quarta-feira, 24 de março de 2010

O Benfica na Taça da Liga - 2009/10

A inauguração da rubrica "O Benfica na Taça da Liga" é, como não podia deixar de ser, destinada a relembrar o percurso vitorioso do Benfica nesta competição esta época. Com efeito, podemos facilmente verificar que o Benfica não concedeu grandes veleidades nesta competição, apesar de ser, à partida, o troféu menos cotado de todos os que a equipa disputou. Ainda assim, a equipa soube valorizar esta Taça, e assim a mesma está agora nas nossas vitrinas, abrilhantando ainda mais a nossa vastíssima sala de troféus.


A nossa caminhada nesta prova começou com uma vitória caseira frente ao Nacional, por 1-0. Num jogo longe de ter sido brilhante, Saviola acabou por fazer o único golo, já aos 81 minutos, depois de um passe sublime de Nuno Gomes, que tinha entrado segundos antes. Apesar da exibição menos conseguida, ficaram os três pontos, importantíssimos devido a ser esse o único jogo na Luz na fase de grupos.



O segundo jogo foi em Guimarães, num terreno absolutamente impróprio para a prática de bom futebol. O Benfica esteve a perder, tendo conseguido o empate nos últimos 15 minutos, por Fábio Coentrão. No fim deste encontro ficámos empatados com o Rio Ave, com 4 pontos, mas em 2º no grupo devido a uma pior diferença de golos, ficando assim obrigados a ir ganhar a Vila do Conde para passar às meias-finais da competição.



E a verdade é que fomos mesmo a Vila do Conde ganhar. O primeiro golo foi apontado por Carlos Martins, logo a abrir a segunda parte. Depois sofremos o 1-1 num penalty inexistente, mas voltámos a mostrar a nossa superioridade através de Di María. Isto num jogo em que Cardozo foi, de longe, o melhor em campo, coroando essa exibição com assistências para os 2 golos do Benfica. E assim passámos às meias-finais.



Nas meias-finais, tivemos de defrontar o Sporting em Alvalade, como todos bem se recordarão. E não o fizemos por menos. Uma vitória por 4-1, facilitada pela expulsão de João Pereira logo aos 5 minutos, ainda por cima numa altura em que o Sporting estava nas ruas da amargura. Os golos foram de David Luiz, Ramires, Luisão e Cardozo. Com o Porto a vencer a Académica no dia seguinte, previa-se desde logo uma final escaldante.



E eis-nos na final da competição. Um jogo equilibrado... apenas nos cartões: 4 para cada lado. De resto, uma vitória concludente do Benfica, perante um adversário sem soluções, sem ideias e sem controlo emocional. Os golos de Ruben Amorim (num grande, grande frango de Nuno), Carlos Martins (num grande, grande... balázio do médio!) e de Cardozo apenas deram a expressão natural ao que se passou dentro de campo. Foi uma vitória incontestada do Benfica, num troféu que fez por merecer, como se pode ver por todo o percurso da equipa na competição, onde concedeu apenas um empate e, mais que isso, nunca colocou equipas carregadas de habituais suplentes. Fazendo trocas residuais, com maior destaque nas meias-finais e final onde acabou enganar os adversários com as trocas efectuadas, Jorge Jesus mostrou valorizar a competição e, acima de tudo, deixou bem claras as suas intenções: está num grande clube, o maior de Portugal, e por isso quer ganhar tudo. E eu estou com ele nessa demanda, que esperemos que se continue a verificar.



Os vencedores desta Taça da Liga (sabemos que vencedores são todos os elementos que compõem o plantel, mas nem todos actuaram na competição; portanto, os vencedores oficiais serão apenas os que actuaram nem que fosse só um minuto): Quim, Júlio César, Moreira, Maxi Pereira, Rúben Amorim, Luisão, David Luiz, Roderick Miranda, César Peixoto, Fábio Coentrão, Javi García, Airton, Ramires, Felipe Menezes, Di María, Urreta, Aimar, Carlos Martins, Saviola, Cardozo, Éder Luís, Alan Kardec, Nuno Gomes e Weldon. 24 dos 30 jogadores que estiveram inscritos no nosso plantel esta época. Do actual, Miguel Vítor, Sidnei, Luís Filipe, Mantorras e Jorge Ribeiro não foram utilizados. Dos que já saíram, Shaffer e Keirrison também não o chegaram a ser.

Depois da vitória estrondosa, vieram os momentos mais saborosos: a festa do plantel, feita no relvado e já fora dele, com particular destaque para as celebrações no autocarro. Para todos desfrutarmos.

PS: Jorge Jesus dedicou a vitória ao seu pai, Virgolino Jesus, antigo jogador do Sporting. Espero que o estado de saúde de Virgolino melhore, de modo a poder comemorar, de boa saúde, os triunfos do filho no fim desta época desportiva e de muitas outras que estão para vir. Que o nosso treinador tenha fé e esperança e que continue a dedicar todas as vitórias ao seu progenitor. Nós estamos com ele.







4 comentários:

Nuno disse...

Em nome do Pai, do filho e do (Nuno) Espírito Santo;
AM3N!

magalhães.Sad.SLB disse...

SLOML, OS MES PARABÉNS, ESTÁ AQUI UM EXCELENTE TRABALHO.

SAUDAÇÕES GLORIOSAS.
RF
http://magalhaes-sad-slb.blogs.sapo.pt

Mantorras disse...

Excelente Post, do melhor que se vê pela blogosfera.
Parabéns sloml!

sloml disse...

Obrigado a todos pelos comentários.

Abraço a todos