o certificado de Edcarlos não chegava, a dupla de centrais chegou a ser Katsouranis-Miguel Vítor). Entretanto, David Luiz recuperou, mas apenas fez 8 jogos nesta época, ficando célebre o nó que levou de Quaresma no golo que deu a vitória do Porto na Luz por 1-0. Uma lesão grave na segunda metade da época afastou-o das cogitações dos treinadores encarnados. Em suma, uma temporada inteira praticamente perdida.



E assim começou a época seguinte, falhando inclusive os Jogos Olímpicos de Pequim'2008, onde tinha lugar marcado ao serviço da selecção brasileira. Voltou aos poucos ao ritmo demonstrado na época de estreia, mas entretanto, Luisão e Sidnei haviam-se tornado imprescindíveis para Quique. A solução que o treinador espanhol arranjou para conceder a titularidade a David Luiz foi adaptá-lo a defesa esquerdo, prescindindo do ídolo dos adeptos, Léo, e do inadaptado Jorge Ribeiro. E se, na óptica do treinador espanhol, a coisa não correu mal, o mesmo não se pode dizer da maioria dos adeptos encarnados, que sempre viram nesta adaptação um desperdício de talento, pois David Luiz nunca foi capaz de encantar nessa posição, destacando-se a derrota em Alvalade, por 3-2, onde foi constantemente "papado" por... Pereirinha. Acabou a época com 19 jogos e 2 golos, ganhando a taça da Liga, mas com muitas dúvidas de todos os simpatizantes encarnados em redor do seu valor, que tardava a confirmar.



Mas tem confirmado este ano, sob as orientações de Jorge Jesus. Passou, depois de 3 experiências nessa posição (recepção ao Marítimo e deslocações a Poltava e Everton) definitivamente a contar apenas como central para o técnico encarnado e é aí que tem revelado estar a atingir grande parte da plenitude das suas potencialidades. A raça, a vontade, o querer que aplica na disputa de cada lance, bem como a qualidade técnica de que dispõe e que lhe permite, não raras vezes, aventurar-se pelo terreno e até procurar o golo, puseram a Europa de olho nele, falando-se inclusive do interesse de Real Madrid e Milan na sua contratação. No entanto, é o elevado benfiquismo que já demonstra ter (na retina ficaram os seus festejos com os adeptos aquando do golo de Javi García à Naval, entre outras manifestações que tanto enchem de alegria a massa afecta ao clube) que faz dele um dos jogadores do plantel mais queridos pelos sócios, pois sentem que David Luiz vibra como eles com o clube. Esta época David Luiz só ainda falhou 2 jogos, em casa com o AEK para descansar para a recepção ao Porto, e em Vila do Conde, castigado. Tem feito uma dupla terrivelmente eficiente com Luisão, tendo apenas 9 golos sofridos no campeonato (2ª melhor defesa). E até já marcou 2 golos (e um auto-golo). Chegou este ano à hierarquia dos capitães, sendo actualmente o terceiro do plantel, atrás de Nuno Gomes e Luisão.



Esta época tenho de fazer um mea culpa: nunca fui com o estilo de David Luiz, nunca foi um jogador que me enchesse as medidas, confesso. Até ao início desta temporada sempre o tinha achado um jogador mediano e claramente sobre-valorizado pelos média, pelos adeptos e pelos treinadores. E talvez até tivesse razão. E ele, certamente para me desmentir (eheheh), resolveu tornar-se um grande defesa central sob os comandos de Jorge Jesus. E, de todos os predicados que já apontei no parágrafo anterior, destaco, obviamente, a mística benfiquista que o miúdo tem vindo a demonstrar esta temporada. Já não via algo assim há muito tempo, e tem contagiado os seus colegas, como já pudemos constatar pelas demonstrações evidentes de benfiquismo, de querer, de mística, de Javi García, de Nuno Gomes, de Luisão, de Saviola, de Carlos Martins, de Fábio Coentrão nos relvados, e outros, naturalmente mais tímidos, como Ramires e Cardozo, em palavras. A mística faz-se disto, de jogadores assim. E David Luiz, apesar de um ou 2 deslizes logo no início da época, tem feito uma temporada - e eu nem gosto desta palavra - brutal! Já merecia (muito, mas muito mais que Hulk) uma chamada à selecção brasileira, mas isso são contas de outro Dunga que não eu. O miúdo fez-se homem e eu só tenho de bater palmas e regozijar-me com cada actuação sua, sempre cheia de benfiquismo.

Que pensam os leitores de David Luiz?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Excelente crónica



Por Leonor Pinhão

Da Lei da Tripa à Lei Cantona

NO domingo, o guarda-redes da União de Leiria foi injustamente expulso mas o treinador do Porto continua a lamentar-se da perseguição dos árbitros à sua equipa. Mas há mais lamentos. Até hoje continuam sem resolução os procedimentos disciplinares a aplicar aos jogadores do Porto que agrediram dois stewards no túnel do Estádio da Luz mas o Porto, através de quem tem autoridade para falar, continua a negar a evidência e a lamentar-se da legislação em vigor sendo que a dita legislação é da autoria de um legislador da sua própria casa.

As duas situações não são sequer absurdas. São apenas ridículas, sendo que o absurdo é a serôdia indulgência com que estas conversas continuam a ser escutadas. Por comodidade, preguiça e receio, poucos são os que lhe fazem frente de forma superior e livre de inclinações.

Um aparentemente insignificante episódio paralelo é a grande aposta para a resolução do caso do túnel da Luz de forma a que a Lei da Tripa vingue uma vez mais para eterno brilho do postulado «manda quem pode, obedece quem tem juízo» que, embora público e transcrito, não tem validade jurídica dadas as «tecnicalidades» dos processos.

O Conselho de Justiça da Federação Portuguesa de Futebol ralhou com a Comissão Disciplinar da Liga por causa da pena de três meses de suspensão aplicada a Rui Cerqueira, director de comunicação do FC Porto, na sequência dos insultos dirigidos por Cerqueira a um jornalista da RTP em serviço no Estádio do Mar, em Matosinhos, na ocasião da visita do Porto ao reduto leixonense.

Não é que os insultos não tenham existido e não tenham sido escutados. Simplesmente não são… tecnicamente válidos. Para o Conselho de Justiça da FPF, um jornalista, de acordo com o artigo 107.º do regulamento, não faz parte do jogo, não é nem árbitro, nem jogador, nem dirigente, nem massagista, nem público pagante. Enfim, um jornalista de serviço não é «agente desportivo» mesmo que esteja num recinto desportivo a trabalhar.

Vai daí, o Conselho de Justiça da FPF desautorizou a Comissão de Disciplina da Liga por se atrever a considerar um jornalista como alguém a quem não se pode tocar, insultar, ameaçar. É a esta noticiazinha, que parece não ter grande importância, que se vão agarrar os legisladores da Lei da Tripa. Não é que a preocupação do momento sejam os jornalistas. A preocupação do momento são os malditos stewards…

Estão a perceber, não estão? Estão a perceber onde é que isto vai chegar?

É que, vão concluir, para o CJ da FPF, um jornalista é tecnicamente igual a um steward, praticamente não existe e não está ali a fazer nada, ainda que os jornalistas recebam as suas creditações profissionais dos organismos que superintendem as organizações das provas e ainda que os stewards recebam instruções e estejam directamente dependentes dos delegados da Liga na organização dos jogos.

Há uma coisa um bocadinho patética neste novelo. São aqueles lamentáveis opinantes, civis e militares, que atribuem ao «país» todas as culpas como se o «país» fosse uma entidade abstracta, uma espécie de invólucro sem responsabilidades para o recheio. Como se a culpa fosse do país, o nosso, e logo por azar cheio de portugueses, naturalmente. Ah! E como eles gostam de dizer: «Só em Portugal é que isto acontece. Se isto acontecesse na velha Inglaterra…» E babam-se.

Ora na velha Inglaterra, em 1995, o melhor jogador do mundo, Eric Cantona, do mais sonante clube do mundo, o Manchester United, foi expulso pelo árbitro no decorrer de um jogo com o Crystal Palace. Cantona, muito a custo, aceitou a decisão do árbitro, e quando se encaminhava para a cabina foi provocado por um adepto — ou seja, um não-agente desportivo — do Crystal Palace e respondeu a soco e a pontapé, num momento de kung-fu que ficou globalmente célebre e fotografado.

O Manchester United nem hesitou. O provocador não era nem jornalista nem steward, era um anónimo pagante, sentado na bancada, no segundo errado, momento errado. Mas o Manchester United, sem esperar pelas decisões disciplinares oficiais, suspendeu o seu próprio e mais caro jogador, Cantona, God, com 4-meses-4 de castigo.

E quando chegou a penalidade da F.A. — isto é da Federação Inglesa de Futebol — que estendeu para 9 meses a suspensão, o Manchester United limitou-se a concordar, a pedir desculpa e a concluir, publicamente, que Eric, estando «profundamente arrependido», nunca lhe passou pela cabeça «justificar o seu lamentável acto com culpas alheias».

Toda a argumentação dos defensores públicos de Hulk, Sapunaru e companhia, que pretendem ver os agressores como vítimas de provocações por não-agentes desportivos, é, sem querer ofender o chamado Terceiro Mundo, um exemplo de terceiro-mundismo mental e, pior ainda, querendo fazer dos outros estúpidos.

Se os dirigentes do Porto tivessem a dimensão social e a classe inata e secular dos dirigentes ingleses, teriam sido eles os primeiros a suspender os seus jogadores e a aguardar, com pedidos de desculpa, as decisões das instâncias disciplinares do futebol.

Mas para isto acontecer era preciso que tivessem bebido muito chá em pequeninos.

OS próximos adversários europeus do Porto e do Sporting jogaram um contra o outro e empataram. Ficou num 2-2 o resultado e pode-se dizer que foi bem melhor para o Everton, equipa visitante e que vem de um início de época medíocre, do que para o anfitrião Arsenal, candidato ao título em Inglaterra e com sólidos argumentos para a grande discussão com o Chelsea e com o Manchester United.

Sorte, portanto, do Benfica em ter apanhado o Everton quando a equipa parecia não se entender no jogo colectivo e quando as suas melhores individualidades se apresentavam perras e pouco ou nada inspiradas.

Sorte do Porto se, no próximo mês, para a Liga dos Campeões, encontrar um Arsenal tão fácil de manietar como aquele que o mediano Everton foi seriamente incomodar a Londres.

Sorte para o Sporting, no seu processo de reafirmação nacional e internacional, em apanhar um Everton mais compacto e decidido porque só assim saboreará convenientemente o triunfo na eliminatória da Liga Europa.

É que, no ano passado, nos dois jogos com o Benfica, o Everton foi tão fraquinho e tão facilmente goleado que, praticamente, nem deu gozo nenhum ao pessoal.

FEZ bem Jorge Jesus em poupar Saviola no terreno pesado de Guimarães. E em poupá-lo a ter de fazer o seu sétimo golo em sete jogos consecutivos. Era demais. Também fez bem Jorge Jesus em lançar Éder Luís naquele temporal. A partir de agora, para o brasileiro não haverá jogo nem piso pior do que o de ontem. Serão só facilidades.

É incrível como ainda haja quem defenda que as raparigas que trabalham em bares não têm «credibilidade» nenhuma, ao contrário dos homens pios, e a abarrotar de «credibilidade», que frequentam alegremente os mesmos bares. No século XX muito ouvimos falar sobre estas coisinhas dos machos latinos. No século XXI, é mais uma coisinha de machos cretinos.

P.S. — Tal como Valentim Loureiro, num jantar de festa, apelou ao presidente do Supremo Tribunal Administrativo (que, corrija-se, estava ausente) para trazer a justiça do Estado para o Apito Dourado, também Pinto da Costa, noutro jantar de festa, apelou ao Secretário de Estado dos Desportos «ou a alguém do Governo» (que estava todo ausente) para «fazer um apito encarnado» contra a corrupção no futebol.

Valentim Loureiro usou da palavra na hora do café.

Pinto da Costa terá usado da palavra na hora da fruta.

Vitória de Guimarães 1 - 1 Benfica - 2ª Jornada Taça da Liga 09/10

Foi o jogo possível face às condições do tempo e do terreno (de acordo com Paulo Sérgio, o treinador do Vitória, foi o Benfica que, ao chegar ao campo, quis que o jogo se realizasse mesmo assim). A ser verdade, confesso que desconheço o porquê dessa tomada de posição dos nossos responsáveis, sabendo que o plantel encarnado é muito mais baseado na técnica do que na força. Mas enfim.



Hoje o destaque não foi para Saviola, porque o avançado argentino nem no banco esteve. Hoje, os destaques vão para dois jogadores: Fábio Coentrão, pelo golo marcado, demonstrando algumas melhorias na finalização (já não era sem tempo); e Júlio César, pela grande exibição que fez, negando golos a Leandro, Custódio, Douglas e mais alguns que me esteja a esquecer, de tantas boas defesas que efectuou. Éder Luís estreou-se mas, sendo um tecnicista por natureza, viu-se enrolado no lamaçal que era o campo do Afonso Henriques e nada mostrou de estrondoso. Terá melhores oportunidades para confirmar o seu potencial.



No Vitória, o elemento em foco foi Douglas, pelo golo que marcou (Maxi Pereira, a propósito, está um desastre, e logo agora que os seus concorrentes, Ruben Amorim e Luís Filipe, estão lesionados), mas também pelo muito trabalho que deu à defesa encarnada. Curiosamente, mantém-se a tradição de jogadores que há muitos jogos não marcam (aliás, a maioria deles estreia-se mesmo a marcar na respectiva época), marcarem sempre contra o Benfica. Não sei se alguém já alguma vez se debruçou a fundo sobre isto, mas é a mais pura das verdades. Se não, vejamos: Alonso estreou-se a marcar pelo Marítimo na Luz. Hélder Barbosa estreou-se a marcar pelo Vitória de Setúbal na Luz. Maykon estreou-se a marcar pelo Paços de Ferreira contra o Benfica. Edgar Costa estreou-se a marcar pelo Nacional na Luz. Agora o Douglas, que ainda não tinha marcado esta época, lá marcou ao Benfica. Só fogem a este registo os jogadores de Braga e Olhanense (Hugo Viana e Paulo César e Carlos Fernandes e Toy) que já tinham marcado no campeonato antes de jogar com o Benfica. O resto, todos se iniciaram connosco e muitos deles nem marcaram (nem chegarão a marcar) mais nenhum golo na época. E isto já vem de há muitos anos, não é de agora. Algo a verificar pelos responsáveis encarnados.



E assim o Benfica deixou fugir uma bela oportunidade de, a exemplo do Sporting, carimbar já hoje o passaporte para as meias-finais desta competição, que não pode ser encarada como menor pelo simples facto de que é oficial e, como tal, tem de ser ganha, porque o Benfica tem de jogar para ganhar em todas as competições que disputa, nomeadamente as oficiais. Além do mais, é detentor do troféu e tem de fazer jus a esse estatuto. Se me perguntarem se estou optimista para a passagem às meias-finais, sinceramente... não. Porque Vila do Conde é um terreno muito, muito complicado e precisamos mesmo de vencer lá. E creio que vamos encontrar muitas, muitas dificuldades, e não só desportivas, nesse jogo. Espero que me engane. Mas é para ganhar o jogo e passar às meias-finais. Até porque o Braga já foi eliminado, o Sporting já passou, o Porto vai de certeza passar e o Sporting é bem capaz de deixar o Trofense fazer uma gracinha na última jornada para haver um cartaz Sporting-Porto-Trofense-Rio Ave nas meias-finais, proporcionando uma final Sporting-Porto. Espero estar enganado. Seja como for, se vencermos (rectamente) em Vila do Conde, que se lixem os arranjinhos dos outros. Força Benfica!

O resumo do jogo aqui:

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

JVP



Rio Ave - Benfica

1 - Saviola merece ser feliz

Num jogo em que tudo mudou ao intervalo, há que salientar a justiça da vitória do Benfica. Mais uma vez num jogo complicado, a equipa de Jesus marcou na sequência de um lance de bola parada, com a particularidade de ter acontecido numa recarga. Saviola marcou num lance de execução difícil, porque a bola bateu no chão. Só a experiência e a qualidade de Saviola fizeram com que a bola não subisse. Atravessa um momento feliz e merecido na sua carreira.

2 - Bloqueios do Rio Ave resultam em equilíbrio

O equilíbrio registado na primeira parte, embora o Benfica tivesse mais posse de bola e mais iniciativa, deveu-se em grande parte à postura do Rio Ave, que bloqueou os laterais benfiquistas e preencheu bem os espaços. Como Di María não esteve em noite inspirada, foram notórios os problemas na construção do jogo ofensivo do Benfica. A equipa esbarrava na organização do adversário e não tinha ideias para criar lances de perigo. Daí não se estranhar que, embora num roubo de bola, a oportunidade de golo mais perigosa da primeira parte tenha pertencido à equipa da casa, mas Sidnei não foi feliz no remate. Há, no entanto, que deixar bem claro que a organização do Rio Ave e o bom preenchimento dos espaços que fazia não são sinónimos de jogo fechado. Pelo contrário, a turma de Vila do Conde mostrou sempre grande atrevimento e vontade de lutar pelos três pontos.

3 - Gerir longe da área

O golo do Benfica, logo a abrir a segunda parte, mudou completamente a partida. A equipa da Luz entrou muito forte, com outra atitude, mais velocidade, maior agressividade e a não permitir que o tempo passasse em vão. Rapidamente ganhou um canto que resultou num golo motivador, pois os benfiquistas continuaram à procura de situações para fazer o segundo, tendo aproveitado um certo período de algum desânimo do Rio Ave. Cardozo e Carlos Martins poderiam ter marcado, mas a nota de maior realce nesse período foi ter conseguido defender longe da área. O Rio Ave, quando reagiu, dispôs apenas de uns cinco minutos de supremacia - Adriano podia ter marcado -, fazendo um futebol flanqueado pela direita, por acção de Bruno Gama. Mas rapidamente o Benfica reassumiu o controlo e geriu a vantagem com segurança.

4 -Cardozo tem de trabalhar pé direito

Num jogo difícil, daqueles que podem vir a revelar-se decisivos para os objectivos do Benfica, Cardozo dispôs de duas situações de remate que esbanjou porque a bola lhe foi parar ao pé direito. Para bem dele e dos clubes que representar, deveria trabalhar e melhorar a eficácia do pé direito. Em jogos de poucas oportunidades, um ponta-de-lança tem de ser capaz de decidir e a verdade é que Cardozo tem desperdiçado muitas ocasiões quando a bola não vai para o pé esquerdo.

5 - Justiça para Aimar é injusta para Carlos Martins

Num jogo em que Saviola se destacou pelo golo, pela inteligência e pela forma como entende o jogo, criando desequilíbrios em pouco espaço, vou abrir espaço para comentar uma substituição. Do ponto de vista das individualidades, foi justa a entrada de Aimar, pelo que tem feito ao longo da temporada e até pela forma como pegou logo no jogo e mostrou a qualidade do seu futebol, mas foi injusta a substituição de Carlos Martins, porque estava a jogar bem, porque joga sempre bem quando é chamado, seja a titular ou a sair do banco, porque tem boa atitude e porque às vezes consegue uma coisa que é dificílima: fazer esquecer Aimar.