quarta-feira, 27 de outubro de 2010

JVP


Portimonense-Benfica

1 - Portimonense entrou melhor

Tanto o Benfica como o Sporting protagonizaram exibições pouco interessantes, com ambos os jogos a valerem pelo resultado. No Algarve, curiosamente, até foi o Portimonense que começou melhor e deu a sensação de querer discutir o jogo, mas o remate de David Luiz, aos sete minutos, assinalou o momento em que o Benfica começou a tomar conta do encontro. Aliás, tanto na primeira como na segunda parte, os primeiros 5/10 minutos foram os melhores períodos do Portimonense que, sobretudo através de Candeias, parecia querer fazer alguma coisa.

2 - Golo e pouco mais

Aos poucos, o Benfica começou a pegar no jogo, a rematar mais e a aproximar-se mais da baliza contrária mas não teve a dinâmica habitual, também porque se apercebeu da impotência do Portimonense para fazer mais. Porém, apresentou-se forte naquela que é uma das suas armas, as bolas paradas e foi assim que surgiu o único golo. O jogo do Benfica foi mais conseguido na primeira do que na segunda parte e após o golo limitou-se a gerir o resultado. Daí em diante só criou um momento de verdadeiro perigo, através de Kardec, primeiro, e Jara, na recarga.

3 - Benfica jogou apenas q.b.

A falta de dinâmica benfiquista tem muito a ver com a ausência de Coentrão, que mexe com o jogo do Benfica e o acelera, como fazia Di María, embora de forma diferente. Carlos Martins, Aimar, Saviola (tal como Gaitán e o próprio Kardec) também dão dinâmica mas tratando-se de jogadores experientes também sabem quando um encontro está controlado e daí que tenham jogado apenas o suficiente para ganhar, tal como toda a equipa.

4 - Mobilidade de Kardec e sentido de golo de Cardozo

Durante a semana Jorge Jesus fez comparações entre Cardozo e Kardec. É verdade que este último se movimentou mais, dando mais trabalho aos defesas adversários, mas o Cardozo tem um sentido de golo que faz com que muitas vezes dê a sensação de estar alheado de um jogo e de repente marca um ou dois golos. Se não tivesse Aimar, Saviola e Carlos Martins, o Benfica precisaria mais de Kardec mas com este trio, que como disse anteriormente também é responsável pela dinâmica da equipa, não é necessário um ponta-de-lança tão móvel.

2 comentários:

VHugo disse...

Só quanto ao ponto 4.

O Cardozo o que tem feito esta época de jeito?Mandou calar os sócios?

http://forcamagicoslb.blogspot.com/2010/10/regra-de-nao-se-defrontarem-os-grandes.html

sloml disse...

VHugo, resolveu o jogo com o Sporting, além de ter aberto o marcador com o Vitória de Setúbal e de o ter fechado com o Hapoel. Depois lesionou-se.