terça-feira, 25 de maio de 2010

O nosso plantel XXI - Felipe Menezes

Prosseguindo com a rubrica "O nosso plantel", e depois de já analisados Quim, Moreira, Júlio César, Maxi Pereira, Luís Filipe, Luisão, David Luiz, Sidnei, Miguel Vítor, Roderick Miranda, César Peixoto, Shaffer, Javi García, Ruben Amorim, Ramires, Carlos Martins, Di María, Fábio Coentrão, Urreta e Aimar, o destaque de hoje será para o último reforço do Benfica no mercado de Verão, o médio brasileiro Felipe Menezes.


Felipe Menezes chegou ao Benfica já com a época a decorrer. Um completo desconhecido para os adeptos em geral, Menezes foi aposta de Jorge Jesus, que já o acompanhava há algum tempo. Chegou com a reputação de ser um médio criativo, tecnicista, no fundo o suplente ideal de Aimar. Estreou-se (e logo a titular) exactamente no lugar de El Mago na vitória sobre o BATE Borisov, no primeiro jogo da fase de grupos da Liga Europa. No entanto, com o passar do tempo e o ressurgimento de Carlos Martins, Menezes até jogou algumas vezes a médio interior direito, se bem que passou a ser utilizado com muito menos regularidade na segunda metade da época.


Na estreia, Menezes não deslumbrou mas também não desiludiu. Via-se que estávamos perante um jogador com boa técnica, mas ainda totalmente desligado da realidade europeia: demasiado lento a pensar o jogo e a agir. Voltaria a jogar passado algumas semanas, substituindo Carlos Martins ao intervalo do jogo de Paços de Ferreira. Mais uma vez não fez esquecer o médio português. O seu melhor jogo chegaria logo depois: a vitória em Monsanto, na qual fez uma excelente exibição e marcou o seu primeiro (e único, até agora) golo oficial pela camisola encarnada. A partir daí, foi sempre a descer. Passou a registar apenas aparições residuais nos últimos minutos de alguns jogos, e naqueles em que teve a oportunidade de actuar um pouco mais, não mostrou qualquer evolução face aos primeiros jogos da época. Terminou a temporada com 13 jogos oficiais pelas águias: 5 no campeonato, 2 (e um golo) na Taça de Portugal, 1 na Taça da Liga e 5 na Liga Europa, prova onde Jorge Jesus mais contou com ele.


Confesso que não simpatizo muito com o futebol de Felipe Menezes. Um jogador, para me convencer, tem de mostrar muito mais do que ele mostrou numa época inteira de águia ao peito. É um jogador que me faz lembrar o Zahovic nos seus últimos tempos, mas ainda mais lento, o que sinceramente não é um bom cartão de visita. Tem boa técnica, isso foi visível na hora, mas a excessiva lentidão exaspera os adeptos, o treinador, os colegas, e não me parece, sinceramente, que essa sua "característica" vá conhecer grande evolução. Acho que estamos perante um caso típico de um jogador que só conhecerá a glória e os seus melhores dias exactamente no seu país. É que a sua inadaptação ao nosso tipo de futebol causa-lhe, inclusive, muita intranquilidade e desconfiança no seu jogo. Isso foi possível ver nalgumas ocasiões, como na recepção ao AEK, em que já nada havia em jogo e mesmo assim Menezes falhou um penalty logo a abrir a partida. Esse foi dos seus últimos jogos na época... e ainda estávamos na primeira metade. Mas Jorge Jesus aposta muito nele, já o referiu várias vezes, e vamos ver o que vai dar nesta nova época. Para mim, seria emprestado a uma equipa da Liga que lute por lugares europeus (Vitória de Guimarães, Marítimo, Nacional), de modo a crescer uma época longe da protecção do treinador, para que pudéssemos tirar ilações do seu real valor. Veremos a decisão de Jesus.

Qual a opinião dos leitores?

3 comentários:

Éter disse...

Será um erro emprestá-lo a uma equipa portuguesa que lute para não descer. Aí não terá qualquer hipótese de evoluir, uma vez que essas equipas querem é gajos rápidos para o contra-ataque.

Tirando essas sobram zbordin, filial de Braga, vitós, Nacional e Marítimo. Na filial de Braga nem pensar! Os vitós têm o Nuno Assis, portanto aí dificilmente jogará. Talvez essas hipóteses madeirenses que sugeres sejam boa opção. Mas também não me importava de o ver evoluir no zbordin, eles têm jeito para formar miúdos... ahahahah

sloml disse...

Eu emprestava-o ao Nacional. Não sei porquê, mas acho que é o clube com o estilo de jogo certo para ele. E é longe, na Madeira, o que faria com que ele tivesse de trabalhar (e muito) para mostrar serviço, tirando-lhe ao mesmo tempo as muitas diversões que sabemos existirem no continente. O Vitória de Guimarães também seria uma boa hipótese, caso o Nuno Assis saia. O Marítimo... não sei porquê, mas não o vejo a singrar naquele estilo de jogo, bem mais rápido que o do Nacional. Não sei, não...

Quanto ao Sporting... looool

Nuno B. disse...

acho que ele tem grande otencial mesmo. fisico e técnica. e vai chegar lá, em relação ao zahovic lembro-me dele no guimaraes, lento tb e bem mais novo, depois no porto a explosão. se jesus ve nele o potencial acho bem que aposte nele.